sábado, 27 de junho de 2009

SUSANA FÉLIX E O LUGAR ENCANTADO




































































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UM LUGAR ENCANTADO

Era um lugar encantado
entre o mundo e a solidão
onde se espreitam estrelas
e a vida cabe nas mãos

Sento-me em frente ao mar
olho para longe do fim
perdem-se barcos na espuma
não sei se é dentro de mim

E fico um pouco mais
gosto que anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti

Era uma praia onde a noite
me faz lembrar quem eu sou
sem ouvir o que me pedem
sem importar o que dou

Antes de todas as mágoas
havia o mesmo luar
só eu cumpri a promessa
de cá voltar

E fico um pouco mais
gosto que anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti


Letra de Susana Félix

Compositora: Mafalda Veiga


SUSANA FÉLIX E O LUGAR ENCANTADO (SEIXAL)

No dia 26 do mês de Junho do corrente ano, Susana Félix, deu um concerto no Seixal, aquando das Festas Populares do Seixal, tornando-o num lugar mais encantado pelo encanto/sensualidade da sua actuação e doçura da sua voz. Este concerto, contou com a presença de muitos populares que por lá andavam a passear na feira e, outros que se deslocaram para poderem assistir ao seu concerto. Entrou suavemente no palco, dando início à melodia doce das suas canções, lançando sobre o público o perfume de toda a sua sensualidade em gestos graciosamente sedutores. Susana, não é só uma mulher bonita, com um olhar expressivamente doce e forte mas, uma mão cheia de talento e uma voz enorme na sua técnica vocal, tal como na doçura que exprime ao soltar as palavras com ritmo e sensualidade. Em todo o concerto senti que ela é uma mulher comunicativa, tanto a nível verbal como corporal, dando asas assim, à forma como se integra com emoção nas canções que interpreta. E assim fez do Seixal um lugar ainda mais encantado por mais uma noite brilhante com a sua actuação e simpatia. Ao que pude indagar, no fim do espectáculo Susana fez uma sessão de autógrafos, que não teve conhecimento de todos, porque a conversar com algumas pessoas que assistiram ao espectáculo verifiquei que ficaram descontentes por não terem sabido dessa possibilidade porque gostariam de ter um autógrafo da cantora, no entanto, presenteados foram os mais afoitos que não desandaram e abordaram a actriz/cantora para poderem ter o seu autógrafo a que ela cedeu com toda a sua simpatia e grandeza como pessoa. Dando um pouco mais de mim neste texto posso dizer que amei conhecê-la pessoalmente e ter trocado algumas palavras. Ficou marcada em mim a sua postura acessível e doce para com todos os que se lhe dirigiram.

Susana Félix nasceu em Torres Vedras em 12 de Outubro de 1975 e, desde cedo se dedicou ao canto, vencendo com apenas 12 anos - em 1988 - a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, com um tema de Amália, intitulado Maria da Cruz, que a mãe lhe ensinara. Dedicou-se ao Teatro Amador, na sua terra, de 1989 a 1994 e, num à parte, foi também campeã de patinagem artística - nota-se bem nas suas interpretações os gestos sensuais de uma patinadora artística.

Em 1995 iniciou os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música e participou no programa da RTP intitulado Selecção Nacional. Nesse mesmo ano foi escolhida pela Disney para cantar as canções da personagem principal do filme Pocahontas, participando posteriormente nos filmes O Rei Leão II: O orgulho de Simba e, no Hércules. Entretanto, passou a fazer parte integrante da banda da cantora Mafalda Veiga, como voz de apoio, depois de ter começado a trabalhar como cantora de estúdio a fazer gravações de vários spots publicitários e, onde participou no disco A cor da fogueira da cantora supra-citada. Ao participar no programa Todos ao Palco de Filipe La Féria, foi convidada por este a fazer parte, como actriz e cantora no musical Camaleão Virtual Rock e no espectáculo 40 anos de RTP. Em 1997, colaborou nos discos de João Pedro Pais e Luís Represas.

