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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

MY WONDER MOON



MY WONDER MOON

Here comes a night
and for me it's the best part of the day.
Even if I'm alone
I still sing a song
no mather what people say
I don't have another way.

(Refrão)

Screamin' loud
a bottle on the ground
with my friends sitting around
don't really matter
what's going on
I just care about the song
Uh, uh, uh, I like the sunset
It brings me back the moon.

I look at the sun
it's already gone
the blue sky is turning black
I'm waiting for her
with my cigar box
it seems to be so different
it's all gone so quiet.

Refrão

When she arrives
I will sing all the songs that I know
until now it has been
this way


Hands & Approach - lyrics

sábado, 26 de setembro de 2009

REVOLTAR-SE, MUDAR OU APENAS ACEITAR?


REVOLTAR-SE, MUDAR OU APENAS ACEITAR?
(a escolha é sempre nossa...)

Às vezes é preciso força e coragem para se gerar dentro de nós uma grande revolta,
um "BASTA!" , um " JÁ CHEGA" e, uma vontade de seguir em frente e encontrarmo-nos
com o que de melhor temos em nós e arriscarmos a mudança. Às vezes é necessário
ter serenidade suficiente para aceitarmos o que não podemos mudar e, deixarmos
que a corrente tudo leve e nos apazigue. Também é preciso ter sabedoria para perceber
a diferença entre uma situação e outra, entre as diferenças... entre os espaços...
entre o que as palavras dizem e os olhos reclamam. Mas, para termos noção de tudo isso
não podemos deixar de aceitar o que somos e ouvir a nossa voz interior. Na nossa vida
só podemos dar o nosso melhor e, por isso sentirmo-nos tranquilos, sem qualquer culpa
se alguém muda a sua direcção e, ela já não corresponde ao nosso caminho. As injustiças
magoam quando sabemos que estamos a tentar dar o nosso melhor mas, se pensarmos
que não poderemos agradar os outros da mesma forma que queremos, é preciso saber
aceitar essas diferenças e prosseguir sem culpas sentidas. Na vida existem inesperados,
injustiças, ingratidão, pessoas que nos usam quando necessitam e nos largam quando
não somos necessários mas, não tem que, necessariamente ser nossa responsabilidade.
As pessoas são diferentes e, fazem as suas espectativas, conforme o que almejam da sua vida.
Por vezes é bom confiar no fluxo do universo e deixar ir, ter consciência que não sabemos tudo
e, ainda há tanto para aprender e descobrir. É bom sabermos retirar na hora certa para reflectir
sobre tudo com serenidade e, acreditar que tudo tem a sua razão de ser, nada é por acaso.

Claro que não devemos menosprezar os nossos sentimentos, sejam eles quais forem mas
devemo-nos afastar um pouco deles e, não agir enquanto dominados pelo sentimento, porque
o que sair pode não ser o mais indicado na altura. O melhor mesmo é desabafar para um papel
e queimá-lo depois, esmurrar uma fronha, cantar. dançar, ou fazer desporto para que tudo
se desvaneça e, a cabeça possa tudo racionalizar da melhor forma. É negativo para nós próprios
deixamo-nos banhar de sentimentos negativos... eles enfraquecem-nos, adoecem-nos,
apodrecem-nos por dentro, o melhor é lavar a alma numa actividade que nos dê prazer ou,
simplesmente tomar um longo banho de emersão e deixar relaxar a vida.
Uma coisa devemos ter como certo dentro de nós... tudo o que é para nós os ratos não roem,
passe o tempo que passar e, a partir daí, passemos a viver a vida da melhor forma e a dar
o melhor de nós. Viver só é complicado quando nós assim desejamos porque a vida é fácil
mas o ser humano adora complicar. Manter dentro de nós sentimentos e pensamentos que
nos magoam é uma fraude contra nós mesmo. Ter muita fé para continuar em frente e acreditar
na sua própria Luz. É preciso serenidade para aceitar o que não se pode mudar, tal como
é preciso ter força e determinação para mudarmos tudo o que pudermos mudar na nossa vida
e, alguma sabedoria para perceber as diferenças, respeitá-las e, seguir em frente. Muitas vezes
optamos, nos momentos mais cruciais da nossa vida, por decisões incorrectas, levados
por uma motivação que não a nossa mas momentâneas ou baseadas em incertezas.
As escolhas todos nós temos de as fazer, como fazer as mais acertadas é que é mais difícil,
no entanto, se nos retirarmos na altura certa e digerirmos ou canalizarmos as frustrações
para outro lado, onde não nos magoemos nem magoemos outras pessoas mas, possamos
entender tudo dando uma certa distância, sem que se tenha de agir apressadamente.
Devemos aprender a dizer sim a tudo o que nos beneficia e nos ilumina ou apazigua o nosso
caminho e, não ao que nos entristece, ao que possa alimentar más energias, ao que poderá
ser uma cartada de dificuldades, distinguindo sempre a ilusão da realidade em cada situação.
É muito bom estarmos abertos à ponderação interior, ao precisar de reflectir tudo o que somos
e queremos, sem deixar que as azáfamas da vida nos corroa por dentro. Há queijo para todos
e, todos nós temos obrigação de tudo fazermos para encontrar a nossa parte, sem deixamo-nos
derrotar pelo inesperado menos desejado. Temos uma vida para viver e, somos responsável por
ela nos bons e nos maus momentos. Navegar no mar que é a vida é uma grande aventura e,
é necessário ter muita coragem diáriamente para saber colmatar os ventos e as tempestades,
aproveitando os momentos brandos para nos darmos ao prazer de aprender a sermos felizes.
Cada um de nós é responsável pela sua própria vida e, não a devemos deixar afundar em vão.
Surgem sempre problemas inesperados, más surpresas e depois? O mundo não acaba e tudo
o que não nos mata fortalece e prepara-nos para a grande caminhada que é a vida. Face
aos problemas, cada um de nós tem a possibilidade de recorrer aos seus talentos e pontes
fortes para fazer com que a sua vida prossiga, amando tudo o que é, sem culpas. Por vezes
barramo-nos com situações desanimadoras, é verdade, forças que nos empurram para baixo
e, parecem querer-nos engulir mas, é nossa obrigação afastamo-nos e não nos deixarmos
enganar pelo ilusório e os "ses" da vida. A nossa vida deve ser o foco mais importante da nossa
existência e, não devemos deixar afundá-la por respeito a tudo o que somos. Sim, é preciso
ter coragem para se debater todos os pontos, tentar entender, GRITAR, CONTRAPÔR,
SOLTAR AS AMARGURAS mas, com serenidade lembrarmo-nos de tudo o que somos
e queremos. Revoltar, mudar, ou apenas aceitar?... Cada um deve decidir o que é melhor
para si.

