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domingo, 29 de maio de 2011




HINO PORTUGAL

Heróis do mar, nobre Povo
Não vos deixeis enganar,
Levantai-vos de novo
P’lo esplendor de Portugal!
Entre as falhas de memória,
Ó Pátria, calam-te a voz
E a demagogia atroz
Já não sabe guiar-te à vitória!

São mamões, são mamões
Os que te dizem governar,
São mamões, são mamões
Pela Pátria não te deixes enganar
Contra os ladrões marchar, marchar!
Luisa Abreu
29/05/11


Ando um pouco cansada de ouvir a palavra "CRISE", da forma como as revistas e jornais aproveitam para ganhar dinheiro e aumentar tiragens... da forma como os telejornais alimentam medos e geram inseguranças, especulam e sempre a favor da derrota. Andei a pesquisar jornais antigos e, ao longo dos tempos sempre se alimentou a palavra "CRISE", sempre bebeu desse veneno.
Como é que os políticos do nosso País conseguem sorrir demagogia, gritar palavras de luta vãs...

Eu queria mesmo poder acreditar na classe política deste país mas é triste ver a forma como lavam roupa suja em publico e depois como alimentam falsas imagens e deixam crescer as mentiras como crescem árvores.

NUNCA PERGUNTES O QUE O TEU PAÍS PODE FAZER POR TI MAS O QUE TU PODES FAZER PELO TEU PAÍS! Esta é uma frase que me diz muito. No entanto, aquando da minha educação, do meu crescer e aprender, sempre me foi dito que o exemplo vem de cima. Diz-se que os filhos acabam por fazer o que vêm os pais fazerem e a frase "faz o que te digo não faças o que faço" nunca resultou. É verdade hoje sou mãe e concordo que o exemplo tem que vir sempre de cima.

TENHO UMA PROPOSTA PA "TROIKA":

1- Que os políticos que forem para o parlamento dormir, tenham falta de comparência por estarem ausentes e paguem uma taxa.
2- Que os políticos que faltem tenham falta como acontece nas escolas e, ao fim de umas faltas sofram a paguem por isso deixando parte do seu ordenado no estado.
3- Que quem governa este país ou ambiciona fazê-lo tenha "tomates" para doar parte do seu ordenado, digamos que em 10 mil euros, dispensem 3 mil - não lhes deve fazer falta nenhuma, digo eu...- acreditem se todos partilhassem um pouquinho da sua riqueza para recuperar este país não era preciso perguntar: - Tens para a troika?
4- Que fosse proibido destruir ou fazer desaparecer regalias sociais que foram conquistados com a bandeira do 25 de Abril.
5- Aproveitar o lado fortemente solidário de todos os portugueses para levantar Portugal. Seria fácil, tal como se faz para tantos actos solidários, dava-se um nib que teria que ser controlado para que não fosse mais uma aldrabice e, cada português contribuía com o pouco que conseguisse... já vi muitas coisas realizarem-se com este pequeno esforço porque não começar a ser solidário pelo nosso país?