Susana Félix, começou em 1998 a compor e iniciou as gravações do seu disco de estreia, editando no ano seguinte o álbum Um Pouco Mais, com temas bem conhecidos de todos e, tão bem cantado pelo público, aquando do seu concerto nas Festas Populares do Seixal, Mais Olhos Que Barriga - da autoria de Mafalda Veiga - e, Um Lugar Encantado. Depois disto foi o salto para a sua digressão, percorrendo o país de norte a sul com 40 espectáculos realizados ao longo do ano de 2000. Mas, não parou por aí e prosseguiu a sua digressão em 2001, participando, também como actriz em séries e telenovelas como Criança Sos e Ganância, escrevendo um tema para a banda sonora desta última. Compôs também parte da banda sonora da novela Anjo Selvagem e foi nomeada para os prémios Expresso na categoria de música. Dirigiu a parte vocal do disco Winter DAy...s, em 2002 dos portugueses Spelling Nadja e, compôs parte da banda sonora da telenovela Amanhecer, editando no mesmo ano o seu segundo álbum de originais Rosa e Vermelho. Foi produtora do disco Mar Confidente de Joana de Melo em conjunto com Nuno Faria e Fernando Abrantes em 2003. O ano de 2003 viu-a em cena no Teatro S. Luís como actriz/cantora no musical Portugal - Uma Comédia Musical, com encenação de António Feio e música de Sérgio Godinho. 2005, foi o ano em que se dedicou à composição, pré-produção e gravação do seu terceiro álbum de originais Índigo, cuja edição deu-se em 2006, onde a produção e arranjos ficaram a seu cargo e de Renado Júnior. Aparece assim como compositora e assina a maioria das letras. O seu primeiro single, vastamente conhecido e cantado de lançamento deste álbum intitula-se Flutuo. Não obstante todas estas tarefas, ainda coordenou artisticamente o espectáculo Sexta-feira 13 - O Musical do Grupo Xutos e Pontapés, que foi estruturado nas canções do referido grupo. A nossa talentosa artista participou também no programa Dança comigo, onde foi uma das semi-finalistas da 1.ª temporada. Mas, o ano não acabara sem que ela participasse como actriz na série Nome de Código: Sintra, realizada por Jorge Paixão da Costa e transmitida pela RTP, tal como na série Uma Aventura que foi transmitida pela Sic, sendo ainda convidada para escrever e interpretar o hino oficial da Raríssimas (Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras) compondo o tema O Mesmo Olhar. Foi em 2007 que editou o seu quarto álbum intitulado Pulsação, onde reuniu vários temas dos seus discos anteriores, rearranjados e regravados, integrando dois originais e programando um deles como single de avanço ou de apresentação do mesmo álbum (Bem) Na Minha Mão. Interpretou a canção Não Sou O Único, dos Xutos e Pontapés no programa Diz que é uma espécie de Magazine, na RTP 1 e participou também numa gala da Operação Triunfo.

Como foi um concerto e uma cantora que cantou e me encantou numa das noites mais brilhantes das Festas Populares do Seixal, resolvi deixar aqui a minha homenagem ao seu talento e simpatia para todos os que mais quiserem saber da sua actividade artística. E aproveito para deixar UM GRANDE ABRAÇO A SUSANA FÉLIX, TAL COMO AOS ANJOS, OS BANZA E, A TODOS ELES MUITA LUZ POSITIVA E MUITO SUCESSO COM A SUA CARREIRA! O MEU MUITO OBRIGADA POR FAZEREM DESTE DO SEIXAL UM LUGAR AINDA MAIS ENCANTADO...

Luisa Abreu

28/06/09

OS BANZA E A MÚSICA POPULAR, OU TRADICIONAL?


















































































Os BANZA e a Música Popular ou tradicional?