Luísa Abreu
26/09/09

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PALAVRAS GASTAS...



PALAVRAS GASTAS...

Há muito se ouve que as palavras estão gastas. Que nada mais há para lá do silêncio frio e distante da ocasião. Diz-se também que o AMOR é uma das palavras já gastas mas, discordo desta ideia. Oamor é uma palavra pequena mas, com significados enormes e nobres. O amor para mim tem vários pesos e medidas, tal como a lua não é olhada com a mesma magia quando aparece de dia, porque a noite é o seu verdadeiro palco. O amor não pode ser visto apenas como a ligação entre dois seres que fazem juras de amor próprias da época porque é um leque vastíssimo de cores. O amor existe quando estamos numa sala de parto, quando abraçamos a mãe ou o pai com carinho e, vice-versa, quando olhamos para um irmão ou irmã querendo protegê-los dos males do mundo. O amor existe também com o nome de AMIZADE, aquela que se mostra verdadeira e presente nas nossas ascenções e quedas. E para já é deste que vou falar, não da amizade dos copos, não da amizade de conveniência, não da amizade colorida... mas da verdadeira amizade. Aquela que nos aceita e respeita como somos, elevando as nossas qualidades e, esquecendo até os defeitos. Não, o amor/amizade não é uma palavra gasta se assim não quisermos mas, temos sempre que olhar os dois lados e respeitar as diferenças.

Há um estudo interessante feito por quem é entendido nas questões interpessoais, muito mais do que eu, pequena aprendiz, onde diz que as boas relações de amizades aumentam a nossa qualidade e, anos, de vida. Ter um amigo é cada vez mais precioso, as pessoas moram do nosso lado mas parecem mais distantes que, aquelas que nos falam pela internet do outro lado do oceano. Perdem tempo com observações idiotas. Perdem tempo a saber porque outro/a vizinho/a tem o carro que não podem ter ou, porque a casa é comprada enquanto a sua é alugada. A verdade é que todas estas preocupações são ninharias perante a solidão que o mundo vive. Tanta gente prefere ocupar-se da vida do alheio porque a sua está vazia, em vez de tratar de cuidar desse vazio e, preenchê-lo com o que realmente vale a pena.

Não creio que as palavras estejam gastas, creio pois, que as pessoas deixam que exista um muro cada vez maior, com a falta delas, com medo de as usar, com medo... quando o medo é a pior prisão do mundo, pois pode levar ao suicídio, como já o mundo averigou tantas e tantas vezes.

Existem olhares que só por si falam essas palavras, existem abraços que revelam o seu significado, existem amizades que crescem e se desenvolvem, tornando-se o melhor do mundo e, existem outras que simplesmente preferem fechar as portas a ter que chorar de novo. A vida é isto mesmo. O complexo entre as palavras bonitas e feias, a descoberta diária e a aceitação do outro e de si próprio. A vida é todo um conjunto de palavras e escolhas que se fazem. Há quem escolha bater a porta e não dar-se ao prazer de viver toda a complexidade desta vida, com as descobertas, a aceitação, os momentos bons ou menos bons. Fecham-se com portas de dor e de medo. Fecham-se para que o peito não mais sangre neste difícil crescer de almas que é a aprendizagem diária. Doi crescer, doi muito... não é pera doce para ninguém mas, é um processo que só passa quem tem o prazer de estar vivo e, saber aceitar todos os altos e baixos é uma benção do universo. Um simples pôr-do-sol, em toda a sua complexidade, pode ser fascinante. Molhar os pés no rio e deixar-se estar a beber da melodia das correntes é uma dádiva que poucos sabem apreciar. A amizade é como um rio, onde é preciso saber conduzir ou remar o seu próprio barco sem nos esquecermos dos outros que passam e agradecer os que param para apreciar-nos, mesmo que por momentos.

A amizade é um rio calmo e sereno. É o verdadeiro abrigo que nos acolhe nas horas incertas. Este tipo de amor partilha e aceita, abriga e compreende, acarinha e é leal. Está presente quando menos esperamos mas, tem variadíssmos graus de intensidade... mesmo o verdadeiro não é igual para todos, dando-se a todos com a mesma sinceridade. Reconhece em todos os elementos as suas diferenças e a melhor fórmula de, a cada um, chegar. No entanto este amor/amizade apesar de compensar muitas horas em muitos abalos, só se permite ficar nestes calmos lagos para não se perder. Nem sempre é bem entendido, nem sempre é aceite com calma ou serenidade... por vezes sente a frieza da desconfiança. Este tipo de laço que une muitas pessoas nem sempre é apertado da mesma forma e, a palavra amor, nem sempre é aqui entendida da melhor maneira. Há quem tenha medo desse laço, mesmo desejando atá-lo, e fuja constantemente contrariando assimo seu próprio desejo quase, incoscientemente.