UM À PARTE:
Fez-se o 25 de Abril, com defeitos e virtudes, porque somos seres humanos. Esquecemo-nos de ensinar os africanos a saber aceitar a presença dos portugueses que já lá viviam e faziam a sua vida. Muita coisa foi feita aos tropeções e tanta gente sofreu perdas mas seguiu em frente. Houve revoltas mas Portugal foi-se compondo de todas as suas maleitas. Os políticos fizeram-nos crer que o caminho seria sempre a subir e foram embolsando o que puderam, criando fundações para poderem resguardar as suas riquezas entre uma e outra dádiva. Andaram milhares de anos a dizer que a educação poderia dar-nos caminhos com mais cores positivas. Hoje voltou-se a pintar o céu de incertezas e, continuamos a assistir a gastos dos políticos em campanhas que já aborrecem mais do que esclarecem porque parecem cassetes quardadas ao som do bolor. Os Cravos que tanto saltaram na rua e taparam a voz das armas para que Portugal podesse cantar liberdade. Mas que liberdade?... Que liberdade é esta que nos quer roubar todos os benefícios que Abril conquistou? Voltar a ter leis inseguras existentes antes do povo sair à rua para garantir uma vida melhor... e em nome de quê? DEMAGOGIAS FEITAS À MANEIRA FORAM COMO QUEIJO NAS RATOEIRAS e todos nós caimos nessas ratoeiras quando, orgulhosamente, entramos na CEE, ou melhor Europa - como se já não fizessemos parte da Europa - O mais grave foi não sabermos entrar de cabeça erguida e, então, o ideal foi pagar para não se produzir. Criar subsídios vindos de fora para que Portugal pudesse passar mais tempo ao sol e, como resposta deixou-se de produzir em algumas áreas e abriu-se as fronteiras marítimas a barcos vindos de fora e reduzindo o que já existiam cá dentro. O ideal era importar, importar, comprar feito... até que o sonho rodopiou e, alguém lembrou-se que Portugal precisa de produzir mais. CONTRADIÇÕES NÃO?! Mas os políticos hoje a sorrir dizem-nos que temos que produzir mais e que se acabou o recreio, quando o recreio foi-nos imposto por eles quando aceitaram esmolas para não se produzir neste país, coisa que nunca me agradou muito porque já sabia que um dia "o macaco iria pedir de volta (como na história do macaco de rabo cortado que a minha mãe me contava)". Não há mais dinheiro para doces, temos que os fabricar e, se não pudermos ou soubermos, chuchamos no dedo. ERA TÃO BOM QUE SE SOUBESSE APRENDER COM OS ERROS DO PASSADO E APROVEITAR O QUE DE BOM FOI EFECTUADO! Mas não me parece... Na realidade o que vejo é gente que tudo faz para chegar ao poder, para alimentar falsas imagens e que continuam a enganar quem podem. Os políticos continuam a esbanjar o que não temos. É verdade que sim, porque nós bem sabemos que andaram anos a fio a mandar dinheiro para ajudar nem sei bem o quê em África... Foi belíssima e digna a ajuda que deram a Timor e outros investimentos que se fizeram com o dinheiro do povo para agora lhe dizer que estamos na Banca Rota - criada por eles claro e pelos negócios que foram enchendo alguns bolsos (eu não vi nenhum) - Mesmo quando se sabia que já não havia dinheiro mandou-se milhões para ajudar a Grécia. Mas nós somos generosos e esbanjadores, damos tudo... ainda não recebi nada;)...Depois o mais lindo foi ver a posição da Filandia, ou quarenta e tal por cento deles a querer que Portugal saísse porque não tava a dar lucro, quando na verdade se encontravam na merda Portugal deu-lhes a mão - chama-se a isso "cuspir no prato em que se come"
Na história tivemos um alemão que quis dominar o mundo, tivemos um francês que quis se dono da Europa... esses não conseguiram mas parece que quem manda hoje na europa é a Alemanha e a França em "falsa?" parceria... Parece que o que não se conseguiu com vinagre foi conseguido com mel... primeiro ofereceram-nos brindes e foguetes, depois tiram tudo pela janela e dizem que já chega e, como que a castigar crianças preguiçosas e mal habituadas, aumenta-se os juros... depois chama-se os seguranças que pedem a senha: Tens para a TROIKA?

AI PORTUGAL, PORTUGAL... NÃO TE DEIXES ASSIM VESTIR!