A música popular é, geralmente, influenciada pela música tradicional, apesar de terem géneros distintos. Ou seja, a música tradicional está confinada a uma determinada região geográfica e inserida num determinado contexto social, sendo as raízes próprias de um povo, referente a um passado mais ou menos remoto. Como tal a sua transmissão foi sendo feita de forma oral e sofreu evolução por ser permeável aos contactos e influências culturais exteriores. No entanto, característica intrínsica da música tradicional é a sua indissolução do seu contexto vital. Quanto a contactos do exterior podemos verificar na música tradicional brasileira que deriva da música europeia, africana e ameríndia, uma junção que originou características muito próprias e relevantemente reconhecíveis a nível geográfico. A música tradicional não nasce por necessidades estéticas, ou seja não é tomada como um objecto que tome por princípio uma beleza estética com o intuito de ter um valor próprio e sendo admirada por si própria mas como uma música funcional associada ao trabalho duro do campo. Existe sim, como uma memória no seu contexto original - era mantido para que os trabalhadores fossem arejando e afastando o cansaço que sentiam no seu dia-a-dia, tentando animar as suas horas árduas de trabalho. Sendo por isso uma forma psicológica de um modo de vida de um povo e, até os fósseis de um passado remoto.

A música popular é um género musical com uma leve acessibilidade ao público em geral e serve para entretenimento. É diferente da música folclórica porque é escrita e comercializada como uma comodidade na era da globalização, sendo por isso, de evolução natural mas disseminado pelos meios de comunicação.

No entanto todos os tipos de música são parte da cultura de um povo e, não apenas o tipo de música erudita, ou seja a chamada música clássica - que tem apenas foco na performance do intérprete, onde o compositor evolui histórica e progressivamente os cânones pré-estabelecidos da música académica. É errôneo e muito triste quando se ouve dizer que apenas a música clássica é considerada música a sério ou música que demonstra o emblema de uma cultura, quando todos os tipos de música são parte de um povo, estando inserido a nível geográfico, psicológico ou outro nível qualquer.

Claro que enquanto há a possibilidade de muitas pessoas tocarem música popular com os amigos em garagens ou estúdios amadores. Esta é uma actividade das mais amplas formas de composição musical colaborativa das sociedades modernas. Daí conhecermos as chamadas "bandas de garagem" que, são, de certa forma, uma reabilitação da velha tradição da música folclórica, antes composta e disseminada por amadores apenas por via oral. Claramente, a sua diferença, deve-se ao facto de que os músicos das bandas de garagem têm conhecimento da música comercial e tentam simulá-la. No entanto, continuam a existir, em versões popularizadas algumas músicas folclóricas de determinada sociedade, geralmente interpretadas por profissionais e disseminadas comercialmente.

As diferenças notórias entre os variados tipos de música, como por exemplo, a música popular e a música erudita ainda é uma questão controversa. Sendo que alguns partidários da música erudita continua a afirmar que a música erudita é que é a verdadeira arte, enquanto a música popular é apenas uma forma de entertenimento. Infelizmente existe no nosso meio social muitas pessoas que assim pensam e sem qualquer diferença do meio onde estão inseridas, ou sejam as referidas classes sociais. Apenas se verifica que muitas das peças que constituem a música popular também têm um grande nível de complexidade, apesar de existirem tantas outras de formas simples. Mas no caso da música erudita, verifica-se exactamente o mesmo, existem peças de grande complexidade como muitas outras que se apresentam extremamente simples. No entanto esta distinção por vezes torna-se obscura devido a certos géneros intermediários, como a música minimalista, o jazz e a chamada música new age. Não me vou expandir muito mais neste tema, caso contrário, teria que vos dar muito mais informações e fazer até um resumo da história da música no mundo, coisa que não pretendo fazer e deixo isso para os mais entendidos na matéria.


Sobre o GRUPO OS BANZA, apenas vos posso dizer que foi formado em 1981 e tem como base a música tradicional portuguesa, incidindo, geográficamente no folclóre alentejano porque os elementos daí são originários. O Grupo é formado pelo Joaquim Banza - voz e bandolim, António Farinha - voz e animação, António Jacob - voz e guitarra, Isidro vieira - voz e João Soares - voz e guitarra. Elementos estes originários de Entradas, Moura, Panoias, Galveias e Aljustrel, respectivamente. O grupo gravou até então quatro álbuns, cd's e cassete, iniciando com o álbum intitulado Vamos todos ao Rio Guadiana, em 1994, seguindo-se em 2001 com o álbum, Minha Terra, Meu Encanto, Já em 2004 prosseguiu lançando o álbum Açorda Alentejana, sendo o último álbum datado de 2006 com o intuito de celebrar a sua união como grupo intitulado 25 Anos. Antes do lançamento destes álbuns já o grupo tinha editado 4 cassetes e, posteriormente editou um dvd para festejar os seus 25 anos de carreira, com o nome Grupo Banza, 25 Anos a Cantar. Mas, o grupo não ficou por aí e, entre os vários concertos que vai dando até hoje, também editou em 2007 um outro vídeo contendo o seu concerto aquando do encerramento das vindimas de Palmela.