Na verdade a amizade é um campo de amor lato, o facto de se dizer a alguém, amo-te, não quer dizer que ultrapasse a fronteira da amizade visto que esta é um tipo de amo ou laço de amor, como se queira entender mas faz parte das relações interpessoais, que tanta gente teme, considera confuso e, dentro de si nem sabe, por vezes resolver.

O facto de eu dizer a alguém que conheço amo-te, pode-se entender de várias formas mas, jamais querendo ultrapassar fronteiras que nem foram visualizadas. Desde muito cedo que me apaixonei por esta palavra e, sinto que a humanidade precisa de a ouvir mais vezes sem preconceitos, banalizações ou, até sem conotações pré-concebidas. Sim, sei que não é perceptível para toda a gente mas, o amor não pode ser igual para com ninguém. Nós amamos os nossos pais de foram diferente da que amamos os nossos irmãos ou filhos. O amor é um terreno imenso de comoção, compaixão e, traz-nos sempre o consolo de nos entender, mesmo que por minutos. Amo várias pessoas que estão na minha vida e, todas de diferente forma mas aliádas com a verdade de saber que sou ou o que sou, sem problema de soltar o calor de um abraço. Normalmente, um acto que não é muito perceptível à maioria das pessoas. Existem as conotações, as falsas crenças, o tipo de educação que tudo difere, as culturas e tantos outros lugares comuns que, por vezes tente a banalizar essa dádiva. Jamais será banal dizer a alguém que se ama, mesmo que algum dia esse alguém despreze, por alguma razão o abrigo que já teve nele. Amo-te, é uma palavra que pode ter a intensidade que o lugar lhe der, por vezes só tem o que se quer ouvir e, nem sempre quem o diz fá-lo com a mesma intensidade do que sente quem o ouve - isto seja qual fôr o tipo de amor. Tenho sentido que mesmo entre entes familiares não me é permitido dizer amo-te, se o fizer publicamente porque há sempre aquele/a que teme que estranhos a ouçam proferir e pensem algo de mal mas, que mal poder ter esta palavra? Eu gosto dela, gosto de a usar, de a estragar, de a mimar...

O amor é um conceito muito incompreendido, acho que sempre foi porque as pessoas definem que falar de amor tem que ser entre casal e, pior, que o casal tem que ser constituídos por dois sexos diferentes. Apesar de ter sido educada com esses valores, há muito que os considerei demasiado descriminatórios e elitistas e, aceito que o amor, memo que seja o amor que arde sem se ver, como dizia Camões, não tem que ser restringido a um homem e uma mulher. Considero que este é o tipo de amor que tem uma outra química que não a amizade, apesar de se misturar por vezes. Neste tipo de amor existe o calor da paixão e, quando esta acaba, ficamos com a certeza que jamais poderia ter sido amizade, visto que esta raramente permanece. Por muita intimidade que haja entre duas pessoas que se amam desta forma, a experiência diz-me que não é possível manter o tal amor/amizade. Há quem tente e quem diga que sim. O que tenho observado até hoje é, que nestes casos onde alguém designa que o que os une é a amizade, revela-se quase sempre que, um dos elementos e normalmente o que aceita contrariado a situação mantém o interesse da química da paixão aceso e, é esta que os mantém juntos até que seque e, neste caso verifica-se a separação definitiva não sobrando seja o que fôr. Infelizmente, por vezes nem o respeito fica para manter a saudável convivência, não existe, ponto assente.
Estamos no século XXI mas tanto preconceito ainda ficou arreigado na nossa sociedade, continua-se a querer esconder o tal parente que se apaixonou por uma pessoa do seu sexo, porque não fica bem. O que ficaria bem seria que as pessoas entendessem que as pessoas em questão já passam por lutas interiores enormes e, não precisam de actos descriminatórios. Muitas pessoas têm-se por liberais e para a frente mas mediante um caso destes preferem calar, ignorar e, até fazer de conta que nunca souberam porque fica feio sequer dizer que se é parente ou amigo de alguém que seja gay. Tão feio e tão mediucramente provinciano mas, quem sou eu para julgar seja o que for, apenas tento perceber o que vai na mente de cada um mas, nem sempre consigo... também tenho os meus limites de percepção... que fazer? Da minha parte só posso entender e estar presente, acarinhar se necessário e, jamais abandonar um amigo por estas veleidades sociais. Estimarei sempre quem me estimar, ignorarei sempre quem não me suportar, ou simplesmente se sentir capacitado para criticismos. Aprendi que devo respeitar quem me respeita, amar quem me ama, e compreender quem me compreende mas, sei que nem sempre é assim e, há razões que a própria razão desconhece. No entanto, tento seguir a minha regra de lealdade, respeito, compreensão... sabendo sempre que a minha liberdade acaba onde começa a dos outros mas, nunca deixando que pisem os meus sentimentos ou julguem mal o que dou. Até hoje nada fiz por um amigo ou amiga que implicasse uma segunda intenção, fosse qual fosse. O que está sempre implícito acho que é o normal em qualquer relação interpessoal, a lealdade, o respeito e a aceitação de tudo o que somos. Será uma utopia minha?! Só sei que nada sei!