Era uma vez uns políticos, vestidos de fatos amorfos e demagogos que ao longo da história nos foram querendo impingir regras que nunca cumpriam. Trabalhavam que nem umas formigas... ainda hoje trabalham assim os pobres. Ele era viagens para locais difíceis de conviver e negociar, às vezes nem água tinham para beber, por isso mandavam vir dos charcos o belo do champanhe francês e a bela da Lagosta já para não falar do (tó)Caviar. O povo a bem ou a mal lá os foi fintando e tal. Já farto de tanta trabalheira e cansaço por parte desses políticos jogaram um molho de cravos que loucamente iam derrubando qualquer tentativa de imposição. Ups! LIBERDADE... Uma gaivota voava, voava, asas de vento, coração de mar. E o povo tomou o pulso do seu país... apesar de ter cometido algumas gafes mas... errare humano es. Houve quem tivesse que voar quase despido de África para Portugal mas, mesmo assim deu para compreender o porquê mas não o modo de como tudo se processou. Negócio vai, Negócio vem... mais umas viagens sensaboronas e embaraçosas. Mais umas festas aborrecidas de lá para cá e de cá para lá... dinheiros que circulavam porque toda a gente ia dizendo que o "dinheiro não trazia felicidade" ... que pena da trabalhosa vida de um político que tem de deixar a sua família toda em Portugal e andar sozinho por esse mundo fora a vender vinho do Porto e a prometer que se recebesse uns papéis chatos que não lhes traria felicidade poderiam assim dar uns rebuçados aos produtores para abandonarem a vida aborrecida dos campos e deixar os Espanhóis virem plantar nas nossas terras e pescar nas nossas águas porque a malta já andava farta de bulir para aquecer e assim de mansinho fomos vestindo roupas de idiotas, enquanto os nossos políticos iam sorrindo de feira em feira e gastando todo o suor que lhes poderiamos dar. Mas o povo como é generoso e até sobrava pa caraças nas suas casas não se importavam de dar... mas pá! Dar tem limites. E isto quem dá a mão querem logo roubar o braço... foi o que se viu, mandaram tudo para a puta que o pariu! Agora, digamos a verdade - TENS PÁ TROIKA?? - sejam quais forem os tipos que subirem ao pedestal que nos pedem tanto vão ter que aceitar as regras que não aceitaram vindas de dentro porque agora tem que ser de fora... porque verdade seja dita as dívidas são para ser pagas. É por isso que nós pagamos juros a dar com um pau e por vezes morremos e quem pensa que vai herdar algo bom... pimba tem que pagar! C'um Camandro pá! Nunca o meu pai ou a minha mãe me falaram neste tipo de valores, tá tudo trocado? Ó PÁ, DESTROCA-SE! - Nunca soube o que queria dizer "destrocar" para mim era voltar a trocar, tipo se tenho notas troco por trocos e destroco por notas outra vez... mas não, tantas vezes me disseram: - Destroca isso pá! E quando eu voltava perguntavam: - Então e o troco? Eu pensava...xi... não era pa destrocar? - Voltando ao que interessa... SERÁ QUE INTERESSA?! Sempre soube que a liberdade de expressão era uma ilusão, porque ao mesmo tempo que era apregoada, se a usava levava logo uma ferroada. Ou seja, se tu só podes escrever de acordo com o que o teu patrão quer, então não estás a ser livre... estás a expressar o que interessa ao patrão não o que tu pensas. Quanto à LIBERDADE que tanto se apregoou no 25 de Abril, enquanto houve tanta gente em tendas à espera de embarcar de volta para um país livre... hoje depara-se com um logro e mais... os nossos políticos não dizem nós viajamos demais, comemos demais à vossa custa... não... o que eles dizem é que o povo não produz, esquecendo a dízima que deram para que o povo não o fizesse... o que eles dizem há tantos anos é que temos que apertar o cinto - por causa disso deixei de usar cintos - AH! Senhores políticos tenham dó! É muito depreciativo ver aplaudir as capacidades do povo português só depois dos estrangeiros o fazerem. Daniela Ruah ganhou um prémio em NY, eita, está numa grande produção de Holiwood... Daniela é uma Portuguesa de gabarito. Por acaso até é... o que está mal é que usem o facto de que foi reconhecida fora do país para depois cá dentro se repor a verdade...como se fez já com tantos outros de várias áreas. Vai sendo um orgulho ser português. Na verdade sou Portuguesa de coração e alma e por isso canto..."Ai Portugal, Portugal... não te deixes assim vestir"

MANDELA AO PODER!