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Um cheirinho do concerto dado no dia 25 de Junho de 2009, nas Festas Populares do Seixal. Mais poderão ver e ouvir em www.youtube.com/ladesigner64

Luisa Abreu
27/06/09


quinta-feira, 25 de junho de 2009

HOMENAGEM A MICHAEL JACKSON








Michael Jackson - Streetwalker


http://www.youtube.com/watch?v=Pvc9XBTfu6g
(Este foi o Michael Jackson que conheci e que amei dançar e sentir
a sua energia. Considerava-o muito mais bonito como pessoa
nesta época mas, entendo perfeitamente que depois do acidente
ocorrido, onde sofreu algumas queimaduras, as coisas foram
dando azo a várias operações por razões que só a ele dizem respeito.)

Aos 50 anos de idade, Michael Jackson partiu para uma outra
missão diferente da que tinha neste nosso mundo. Sofreu uma ´
paragem cardíaca e foi, mais tarde no hospital de Los Angeles
que foi atendido e, onde deixou de estar entre nós.

Michael Jackson 1958-2009, é uma figura marcante do nosso século,
tido perante muito como um ícone marcante da pop no século XX.
O músico norte-americano está longe de ser uma figura consensual,
mas foi, indiscutivelmente um artista brilhante que marcou os anos
oitenta e noventa. Acho que todos guardarão em memória músicas
como Billie Jean e outras. Segundo pesquisa na internet soube que,
neste momento, o hospital de Los Angeles, onde Michael Jackson faleceu
há poucas horas, está repleto de fans e que, à medida que se vai sabendo
ou divulgando mais o acontecimento, mais fãs aparecem no hospital
para fazer uma últuma homenagem ao homem de talento que ele
continuará a ser nas nossas vidas. Muitos foram os que já depositaram
velas e flores no local. A ex-mulher do cantor está incrédula com o sucedido
e, ao mesmo tempo, casas de show, como o Roxy Theatre, na Sunset Strip,
vão colocando fotos do cantor nas suas fachadas. Uma delas tem inscrito
"Michael Jackson será lembrado para sermpre". Por outro lado, um porta-voz da sua família declarou que ele estaria a abusar de remédios prescritos.
Ou seja, Michael Jackson, segundo consta, ia frequentemente a hospitais por haver um possível cancro de pele. Ainda no final do ano passado, ouviram-se rumores de que ele estaria com uma doença seríssima no pulmão e, possivelmente a precisar de um transplante do órgão, segundo o mesmo porta-voz. Há dois anos ele teria sido internado por conta de uma gripe muito forte. Comenta-se também que o cantor passou mal quando se dirigia ao tribunal, respondendo a processo por abuso sexual. Foi no início da década de oitenta que se deu a mudança da cor da pele e, em 1993, confirmava- -se de que sofria de Vitiligo. O cantor planeava voltar às tournées no ano de 2009 e avançar com vários concertos em Inglaterra.
Sobre a vida de Michael Jackson pode-se dizer que nasceu na cidade de Gary, em Indiana, nos Estados Unidos, no dia 29 de Agosto de 1958, ainda criança, começou a dançar e a cantar, iniciando a sua carreira como vocalista do grupo The Jackson Five, aos cinco anos de idade. Grupo este formado pelo seu pai, Joseph que o fez por verificar que os filhos tinham muito talento na área musical.
O sucesso chegou quando a gravador Motown fez o lançamento da banda dos Jacksons, primeiro com músicas como o I want you Back, ABC, I'll Be There e The Love You Save. No entanto a quebra do contrato entre as duas partes fez com que fossem obrigados a mudar o nome da manda para Jackons. Em 1979, Michael quebrou o nariz quando ensaiava e, foi operado pela primeira vez, A partir daí começou a sua carreira a solo onde lançou "Off The Wall", tal como outros grandes sucessos, proguzidos por Quincy Jones, "Rock With You" e "Don't Stop'Till Get Enough", disco este último que vendeu mais de 11 milhões de cópias.