O amor mais puro que conheci até hoje, aquele que nada pede em troca, que se dá livre, sem preconceitos, sem querer exigir muito mais mas dando-se naturalmente como se já estivesse implícito é o amor que senti aos primeiros movimentos dos meus filhos. Esse amor, ao princípio fragilijou-me, baralhou, deixou que surgissem incertezas, apesar de nenhuma se relacionar com eles mas, revelou-me muitos caminhos, e a verdade de ser humana. Fortificou depois tudo o que acreditava, tudo o que desejava dentro de mim, abrindo-me horizontes a outras percepções. Este amor é enorme, não conhece fronteiras que não sejam as fronteiras do respeito, tolerância e aceitação. A compreensão das nossas semelhanças e diferenças, o crescimento mútuo que respeita espaços e, reconhece a dimensão de todas as palavras. Sim, ser mãe foi um acto de amor para com a natureza, a criação de tantos caminhos que temos que escolher, foi a decisão mais acertada da minha vida, aquela de que nunca me arrependi e, aquela que me levou a enfrentar quem viesse e o que viesse. O amor mais forte que alguma vez me foi possibilitado experimentar foram na verdade os meus filhos. São os seus abraços que me acalentam nas horas menos doces da minha vida. O brilho dos seus olhos que me dizem para ir mais além e conquistar os meus sonhos.



AS PALAVRAS ESTÃO GASTAS

As palavras estão gastas
De lágrimas e vãs tentativas
Para entender o mundo neste rebuliço,
As palavras estão gastas
De sonhos e falsas verdades
Em ilusórias directivas
De quem conheceu outras liberdades
Mas, bendita seja eu por tudo o que não sei,
Bendita, porque bebo tudo com a intensidade

De quem sabe que há o sol,
Que se estende em asas de saudade
E vem em nome da luz e da vida, sei
Ou não sei o que é inscrito em rol
De palavras vãs e já gastas
De tanto serem empurradas para o castigo
De adornarem interesses e falsidades,
A palavra já está gasta
E, até o sonho que pode ser amigo
Deixa-se correr em cachoeira casta
Dos enganos da publicidade...

Quando menina sonhava com o mar,
Sonhava nas palavras poder rebuscar
Todos os significados da melodia,
Todas as certezas da harmonia,
Na adolescência gritava o sabe-tudo
E deixava correr palavras vãs no rio,
Agora desse tempo me rio
Pois passado tanto tempo já não me iludo,
Só sei que nada sei...
Só sei que nada sei.

Luisa Abreu
17/09/09

domingo, 30 de agosto de 2009

DUAS LUAS NO CÉU e eu na Terra;)


Foto tirada da minha varanda a apanhar o espectáculo mais esperado do ano. Foi lindo de captar e quase o perdi-a só o fiz porque ligaram para a minha casa a falar no sucedido e para não o perder. Fico grata a quem o anuncio mas.... que a foto tem marosca, tem....ehhehehehe!


Aproveitei para testar a lente da canon analógica na digital e resultou muito bem.






DUAS LUAS NO CÉU e eu na Terra;)

No dia 27 de Agosto do corrente ano, recebi a chamada de uma amiga para me alertar a ver a lua, pois que por volta da meia noite teríamos o prazer de observar duas luas no céu. Fiquei abismada com tal notícia. Ripostei, brinquei, parvejei mas, depois de acabar a conversa resolvi investigar de perto o facto. Ora, é do conhecimento de todos que em 1969 o homem pôs pela primeira vez os pés na lua e, nunca tinham dito que haveria duas. Seria por isso que às vezes vemos uma durante o dia? Talvez fosse... ai, os pobres dos românticos e poetas a dizerem que eram das saudades que a lua vinha visitar o seu amante sol. Sempre estranhei esta versão. Senão vejamos, como poderia a lua representar a mulher se é um planeta satélite, logo masculino na boa definição da palavra. Então como poderia ser o sol a versão masculina se é a maior estrela do planeta. Ora bolas, uma estrela é feminina, pelo menos assim mo ensinaram. Esperem lá! Já sei! Isto foi mais um dos truques daqueles homens frustrados que queriam colocar a mulher como sexo fraco - como se isso tivesse alguma importância - e meter-lhes medo perante a imponência de alguns físicos masculinos. Digo alguns que outros só com um sopro caem ao chão.

Ora depois de muito ponderar e, amando como eu amo o sol e a lua. Deixei de ligar a essa coisa de sexos, porque os planetas não os têm, graças a deus ou era uma pinocada pegada no céu e aí sim... em vez de duas luas veríamos um imenso fogo de artífício dos mais belos que possam imaginar e sem qualquer custo para nós, ou será que haveriam custos? Nunca se sabe. Mas sim apesar de tudo são dois elementos lindíssimos e que fazem falta na nossa atmosfera. Mediante as minhas pesquisas, descobri que, a lua tem um temmpo médio durante o ciclo da fase lunar, sendo este um período sinódico da luz ou seja, o intervalo de tempo que separa as duas faces idênticas e consecutivas de um astro. Também se chama de lunação a definição do tempo médio entre duas luas novas sucessivas. Mas, é sabido que o torque, ou seja, o movimento conjugado do Sol e o intervalo de tempo actual entre luas novas sucessivas varia imenso conforme o seu resultado. Sendo assim, a lunação não é senão o ciclo de fases num mês sinódico, onde começa e termina com a Lua Nova.