Tenho que confessar que este é o tipo de homem que eu gostaria de ver mandar neste país. Endireitavamos logo. O preto mais inteligente que eu conheço. Digo-o apenas - e sem qualquer depreciação para outros porque não faço descriminações - porque foi um homem que apesar de tudo o que realmente sofreu, aprendeu a dar valor ao mais importante. Às pessoas e ao bem estar do povo, à colaboração entre todos desprezando valores como ideiais de cor e outros estúpidos ideiais que só servem para nos ludibriar. EU TENHO UM SONHO! QUERO CONHECER MANDELA PESSOALMENTE E DAR-LHE UM ABRAÇO E, QUEM SABE ATÉ APRENDER COM ELE TUDO O QUE ME PUDER ENSINAR. YES I CAN! Se alguém ler este texto e tiver capacidades para me ajudar a realizar este sonho AGRADEÇO... ou se chegar ao próprio Mandela e ele quiser vir até cá, também o RECEBEREI! Sim, já estou a ver alguns políticos nossos a ler este texto e a dizer que está uma bela merda... e espera aí sentada que já vais ter o sonho realizado e tal... e achas que o Mandela tá para te aturar? Ó pá, não se preocupem com isso tanto como se andam a preocupar em ocupar os mercados ou os locais onde a população procura ter um pouco de lazer e partilha com os seus para fazerem campanhas demagogas. VOTAR É UM DIREITO! Sim é bem verdade e, com ele devemos dizer ou deixar marcado o que pensamos e sentimos. No entanto, já algum tempo que tenho vindo a ver que a abstenção cresce tanto como o meu desanimo sempre que oiço um político dizer que estamos em crise e que precisamos todos colaborar - menos ele - para que tudo se recomponha. Julgava eu na minha mais humilde ignorância que eles saberiam ler essa percentagem de abstenção e saber como dar a volta de forma positiva. Afinal vem um e diz: - Vá vão votar no dia 5, senão a TROIKA vai papá-los. Depois vem outro e diz: - Amigos, eu estou e sofro convosco - isto se não votarem em mim - votem com consciência mas votem em mim porque afinal de contas o pacote que não quiseram aceitar vai-lhes sair na rifa na mesma. Outro ainda se dá ao trabalho de dizer: - Meus amigos comigo no prazer o país vai crescer. Começo por cortar nos Ministros (shhiuuu, não digam a ninguém mas uns acessores vamos ter que ter) vamos cortar nos vossos salários porque da última vez contribuíram pouco. Os velhotes bem podem morrer que só andam a gastar dinheiro ao estado - como se não tivessem trabalhado já a vida inteira para encherem o papo ao governo - então corta-se nas pensões porque já ganham demasiado para quem não viagem e come uma sopinha por dia porque não se pode abusar na comida para não engordarem senão o corpo estoira.

QUE DIZER?!

Tou farta de escrever e escrever... às vezes penso que é o meu lado político a dizer: - Vou fazer um breve texto...la, la, la...

LEMBREM-SE SEMPRE QUE O EXEMPLO VEM DE CIMA, por isso devemos exigir a quem governa este país que mostre obra e corte primeiro no seu casaco para depois vir cortar as nossas t-shirts... senão em vez do rei ir nu, vai a multidão e isso dá muito mau aspecto. BASTA DE MENTIRAS! BASTA DE DEMAGOGIAS! BASTA DE FALSAS PROMESSAS! BASTA DE TANTA ÓRGIA DE SORRISOS E PALAVRAS NAS FEIRAS! NÃO GASTEM O NOSSO DINHEIRO EM VÃO... QUEM VAI VOTAR JÁ SABE O QUE E EM QUEM VAI VOTAR. QUEM ESTÁ INDECISO, VAI CONTINUAR ASSIM E PASSA EM BRANCO...É QUE JÁ NÃO HÁ PACHORRA NEM PALAVRAS PA VOS MANDAR PASSEAR ENTÃO HÁ SEMPRE QUEM SE ABSTENHA para dizer isso mesmo!

Luisa Abreu
29/05/2011

sexta-feira, 31 de julho de 2009

É POR ISSO QUE PORTUGAL NUNCA DEIXARÁ DE SER pequenino........
























É POR ISSO QUE PORTUGAL NUNCA DEIXARÁ DE SER pequenino....