Michael Jackson não morreu, apenas mudou agarrou outra missão aos 50 anos de idade. É um homem que estará sempre presente na memória de todos nós, não só pelo talento enorme que partilhou connosco, tal como como ele idealizava a sua vida e todo o percurso nele implícito. Sinto que vai ainda influenciar muitos jovens pelos séculos vindouros.

Desejo que encontre a paz que merece e, não esqueçamos que ao ir, deixou parte de si connosco levando também um pouco de nós. Que a sua música continue a inspirar seres humanos sem idade que apenas gostem de partilhar energias positivas, e boas músicas - claro que o boas músicas é relativo para cada um de nós e respeito isso. Não sem no entanto referir que o mundo fica mais pobre sem Michael Jackson.

Muitos são os que choram mas muitos serão os que se sentirão felizes - tal como eu- por poderem disfrutar de boas horas de música na sua companhia. Deixo aqui um abraço especial,sabendo que ele será mais uma estrela a iluminar o céu.

Luisa Abreu
26/06/09


terça-feira, 23 de junho de 2009

A VIDA FAZ-ME BEM






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A VIDA FAZ-ME BEM

Atrás de mim há uma voz
A chatear e empurrar
Manda-me além
Longe d'aqui
E diz-me p'ra não parar
Com cada passo eu vou
A perceber quem sou


Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, A vida faz-me bem
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, não voltarei para trás

Eu descobri
Vem é d'aqui
Esta energia assim
Dá p'ra sentir
A porta a abrir
Algo a mudar em mim
Posso arriscar a dor
Mais à frente há melhor

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, A vida faz-me bem
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, ohhhhhhh

Qualquer dia ou hora
Eu vou viver no "agora"
Não há como nos parar
Temos que é avançar assim

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, A vida faz-me bem
Oh, oh, oh, huuuuuuuu...
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, A vida faz-me bem
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, Não voltarei para trás

Música: Edu Krithinas/ Sérgio Rosado
Letra: Dale Chapelle

P.S. Aproveitem para verem como foi um pouco do concerto dos Anjos no Seixal, o som não ficou muito bom mas a causa foi boa porque estava arrasar de gente, das cotoveladas, aos abanões espontâneos e todos os ruidos em volta... até deu para ficar com um cheirinho da boa energia que por ali andou. FOI UM BOM SHOW! ENERGIA POSITIVA ERA A POTES... AINDA BEM! AH! COMO ME FAZ BEM A VIDA, CARACA!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

MELHOR SEGUIR EM FRENTE...


















MELHOR SEGUIR EM FRENTE...

Há alturas da nossa vida em que o melhor esquecer tudo e seguir em frente. Em que é melhor nem pensar se este ou aquele passo valeu a pena, porque as coisas valem o que valem para cada um de nós. No entanto, é muito triste chegar-se à conclusão de que há pessoas que entram na nossa vida, usam o nosso ombro, usam os nossos olhos como espelhos para se verem melhor, usam as nossas palavras para se encontrarem, usam os nossos abraços para se reconfortarem e depois... depois sentem-se com clareza suficiente de que nas nossas atitudes houve qualquer outra segunda intenção. Não está certo... não é correcto. Apesar de toda a minha experiência de vida e, talvez por isso, sou uma pessoa simples. Não uso subterfúgios para mostrar ou dizer quem sou, não uso quaisquer outras intenções quando escrevo ou digo algo a alguém ou mesmo a mim mesma. As palavras são o que são, significam aquilo que se escreve e se diz não o que os outros pensam que desejamos dizer com elas ou mostrar com elas. Cada um é livre de pensar o que quiser. 