As fases da lua apenas nos mostram quanto a face lunar voltada para a Terra está iluminada, dependendo do local onde nos encontramos geográficamente. O tempo que um planeta ou satélite leva para completar uma revolução em torno do seu corpo deleste primário, designa-se como o mês Lunar Sideral ou Lunação, sendo, no entanto, o primeiro menos longo que o segundo e, onde a lua gira uma vez ao redor da terra devido ao efeito adicional da revolução da Terra ao redor do sol. Temos então as várias faces da lua: a Lua nova, a Lua Quarto Crescente ou Lua de Primeiro Quarto, a Lua Cheia, a Lua Quarto Minguante ou Lua de Último Quarto, dependendo sempre da nossa visão a partir da terra e, conforme a nossa localização geográficamente falando. Ora desmistificando a Lua, sem colocar o olhar de poeta à frente, podemos dizer, cientificamente que esta é o unico satélite natural da Terra e que se encontra a 384.405 km do nosso planeta. No entanto, não se admirem quando lhes disserem que há duas luas porque segundo as minhas pesquisas - que me deixou atónita perante tais factores - segundo a última contagem - nem sei feita por quem, nem se é fidedigno porque quem conta um conto acrescenta um ponto, diz o povo - foi designado que existem mais de 150 luas que povoam o sistema solar.

Riam-se, riam-se mas, segundo as tais pesquisas a que me dei ao trabalho de fazer, Neptuno é cercado por 13 delas, Saturno por 48, Júpiter por 63 - pronto, finalmente descobri o verdadeiro significado da palavra estar aluada ou aluado e, neste caso também de onde vem a poligamia... depois queixem-se que o ser humano é complicado e gostam de desportos em grupo (risos). Sendo assim porque só observamos uma só Lua da terra? Perguntei-me variadíssimas vezes porque se, Titã é a maior lua, Saturno é mesmo um açambarcador do caraças, cujo tamanho é uma vez e meia maior que a "nossa" Lua. Ora está claro que tem a ver com a proporção, perspectivamente falando, da Lua terrâquea ao seu planeta que esta parece ser maior de todas - chamemos-lhe uma ilusão óptica, mais uma nas nossas vidas. Pronto, deixemo-nos de coisas e vamos mas é apreciar o que é nosso, salvo seja, que a mim ainda não me foi dado nenhum papel a dizer que a lua nos pertencia - graças a Deus que é livre. Ora a Lua que realmente avistamos da terra, tem um quarto do tamanho desta e um sexto da sua gravidade e, foi até agora o único corpo celeste visitado pelos seres humanos, mais própriamente por Neil Amstrong em 1969, fora os outros dois desgraçados que ficaram esquecidos na história - ingratidão é o que é. O desgraçado do piloto ficou esquecido e se não fosse ele os outros ficavam a tapar crateras na lua, era o que era. Falemos no chamado lado escuro da lua. Ora visto da Terra, este satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma fase - e ainda há quem fale em ter duas caras, não pesquisam é o que é (risos) - o que se designa como acoplamento de maré (atenção não é o acoplamento que já andam para aí a pensar pá, senão nasciam uns mareluas e era muito estranho) e que gerou inúmeras especulações sobre a teoria do lado escuro da Lua que, na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado lua nova, tendo um período de rotação igual ao da translação. Pois apesar de tanta cratera vista dos vídeos trazidos pela nasa aquando da chegada a Lua e outras pesquisas posteriores, fiquem a saber que a lua não tem atmosfera mas tem águam no estado sólido, embora seja muito escassa ela encontra-se em forma de cristais de gelo. Se não tem atmosfera não há erosão, não havendo erosão a superfície da Lua mantém-se intacta milhões de anos, sendo apenas afectada por meteoritos.