Uma longa história nos acompanhará sempre, pela bravura de gente que ousou ir mais além aqui e além mar. A história de Portugal é riquíssima em detalhes, descobertas mas também em ousadias de quem quis ver para lá do seu próprio horizonte. Mas a história é o que é, história e, por muito bonita que seja com todos os seus pólos negativos e positivos que sabemos haver é passado. Ora é bom recordarmos o passado e sabermos aprender
com os erros cometidos, glorificar o que de bem foi feito mas seguir em frente e pensar que todos os dias se faz e se inscreve a nossa própria hístória. Portugal, ficou parado muito tempo a contemplar a sua própria história e à espera do que já não viria, daí que quando acordou, deu-se conta do quanto perdeu parado no tempo, vazio de esperanças e já tragado pelo estrangeirismo exacerbado que se impôs na sua própria linguagem, no seu
modo de ser e de estar. Não acredito na estagnação de um povo, mas devo confessar que me arrelia um pouco a imitação exagerada, especialmente quando é contra nós. Porque digo isto? Se olharmos bem em volta do nosso globo, que se tornou cada vez mais pequenininho, apercebemo-nos que é composto por vários tipo de povos e, que a maioria até ao Euro 2004, infelizmente nem sabia onde era Portugal. De lamentar a recordação que
tenho - aquando da minha visita a Londres, cidade que prezo muito para férias e em algumas épocas do ano porque simplesmente detesto o frio - de uma rapariga que meteu conversa comigo por causa dos nossos filhos começarem a interagirem bem uns com os outros e, perguntar-me com um ar muito convincente se eu era espanhola, ao que respondi que não. O mais engraçado é que, o pior não era confundir-me com uma espanhola, até aí
tudo bem, mas quando lhe disse que era portuguesa ela afirmou ainda mais convincente que sim, porque Portugal seria a seu ver uma província espanhola. Claro que me ri e disse cordialmente que não era assim. Bom, tudo isso passou e fui verificando em algumas viagens e contactos feitos que as pessoas de outros países como França, América e outros nem sequer imaginavam que existia Portugal e tudo o que lhe soasse a um sotaque
semelhante seria espanhol e com toda a certeza assim o definiam. Graças a Deus que o Euro2004 serviu para que muita gente conhecesse e visse melhor aquele rectangulo que a tantos orgulha. Por norma geral, não costumo ser facciosa quando a este e a outros temas porque sei que o tipo de educação existente nesses países é um pouco limitado a nível de geografia e línguas estrangeiras e, que a maioria nem sequer se interessa em aprender,
até porque cá estamos nós para os atender sempre que necessário.
Pois é este nosso ar servil que me chateia um pouco e que faz parte educação que temos. Jamais serei contra o facto de aprendermos seja o que for de outros países, inclusivé a lingua que, se formos a ver, até são os portugueses o povo que mais línguas domina e que tem obrigatóriamente que falar a língua dos outros seja no seu como noutros países. Ora noutros países até estou de acordo porque devemo-nos adaptar a cada língua e cultura
e sabermos situar quando nos encontramos no local - coisa que nunca tive problemas até porque sempre me dei bem a interagir, fosse onde fosse - pior é que até em Portugal devemos falar a língua dos outros. Isto é bizarro, ou não é?

Para mim e, depois de tudo o que aprendi, acho uma falta de respeito para com o nosso povo e a nossa língua que merece muito mais respeito. Se nós somos obrigados a falar a língua cada povo que visitamos, porque raio temos que o fazer também em Portugal e sermos tão servis que até mete nojo? Que sejemos simpáticos e partilhemos o espaço a cultura, tudo bem,estarei sempre de acordo mas, que estejemos permanentemente a ter que falar
a língua dos outros para os servir melhor em vez de fazermos respeitar a nossa é uma autêntica parvoíce. Mais do que isso, é com pesar que vejo a língua portuguesa ser menosprezada pelos próprios portugueses em prol de outras. Não o digo ao calhas, não. Digo-o porque alguns portugueses consideram máxima importância saber falar o inglês correctamente, conhecer a sua gramática de ponta a ponta, como ponto de honra e até de respeito pelos
ingleses quando o contrário se verifica e, julgam que alguma vez verão isso? Esperem sentados meus caros. Enquanto Portugal continuar a educar um povo servil e a meter na cabeça que lá fora é que é bom e que tem qualidade de vida e cá dentro tudo é uma bosta, então sim, hão-de mesmo ser respeitados mas sempre de joelhos a bajularem e a incluírem na sua linguagem o estrangeirismo. Com muita pena verifico que se fala e escreve tão mal
o português, cada vez mais. Uns por preguiça, outros porque julgam o Inglês e o Francês bem mais importantes, outros porque se fazem entenderde qualquer forma e isso é que interessa.