No entanto, não lamento o que já fiz, lamento sempre tudo o que não fiz ou não me dei oportunidade de fazer por esta ou aquela razão. Nem lamento, quando abro a porta da minha vida, do meu peito, dos meus olhos e sentimentos para reconfortar e ajudar alguém a quem mostro na plenitude quem sou... a quem dou horas, dias, anos da minha vida com tudo aquilo que tenho e sinto que pelo menos isso, ajudou. Sim, ajuda sempre quando alguém se entrega com sinceridade mesmo que seja julgada em contrário. É isto que lamento, apesar de já não ter valor. Parece que tem porque o estou a escrever, no entanto, quando passo à fase de escrever ou falar de um assunto que já me magoou é porque é um assunto resolvido... algo que deixou as suas marcas é verdade mas, que já não faz diferença e já não implica com o percurso da minha vida porque todas as ilacções e aprendizagens já foram apreendidas e digeridas, decompostas e jogadas no lixo da vida. Apenas quis aqui registar neste meu simples espaço que o que lamento é perder tempo ou fazerem-me perder tempo... ou mesmo darem-me essa sensação, quando se dirigem a mim após terem tido a oportunidade de me conhecerem na íntegra, de que não sou quem sou ou quem fui. Porque sim, hoje já não sou quem fui. Quem fui acreditava muito mais, expressava-se com muito mais facilidade emotivamente nos sentimentos que tinha pelas pessoas. Mas o que fui, se hoje não sou foi porque algo ou alguém, ou vários motivos foram matando esse meu lado. Tudo o que entreguei sem mistérios nem enredos, acreditando que seria possível acreditar, mesmo no tipo de pessoas que não sabem nem aprendem a confiar, por muito que digam o contrário. Ninguém que faz uma pergunta e recebe uma resposta mas, tem necessidade de reter para si objectos pessoais como telemóveis ou remexer nas carteiras das outras pessoas, pode alegar a qualquer momento que confia. Está a mentir a si própria sem dúvida porque as palavras valem o que valem mas as acções trazem confirmações válidas e concretas. O que realmente lamento é ter sido acusada de ter tido interesses que nunca me passaram pela cabeça e, se acaso tivesse acontecido sei que o teria demonstrado na prática, sei que há sempre espaço e lugar para que se sinta e note que é o que se quer, até porque sempre assumi, tal como hoje, o que quis e quero da minha vida. Com muito mais evidência o que não quero. 

Muitas vezes, julgo que devo dar o benefício da dúvida e, que devo ser eu a enganada, mas, realmente estou a tentar enganar-me ao pensar assim porque não dou atenção à minha intuição que dificilmente me engana. A maioria das vezes que decidi dar esse benefício de dúvida, enganei-me e deixei-me ser enganada por pessoas dispostas a usar essa minha boa fé. É triste chegar a esta conclusão mas, é satisfatória a lição que fica. É duro pensar que não se deve ser autêntica com as pessoas, que se deve temer que nos entendam mal... mas muito mais duro é não dar o que sou e como sou com a espontaneadade com que me conheço, sem subterfúgios ou segundas intenções. Então prefiro continuar a ser, assumidamente quem sou, prefiro deixar que as vozes do vento se tropecem na sua própria língua e, talvez um dia... sim, talvez um dia descubram o inevitável. Talvez descubram que afinal aquelas palavras proferidas pela minha boca significavam apenas o que foi dito. Que aquele abraço dado com franqueza na hora do seu tormento, apenas era o cobertor do conforto que pretendeu aquecer a sua alma e acalmar os seus medos. Nunca lamento ter ajudado alguém, em tempo algum. Por vezes fico triste com o tempo perdido. Fico triste porque chego à conclusão que as pessoas acreditam no que querem acreditar e não na verdade. Que a verdade com que me dou pode muito bem não ser a verdade com que me recebem.