Pasmem-se, amantes lunares, a Lua é a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, sendo o segundo o sol com uma menos participação - pronto depois desta pesquisa ainda vou ver o pessoal dizer: - Ah! E tal... eu sabia... afinal somos mesmo a Lua porque somos os máiores e o sexo forte e elas são o Sol que vibram, vibram mas participam pouco. Ora bolas! Há sempre forma de virar o bico ao prego. Não se enganem já lhes disse que não há sexos entre planetas jamais esperem ver "órgias" no céu e contentem-se a aprender a levar à lua a vossa satisfação e a dos outros também. Ou então virá um espertinho qualquer dizer: - ó pá! Eu é que tinha mesmo razão a Lua é feminina, então não vêm quem mais faz confusão com o mar? É sempre a mesma coisa, provocam, provocam e depois não querem levar com elas... ou será com eles?! Ai já me baralhei todinha (risos). Na verdade imaginem o que quiserem sobre a lua, imaginem que é cheia porque dá mais probabilidades de engravidar, que digam os que ocorrem aos tratamentos de fertilização, além de fazer crescer nem sei bem o quê porque já assistiu a uma encolhite a plena Lua Cheia, por isso já é tempo de desmistificar esses ditos e massaricos. Pois, só massaricos poderiam inventar tal coisa. Não tarda andam os homens com ela ao léu na praia nas noites de Lua Cheia para ver se conseguem encher o ego. Também poderiamos ver algumas mulheres a acorrerem ao local para verem qual deles seriam o ideal para compor o seu ramalhete. Seria um autêntico luau em grande com a música constante das estrelas - não há hotel com mais estrelas que a praia - uma paródia com choriçada por todo o lado, elas com as lâmpadas iluminadas e toca a bailar pessoal... voltando ao que realmente interessa: A Lua é o maior satélite natural do nosso Sistema Solar, falando proporcionalmente, cuja massa é tão significativa em relação à massa da Terra - pudera os euros estão a escassear, os dólares a baixar, as libras já valem o que valem e a massa já quase nada vale - que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua (eita porra! Afinal andam comungadas as duas e o desgraçado do sol? Ai meus Deuses! Afinal ser gay não é doença, nem coisa de moda, visto que já a terra anda há séculos fazendo eixos com a lua. É o que faz o sol andar distraído com as moçinhas da praia, depois lixa-se. No entanto, alguns astrónomos ao estudar todos estes fenómenos usam o argumento de lhe já falei referente ao eixo Terra-Lua para afirmar que vivemos num dos componentes de um planeta duplo, apesar da maioria dos estudiosos discordar, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que o seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos. Não vos disse que andava aqui salganhada? Se calhar é por isso que também andaram a inventar que os gémeos têm personalidade dupla mas, meus queridos isto dito pelos peixes é hilariante porque o signo deles também é representado por dois peixes e em direcções opostas, porque será? Ora, pensem um pouco e se não conseguirem pesquisem sobre o facto e, ficarão a saber que a dupla personalidade nada tem a ver com o factor do signo ser de gémeos ou não - estou a defender a minha sardinha, claro está porque não é agradável conhecermos uma pessoa e, sem nos conhecerem minimamente afirmarem que temos duas caras...ora bem eu tenho mas uma é minha e a outra do meu irmão gémeo (risos). Bom mas, o que realmente interessa é saber como vi eu estas duas luas em Paio pires e tive o prazer de as fotografar e contemplar por vários minutos. Ora, segundo o Planetário Internacional de Vancouver, da British Columbia, no Canadá, houve um cálculo de precisão em que Marte estaria em órbita perto da terra no dia 27 de Agosto de 2009. No entanto, o mais interessante sobre o facto é que, segundo fontes anónimas, tudo isto já estava previsto num dos códigos Mayas encontrado na pirâmide ao lado do Observatório Estrelar em Palenque, Chiapas, no México. - Bem sabia que se começou mal os descobrimentos ou as conquistas em todo o mundo dizimando tudo o que havia, quando poderiam ter ficado com informações valiosas como esta e até saberes e costumes que ficaram nessas malfadadas guerras enterradas, invejosos eram eles pá... é um sentimento pobre mas que vem de longe por sinal. O cálculo Maya (atenção não é da Maya mas do povo Maya) que agora veio ao de cima anda a fazer com que os Americanos se incham mais ainda porque agora até já chamam os Mayas de gregos da América - muda-se assim o nome de um povo? E porque os gregos haveriam de ser melhores ou piores que os MaYas? - e o orgulho da Guatemala ( não há mais nada com que se orgulhem? Ai a pobreza de espírito é tão grande). Mas, referente ao aparecimento das duas Luas, o cálculo matemático dos Maya, referem que quatro ou cinco gerações da humanidade não voltará a ver este fenómeno natural - então sou mesmo uma pessoa sortuda pá - e, poucas são as pessoas que o sabem até ao momento.

Pois no dia 27 deste mês verifiquei que haviam duas luzes no céu e fiquei abismada mas ao mesmo tempo maravilhada com tamanha faceta. Só que me lembrei do cálculo maya e, do facto de que neste dia o planeta Marte seria a estrela mais brilhante do céu e, tão grande, tão grande, como a lua cheia mesmo estando a 55, 75 milhões de kilómetros da terra. Pois meus caros amigos deixo-vos o meu registo do acontecimento, visto que segundo os mesmos cálculos, tidos hoje com muita credibilidade a erra só poderá voltar a mostra as duas luas no ano de 2287. Nem sei quem estará cá para ver isto pá...tenho que deixar um mapa num local recôndido para que as gerações vindouras descubram e não se esqueçam de publicar o meu registo desta noite, junto das deles no próximo encontro assumido das duas luas. Assumido? Hummm! Isto parece outra coisa... já agora se há duas luas, será que um dia destes teremos dois sóis a passear de mãos dadas pela esfera celestial? Eu adorava registar esse facto também. Nesse dia começaria a cantar, "Ah! É o amor, ai, ai, ai, ai, É o Amor....;P
Luisa Abreu 29/08/09

sábado, 27 de junho de 2009

SUSANA FÉLIX E O LUGAR ENCANTADO





































































UM LUGAR ENCANTADO

Era um lugar encantado
entre o mundo e a solidão
onde se espreitam estrelas
e a vida cabe nas mãos

Sento-me em frente ao mar
olho para longe do fim
perdem-se barcos na espuma
não sei se é dentro de mim

E fico um pouco mais
gosto que anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti

Era uma praia onde a noite
me faz lembrar quem eu sou
sem ouvir o que me pedem
sem importar o que dou

Antes de todas as mágoas
havia o mesmo luar
só eu cumpri a promessa
de cá voltar

E fico um pouco mais
gosto que anoiteça aqui
só neste lugar tudo faz sentido
mesmo sem ti


Letra de Susana Félix

Compositora: Mafalda Veiga


SUSANA FÉLIX E O LUGAR ENCANTADO (SEIXAL)

No dia 26 do mês de Junho do corrente ano, Susana Félix, deu um concerto no Seixal, aquando das Festas Populares do Seixal, tornando-o num lugar mais encantado pelo encanto/sensualidade da sua actuação e doçura da sua voz. Este concerto, contou com a presença de muitos populares que por lá andavam a passear na feira e, outros que se deslocaram para poderem assistir ao seu concerto. Entrou suavemente no palco, dando início à melodia doce das suas canções, lançando sobre o público o perfume de toda a sua sensualidade em gestos graciosamente sedutores. Susana, não é só uma mulher bonita, com um olhar expressivamente doce e forte mas, uma mão cheia de talento e uma voz enorme na sua técnica vocal, tal como na doçura que exprime ao soltar as palavras com ritmo e sensualidade. Em todo o concerto senti que ela é uma mulher comunicativa, tanto a nível verbal como corporal, dando asas assim, à forma como se integra com emoção nas canções que interpreta. E assim fez do Seixal um lugar ainda mais encantado por mais uma noite brilhante com a sua actuação e simpatia. Ao que pude indagar, no fim do espectáculo Susana fez uma sessão de autógrafos, que não teve conhecimento de todos, porque a conversar com algumas pessoas que assistiram ao espectáculo verifiquei que ficaram descontentes por não terem sabido dessa possibilidade porque gostariam de ter um autógrafo da cantora, no entanto, presenteados foram os mais afoitos que não desandaram e abordaram a actriz/cantora para poderem ter o seu autógrafo a que ela cedeu com toda a sua simpatia e grandeza como pessoa. Dando um pouco mais de mim neste texto posso dizer que amei conhecê-la pessoalmente e ter trocado algumas palavras. Ficou marcada em mim a sua postura acessível e doce para com todos os que se lhe dirigiram.