Pois de povo corajoso, lutador e aventureiro, Portugal deu lugar a um povo passivo e servil que até chateia. E lá fora tudo é melhor que cá dentro. Mas quando lá fora o frio aperta é o sol de Portugal que os abraça de novo. Enquanto o povo achar que a culpa é dos políticos apenas e, não também parte da sua responsabilidade porque são quem votam e, por isso, podem fazer alguma diferença. Enquanto estiver dividido nas suas próprias convicções
teremos sempre o país que merecemos que é o que se vê de lamento, de oportunismos, de gente que stressa e fica impaciente por achar que não se leva as suas ideias a sério. Crescem umbigos, impõem-se imagens falsas e, cada vez mais se conhece a solidão porque é bem melhor trancar as portas por dá cá aquela palha do que unir esforços para melhorar o relacionamento humano, para entender as diferenças. Pois é, muita gente diz que entende
e respeita as diferenças mas, na hora em que se fazem notar essas mesmas diferenças batem a porta porque ficam sem paciência para entenderem seja o que fôr, mesmo que seja apenas uma brincadeira espontânea sem qualquer significado de maior.

Gosto de aprender, hei-de gostar sempre, especialmente se fôr algo de novo para mim mas, darei sempre mais importância à minha língua mãe, julguem ou não ser falta ou não de respeito, para mim não é... mais falta de respeito é verificar que muitos portugueses escrevem e falam melhor outras línguas estrangeiras do que a sua língua mãe. Por incrível que pareça, Portugal até pode ser um país pequenino em relação à dimensão de outros mas a língua
portuguesa conquistou o mundo por tudo o que conhecemos da nossa história é a quinta língua mais falada no nosso globo e a terceira mais falada no mundo ocidental, visando assim mais de duzentos milhões de falantes. A língua portuguesa é românica e pertence ao grupoíbero-românico. Mesmo assim, o português passou por uma grande evolução histórica e, sofreu influênias de vários idiomas e dialectos até ser o que é hoje em dia. O idioma português
não só é visível no continente português como é oficial em Angola, Cabo-verde, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, etc... A nossa língua expandiu-se e possui estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul, na União Africana, na Organização dos Estados Americanos, na União Latina, entre outros.

No entanto, por necessidade de maior expansão da Língua Portuguesa foi necessário fazer-se um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, movimento que começou em 1990 para vazer do português uma das línguas oficiais da ONU. Claro que não estou totalmente de acordo com o tipo de acordo feito, até porque se perdeu muito da riqueza linguística que tinhamos e, algumas palavras são confusas, visto terema mesma fonte fonética e, era na forma
de escrita que nos dava o seu verdadeiro significado. Enfim tudo fazemos para estar num mundo que nos faz falar a sua língua menosprezando a nossa. No entanto para alguns é uma falta de respeito não falar ou escrever correctamente o inglês ou outra língua qualquer. Por acaso vocês já viram algum estrangeiro fazer um esforço para aprender a falar português correctamente? Posso dizer que sim mas, muito raros. Mais foram os que ouvi dizer com
a maior das latas que a ignorância pode ter de que a sua língua era mais importante que a nossa, logo nós que nos safássemos como quiséssemos. O português sempre foi um povo desenrascado e inteligente ao ponto de vingar em países de línguas que não a sua, no entanto é interessante ver o desinteresse pelo próprio português pela sua língua em prol de uma estrangeira, nomeadamente o inglês. Ora bull shit - para agradar quem ama tanto esta
língua acima da sua, não aos que valorizam o português, como é claro, penso eu - para quem se menospreza e se torna servil a outros locais do mundo, dando-se ao prazer de achar que a casa do vizinho tem sempre o melhor recheio. Muitos foram já os que vi serem ensinados pela vida quanto a este propósito por isso, já se tornou um assunto desinteressante. Pois que continuem a cultivar o estrangeirismo, que continuem a aspirar por trabalhar para
a evolução de outros países e, mais tarde que sejam mais uns a lamentarem-se da distância do seu país e de outros íntens que julgavam serem de maior qualidade, em vez de pensarem o que deveriam fazer para melhorar o seu país.