Nestes casos, o melhor é mesmo seguir em frente e colocar um ponto final em tudo o que ficou por dizer ou entender. O melhor é pensar mais em mim, cuidar mais de mim, aprender a proteger-me de quem sente ter o direito de me sugar as energias, os carinhos, as atenções, os abraços para se poder levantar, para se poder entender e encontrar e, depois, achar que tem o direito de dizer que usei uma capa, que tudo o que dei não foi verdadeiro, não foi amizade, não foi um amor abre as portas apenas para apoiar sem quaisquer segundas intenções. Às vezes penso que perco tempo demais a dizer quem sou e o que quero, porque não são essas as palavras que são ouvidas e digeridas mas outras, as que as pessoas querem ouvir e digerir... o que realmente é uma pena. Na minha essência continuo a ser aquela pessoa que não temia chegar a um baile ou a uma discoteca e convidar um rapaz para dançar se assim me apetecesse. Que quando esse pedido era mal entendido, colocava os pontos nos "is" e parava a dança. Tudo isso faz parte dos valores que fui recebendo ao longo da minha vida. Se estou apaixonada, sou mulher para dizê-lo mas é triste que pensem que estou a fazer teatro ou que estou a tentar enganar para tirar quaisquer outros dividendos. Eu sei. Por vezes aparecem pessoas no meio, ou situações que podem fazer com que aquilo que me sai em espontaneadade não seja a verdade, mas caramba, quem me conhece só aceita esses factos se quiser ou, então porque realmente não me conhece e não me tem em conta como tantas vezes apregoa. Ok, fui ou sou muitas vezes um óptimo bote de salvação e, então não como haver alguém que se agarre... mas, furar o bote quando não se precisa dele é degradante e de muito mau gosto. Usar da bondade das pessoas e rotularem-se como otárias é decepcionante. Não acreditar quando digo que tenho também um lado negro é ingenuidade. Porque o tenho, ele é gélido, distante, céptico e indiferente fazendo-me afastar, secretamente, sem quaisquer explicações. Explicar o quê se as pessoas não ouvem? Deixar as portas abertas para quê se as pessoas não confiam? O melhor mesmo nestas situações é bater a porta. Porque hoje fecha-se uma porta e logo se abre outra... os resultados vão mudando segundo as aprendizagens e experiência de vida e então...então não lamento o que ficou para trás e agradeço todas as lições prosseguindo serenamente. Continuo de consciência tranquila perante tudo o que já fui acusada de fazer ou ajudar a fazer porque continuo a saber quem sou e a decidir se mudo ou não o rumo da minha vida, se tenho ou não esta ou aquela experiência. Continuo a ser eu quem decide se deve ou não mergulhar no rio ou no mar, sabendo sempre que tudo o que decidir trará o seu lado negativo e positivo mas será assumidamente a minha decisão. Qual é a dúvida dessa gente afinal? Não há dúvidas, há falta de conhecimento porque a sua preocupação em encontrarem-se e serem reconfortados foi mais importante do que me conhecer tal como me dei ou dou. Até hoje, as minhas atitudes e decisões na vida foram assumidas de cabeça levantada... sem papas na língua, ultrapassando todos os medos e todas as desilusões, vivendo com a intensidade de tudo o que sou e dou. Que não haja dúvidas para ninguém porque se me apetecer dançar, dançarei, seja numa discoteca, num café ou mesmo na rua sem ter problemas se me estão a observar ou o que estarão a pensar. Porque nestes casos até sou quem mais se diverte. Sim eu sei... as pessoas reclamam a verdade, dizem que amam a verdade mas, preferem viver a mentira e ouvir a mentira. Só por isso tudo o que digo não lhes soa a verdade mas, desculpem qualquer coisinha, a minha verdade será sempre a minha verdade assumida em casa, na rua ou no jardim. Quem me conhece sabe isso, quem esteve comigo e não se deu ao trabalho de me conhecer duvida disso... puta que pariu para quem duvida porque nem merece a minha atenção.

Então, é mesmo melhor seguir em frente... em direcção à luz e deixar para trás todas as sombras dos medos que não fazem parte do que sou. Não posso nem devo assumir sombras que nunca foram minhas, às minhas acrescento luz e em direcção a ela sigo calmamente, na minha serenidade de ser quem sou.

p.s. Quem ler este texto... seja lá quem fôr, não o imagine, apenas o leia porque só significa o que está escrito não o que queiram ler... mas ok, exite sempre o livre-arbítrio e então são livres de fazerem o que acharem melhor.

Luisa Abreu
02/05/09