Susana Félix nasceu em Torres Vedras em 12 de Outubro de 1975 e, desde cedo se dedicou ao canto, vencendo com apenas 12 anos - em 1988 - a Grande Noite do Fado no Coliseu dos Recreios de Lisboa, com um tema de Amália, intitulado Maria da Cruz, que a mãe lhe ensinara. Dedicou-se ao Teatro Amador, na sua terra, de 1989 a 1994 e, num à parte, foi também campeã de patinagem artística - nota-se bem nas suas interpretações os gestos sensuais de uma patinadora artística.

Em 1995 iniciou os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música e participou no programa da RTP intitulado Selecção Nacional. Nesse mesmo ano foi escolhida pela Disney para cantar as canções da personagem principal do filme Pocahontas, participando posteriormente nos filmes O Rei Leão II: O orgulho de Simba e, no Hércules. Entretanto, passou a fazer parte integrante da banda da cantora Mafalda Veiga, como voz de apoio, depois de ter começado a trabalhar como cantora de estúdio a fazer gravações de vários spots publicitários e, onde participou no disco A cor da fogueira da cantora supra-citada. Ao participar no programa Todos ao Palco de Filipe La Féria, foi convidada por este a fazer parte, como actriz e cantora no musical Camaleão Virtual Rock e no espectáculo 40 anos de RTP. Em 1997, colaborou nos discos de João Pedro Pais e Luís Represas.

Susana Félix, começou em 1998 a compor e iniciou as gravações do seu disco de estreia, editando no ano seguinte o álbum Um Pouco Mais, com temas bem conhecidos de todos e, tão bem cantado pelo público, aquando do seu concerto nas Festas Populares do Seixal, Mais Olhos Que Barriga - da autoria de Mafalda Veiga - e, Um Lugar Encantado. Depois disto foi o salto para a sua digressão, percorrendo o país de norte a sul com 40 espectáculos realizados ao longo do ano de 2000. Mas, não parou por aí e prosseguiu a sua digressão em 2001, participando, também como actriz em séries e telenovelas como Criança Sos e Ganância, escrevendo um tema para a banda sonora desta última. Compôs também parte da banda sonora da novela Anjo Selvagem e foi nomeada para os prémios Expresso na categoria de música. Dirigiu a parte vocal do disco Winter DAy...s, em 2002 dos portugueses Spelling Nadja e, compôs parte da banda sonora da telenovela Amanhecer, editando no mesmo ano o seu segundo álbum de originais Rosa e Vermelho. Foi produtora do disco Mar Confidente de Joana de Melo em conjunto com Nuno Faria e Fernando Abrantes em 2003. O ano de 2003 viu-a em cena no Teatro S. Luís como actriz/cantora no musical Portugal - Uma Comédia Musical, com encenação de António Feio e música de Sérgio Godinho. 2005, foi o ano em que se dedicou à composição, pré-produção e gravação do seu terceiro álbum de originais Índigo, cuja edição deu-se em 2006, onde a produção e arranjos ficaram a seu cargo e de Renado Júnior. Aparece assim como compositora e assina a maioria das letras. O seu primeiro single, vastamente conhecido e cantado de lançamento deste álbum intitula-se Flutuo. Não obstante todas estas tarefas, ainda coordenou artisticamente o espectáculo Sexta-feira 13 - O Musical do Grupo Xutos e Pontapés, que foi estruturado nas canções do referido grupo. A nossa talentosa artista participou também no programa Dança comigo, onde foi uma das semi-finalistas da 1.ª temporada. Mas, o ano não acabara sem que ela participasse como actriz na série Nome de Código: Sintra, realizada por Jorge Paixão da Costa e transmitida pela RTP, tal como na série Uma Aventura que foi transmitida pela Sic, sendo ainda convidada para escrever e interpretar o hino oficial da Raríssimas (Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras) compondo o tema O Mesmo Olhar. Foi em 2007 que editou o seu quarto álbum intitulado Pulsação, onde reuniu vários temas dos seus discos anteriores, rearranjados e regravados, integrando dois originais e programando um deles como single de avanço ou de apresentação do mesmo álbum (Bem) Na Minha Mão. Interpretou a canção Não Sou O Único, dos Xutos e Pontapés no programa Diz que é uma espécie de Magazine, na RTP 1 e participou também numa gala da Operação Triunfo.

Como foi um concerto e uma cantora que cantou e me encantou numa das noites mais brilhantes das Festas Populares do Seixal, resolvi deixar aqui a minha homenagem ao seu talento e simpatia para todos os que mais quiserem saber da sua actividade artística. E aproveito para deixar UM GRANDE ABRAÇO A SUSANA FÉLIX, TAL COMO AOS ANJOS, OS BANZA E, A TODOS ELES MUITA LUZ POSITIVA E MUITO SUCESSO COM A SUA CARREIRA! O MEU MUITO OBRIGADA POR FAZEREM DESTE DO SEIXAL UM LUGAR AINDA MAIS ENCANTADO...

