sábado, 26 de setembro de 2009

REVOLTAR-SE, MUDAR OU APENAS ACEITAR?

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REVOLTAR-SE, MUDAR OU APENAS ACEITAR?
(a escolha é sempre nossa...)

Às vezes é preciso força e coragem para se gerar dentro de nós uma grande revolta,
um "BASTA!" , um " JÁ CHEGA" e, uma vontade de seguir em frente e encontrarmo-nos
com o que de melhor temos em nós e arriscarmos a mudança. Às vezes é necessário
ter serenidade suficiente para aceitarmos o que não podemos mudar e, deixarmos
que a corrente tudo leve e nos apazigue. Também é preciso ter sabedoria para perceber
a diferença entre uma situação e outra, entre as diferenças... entre os espaços...
entre o que as palavras dizem e os olhos reclamam. Mas, para termos noção de tudo isso
não podemos deixar de aceitar o que somos e ouvir a nossa voz interior. Na nossa vida
só podemos dar o nosso melhor e, por isso sentirmo-nos tranquilos, sem qualquer culpa
se alguém muda a sua direcção e, ela já não corresponde ao nosso caminho. As injustiças
magoam quando sabemos que estamos a tentar dar o nosso melhor mas, se pensarmos
que não poderemos agradar os outros da mesma forma que queremos, é preciso saber
aceitar essas diferenças e prosseguir sem culpas sentidas. Na vida existem inesperados,
injustiças, ingratidão, pessoas que nos usam quando necessitam e nos largam quando
não somos necessários mas, não tem que, necessariamente ser nossa responsabilidade.
As pessoas são diferentes e, fazem as suas espectativas, conforme o que almejam da sua vida.
Por vezes é bom confiar no fluxo do universo e deixar ir, ter consciência que não sabemos tudo
e, ainda há tanto para aprender e descobrir. É bom sabermos retirar na hora certa para reflectir
sobre tudo com serenidade e, acreditar que tudo tem a sua razão de ser, nada é por acaso.

Claro que não devemos menosprezar os nossos sentimentos, sejam eles quais forem mas
devemo-nos afastar um pouco deles e, não agir enquanto dominados pelo sentimento, porque
o que sair pode não ser o mais indicado na altura. O melhor mesmo é desabafar para um papel
e queimá-lo depois, esmurrar uma fronha, cantar. dançar, ou fazer desporto para que tudo
se desvaneça e, a cabeça possa tudo racionalizar da melhor forma. É negativo para nós próprios
deixamo-nos banhar de sentimentos negativos... eles enfraquecem-nos, adoecem-nos,
apodrecem-nos por dentro, o melhor é lavar a alma numa actividade que nos dê prazer ou,
simplesmente tomar um longo banho de emersão e deixar relaxar a vida.
Uma coisa devemos ter como certo dentro de nós... tudo o que é para nós os ratos não roem,
passe o tempo que passar e, a partir daí, passemos a viver a vida da melhor forma e a dar
o melhor de nós. Viver só é complicado quando nós assim desejamos porque a vida é fácil
mas o ser humano adora complicar. Manter dentro de nós sentimentos e pensamentos que
nos magoam é uma fraude contra nós mesmo. Ter muita fé para continuar em frente e acreditar
na sua própria Luz. É preciso serenidade para aceitar o que não se pode mudar, tal como
é preciso ter força e determinação para mudarmos tudo o que pudermos mudar na nossa vida
e, alguma sabedoria para perceber as diferenças, respeitá-las e, seguir em frente. Muitas vezes
optamos, nos momentos mais cruciais da nossa vida, por decisões incorrectas, levados
por uma motivação que não a nossa mas momentâneas ou baseadas em incertezas.
As escolhas todos nós temos de as fazer, como fazer as mais acertadas é que é mais difícil,
no entanto, se nos retirarmos na altura certa e digerirmos ou canalizarmos as frustrações
para outro lado, onde não nos magoemos nem magoemos outras pessoas mas, possamos
entender tudo dando uma certa distância, sem que se tenha de agir apressadamente.
Devemos aprender a dizer sim a tudo o que nos beneficia e nos ilumina ou apazigua o nosso
caminho e, não ao que nos entristece, ao que possa alimentar más energias, ao que poderá
ser uma cartada de dificuldades, distinguindo sempre a ilusão da realidade em cada situação.
É muito bom estarmos abertos à ponderação interior, ao precisar de reflectir tudo o que somos
e queremos, sem deixar que as azáfamas da vida nos corroa por dentro. Há queijo para todos
e, todos nós temos obrigação de tudo fazermos para encontrar a nossa parte, sem deixamo-nos
derrotar pelo inesperado menos desejado. Temos uma vida para viver e, somos responsável por
ela nos bons e nos maus momentos. Navegar no mar que é a vida é uma grande aventura e,
é necessário ter muita coragem diáriamente para saber colmatar os ventos e as tempestades,
aproveitando os momentos brandos para nos darmos ao prazer de aprender a sermos felizes.
Cada um de nós é responsável pela sua própria vida e, não a devemos deixar afundar em vão.
Surgem sempre problemas inesperados, más surpresas e depois? O mundo não acaba e tudo
o que não nos mata fortalece e prepara-nos para a grande caminhada que é a vida. Face
aos problemas, cada um de nós tem a possibilidade de recorrer aos seus talentos e pontes
fortes para fazer com que a sua vida prossiga, amando tudo o que é, sem culpas. Por vezes
barramo-nos com situações desanimadoras, é verdade, forças que nos empurram para baixo
e, parecem querer-nos engulir mas, é nossa obrigação afastamo-nos e não nos deixarmos
enganar pelo ilusório e os "ses" da vida. A nossa vida deve ser o foco mais importante da nossa
existência e, não devemos deixar afundá-la por respeito a tudo o que somos. Sim, é preciso
ter coragem para se debater todos os pontos, tentar entender, GRITAR, CONTRAPÔR,
SOLTAR AS AMARGURAS mas, com serenidade lembrarmo-nos de tudo o que somos
e queremos. Revoltar, mudar, ou apenas aceitar?... Cada um deve decidir o que é melhor
para si.

Luísa Abreu
26/09/09

Um comentário:

  1. vou lembra-me deste palavras para tuda a vida.
    Obrigada
    bjs
    a menina que gostava de ser chamada

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