Respeitarei sempre os outros povos e as outras culturas e, até tentarei aprender o que de melhor poderei trazer para o nosso país, mesmo sabendo que sozinha não mudo o mundo mas, poderei mudar algo na minha própria casa, já me sentirei feliz. A língua portuguesa é interessante na sua fonética, onde poderemos aprender um pouco mais sobre o fonema das palavras, as sílabas, a ortoépia/prosódia e melhorar sempre a ortografia. No entanto,
dela também fazem parte como componente gramatical a morfologia que nos dá as estruturas das palavras e sua formação, os prefixos, sufixos e radicais, tal como as classes das palavras. Temos ainda a sua sintaxe onde imperam os conceitos, termos da oração, período composto, concordância, regência, colocação pronominal e a pontuação. Como esta também é importante a sua semântica, onde podemos verificar a família das ideias, a sinonímia,
a antonímia, homonímia, paranímia e a polissemia. Mas, como linguagem ríquíssima que também é composta ela forma estilística onde verificam a conotação e denotação, tal como figuras de estilo ou linguagem. Sendo por isso, a gramática da língua portuguesa dividida em cinco partes de acordo com os aspectos linguísticos descritos anteriormente.

Claro que, por exemplo, gosto muito de saber o que significa uma palavra em países que falam a mesma língua, como Portugal e o Brasil. Sim os dois falam português mas conhecem diferentes dialectos e algumas palavras têm diferentes significados: pode-se dizer que muitas vezes se usa a palavra BERRA - que é conjugação do verbo berrar e no Brasil significa isso mesmo, enquanto em Portugal, além do que diz a palavra, também se usa como
substantivo, designando assim a última novidade " Tenho que comprar aquele carro que anda na berra"; Baderna no Brasil é confusão, desordem mas em Portugal, diz-se de uma pessoa considerada inútil por velhice ou doença. São inúmeros os casos e, com eles podemos sempre aprender algo de novo para melhorar ou apenas para deixar ficar como está dependendo do que apareça. Infelizmente os portuguêses têm a "mania" de adoptar o que lhes
parece mais fácil e assim, fazem acordos onde a língua vai perdendo e a nossa história vai decaindo, vivendo apenas de ventos servis para com outros povos que na realidade nem consideram Portugal senão como uma verdadeira província e, até se dá ao luxo de pagar para não se produzir porque o que vem de fora é bem melhor.

Enquanto os portugueses não conhecerem a sua força como povo que ajudou a mudar o mundo, para o bem e para o mal. Que fez grandes obras, mesmo sendo primeiro valorizadas lá fora para então serem amadas dentro do seu país, seremos sempre um povo muito pequenino. Não aquele povo que tem muito para aprender e crescer, visto que o que aprende de fora já nem lá fora é valorizado mas abolido da sua própria conjunctura cultural
mas, aquele povo que se julga e se sente sempre na cauda de tudo na vida. O povo das lamentações, das lamechiches, das coisas levadas sempre a sério. E que não sabe brincar com coisas sérias, a não ser que veja no estrangeiro e, aí sim, aí dá imensa importância a tal factor. É lamentável que pessoas que estão a crescer neste país, não o considerem importante o suficiente para dispenderem tempo a fazer o nosso país crescer com o tanto
que dizem saber ou conhecer. E assim vão mundo fora à procura de si mesmos e do que lhes possa preencher o vazio de uma vida que descobre, geralmente que foi cá que ficou por preencher. Para uns depois é tarde, para outros ainda será fácil voltar e começar de novo. Começar de novo é sempre bom porque a mudança, geralmente traz coisas boas, pior é quando o comecar de novo torna-se um comodismo decrescente de lamentações
absurdas e de comparações entre culturas e leis totalmente diferentes.

BEM HAJA A TODOS OS QUE SE INTERESSAM POR PORTUGAL E A LÍNGUA PORTUGUESA mesmo quando se erra e se aprende de novo. Sem menosprezar no entanto, quem sente que o lado de lá do oceano é bem mais importante
para a sua felicidade. O importante é que todos sejam felizes com as escolhas que fizerem e, serem felizes como sempre digo, é saber que chorar ou arrepender-se também faz parte do reconhecimento dessa felicidade.

SEREI SEMPRE PORTUGUESA, AQUI OU NA CHINA e, nem por isso deixarei de respeitar os outros povos e culturas mas, jamais desprezarei o que aprendi e a terra que me viu nascer, dizendo que lá fora é que se faz tudo
bem e, cá dentro é uma porcaria. VIVA O MUNDO! VIVA PORTUGAL! VIVAM AS DIFERENÇAS! APRENDA-SE COM AS DIFERENÇAS E RIGUEZAS CULTURAIS! MAS NUNCA SE AFOGUE A NOSSA PRÓPRIA RIQUEZA!

Luisa Abreu
01/08/09