Luisa Abreu

28/06/09

OS BANZA E A MÚSICA POPULAR, OU TRADICIONAL?


















































































Os BANZA e a Música Popular ou tradicional?

A música popular é, geralmente, influenciada pela música tradicional, apesar de terem géneros distintos. Ou seja, a música tradicional está confinada a uma determinada região geográfica e inserida num determinado contexto social, sendo as raízes próprias de um povo, referente a um passado mais ou menos remoto. Como tal a sua transmissão foi sendo feita de forma oral e sofreu evolução por ser permeável aos contactos e influências culturais exteriores. No entanto, característica intrínsica da música tradicional é a sua indissolução do seu contexto vital. Quanto a contactos do exterior podemos verificar na música tradicional brasileira que deriva da música europeia, africana e ameríndia, uma junção que originou características muito próprias e relevantemente reconhecíveis a nível geográfico. A música tradicional não nasce por necessidades estéticas, ou seja não é tomada como um objecto que tome por princípio uma beleza estética com o intuito de ter um valor próprio e sendo admirada por si própria mas como uma música funcional associada ao trabalho duro do campo. Existe sim, como uma memória no seu contexto original - era mantido para que os trabalhadores fossem arejando e afastando o cansaço que sentiam no seu dia-a-dia, tentando animar as suas horas árduas de trabalho. Sendo por isso uma forma psicológica de um modo de vida de um povo e, até os fósseis de um passado remoto.

A música popular é um género musical com uma leve acessibilidade ao público em geral e serve para entretenimento. É diferente da música folclórica porque é escrita e comercializada como uma comodidade na era da globalização, sendo por isso, de evolução natural mas disseminado pelos meios de comunicação.

No entanto todos os tipos de música são parte da cultura de um povo e, não apenas o tipo de música erudita, ou seja a chamada música clássica - que tem apenas foco na performance do intérprete, onde o compositor evolui histórica e progressivamente os cânones pré-estabelecidos da música académica. É errôneo e muito triste quando se ouve dizer que apenas a música clássica é considerada música a sério ou música que demonstra o emblema de uma cultura, quando todos os tipos de música são parte de um povo, estando inserido a nível geográfico, psicológico ou outro nível qualquer.

Claro que enquanto há a possibilidade de muitas pessoas tocarem música popular com os amigos em garagens ou estúdios amadores. Esta é uma actividade das mais amplas formas de composição musical colaborativa das sociedades modernas. Daí conhecermos as chamadas "bandas de garagem" que, são, de certa forma, uma reabilitação da velha tradição da música folclórica, antes composta e disseminada por amadores apenas por via oral. Claramente, a sua diferença, deve-se ao facto de que os músicos das bandas de garagem têm conhecimento da música comercial e tentam simulá-la. No entanto, continuam a existir, em versões popularizadas algumas músicas folclóricas de determinada sociedade, geralmente interpretadas por profissionais e disseminadas comercialmente.

As diferenças notórias entre os variados tipos de música, como por exemplo, a música popular e a música erudita ainda é uma questão controversa. Sendo que alguns partidários da música erudita continua a afirmar que a música erudita é que é a verdadeira arte, enquanto a música popular é apenas uma forma de entertenimento. Infelizmente existe no nosso meio social muitas pessoas que assim pensam e sem qualquer diferença do meio onde estão inseridas, ou sejam as referidas classes sociais. Apenas se verifica que muitas das peças que constituem a música popular também têm um grande nível de complexidade, apesar de existirem tantas outras de formas simples. Mas no caso da música erudita, verifica-se exactamente o mesmo, existem peças de grande complexidade como muitas outras que se apresentam extremamente simples. No entanto esta distinção por vezes torna-se obscura devido a certos géneros intermediários, como a música minimalista, o jazz e a chamada música new age. Não me vou expandir muito mais neste tema, caso contrário, teria que vos dar muito mais informações e fazer até um resumo da história da música no mundo, coisa que não pretendo fazer e deixo isso para os mais entendidos na matéria.


Sobre o GRUPO OS BANZA, apenas vos posso dizer que foi formado em 1981 e tem como base a música tradicional portuguesa, incidindo, geográficamente no folclóre alentejano porque os elementos daí são originários. O Grupo é formado pelo Joaquim Banza - voz e bandolim, António Farinha - voz e animação, António Jacob - voz e guitarra, Isidro vieira - voz e João Soares - voz e guitarra. Elementos estes originários de Entradas, Moura, Panoias, Galveias e Aljustrel, respectivamente. O grupo gravou até então quatro álbuns, cd's e cassete, iniciando com o álbum intitulado Vamos todos ao Rio Guadiana, em 1994, seguindo-se em 2001 com o álbum, Minha Terra, Meu Encanto, Já em 2004 prosseguiu lançando o álbum Açorda Alentejana, sendo o último álbum datado de 2006 com o intuito de celebrar a sua união como grupo intitulado 25 Anos. Antes do lançamento destes álbuns já o grupo tinha editado 4 cassetes e, posteriormente editou um dvd para festejar os seus 25 anos de carreira, com o nome Grupo Banza, 25 Anos a Cantar. Mas, o grupo não ficou por aí e, entre os vários concertos que vai dando até hoje, também editou em 2007 um outro vídeo contendo o seu concerto aquando do encerramento das vindimas de Palmela.


Um cheirinho do concerto dado no dia 25 de Junho de 2009, nas Festas Populares do Seixal. Mais poderão ver e ouvir em www.youtube.com/ladesigner64

Luisa Abreu
27/06/09