Mostrando postagens com marcador desconfianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desconfianças. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PALAVRAS GASTAS...



PALAVRAS GASTAS...

Há muito se ouve que as palavras estão gastas. Que nada mais há para lá do silêncio frio e distante da ocasião. Diz-se também que o AMOR é uma das palavras já gastas mas, discordo desta ideia. Oamor é uma palavra pequena mas, com significados enormes e nobres. O amor para mim tem vários pesos e medidas, tal como a lua não é olhada com a mesma magia quando aparece de dia, porque a noite é o seu verdadeiro palco. O amor não pode ser visto apenas como a ligação entre dois seres que fazem juras de amor próprias da época porque é um leque vastíssimo de cores. O amor existe quando estamos numa sala de parto, quando abraçamos a mãe ou o pai com carinho e, vice-versa, quando olhamos para um irmão ou irmã querendo protegê-los dos males do mundo. O amor existe também com o nome de AMIZADE, aquela que se mostra verdadeira e presente nas nossas ascenções e quedas. E para já é deste que vou falar, não da amizade dos copos, não da amizade de conveniência, não da amizade colorida... mas da verdadeira amizade. Aquela que nos aceita e respeita como somos, elevando as nossas qualidades e, esquecendo até os defeitos. Não, o amor/amizade não é uma palavra gasta se assim não quisermos mas, temos sempre que olhar os dois lados e respeitar as diferenças.

Há um estudo interessante feito por quem é entendido nas questões interpessoais, muito mais do que eu, pequena aprendiz, onde diz que as boas relações de amizades aumentam a nossa qualidade e, anos, de vida. Ter um amigo é cada vez mais precioso, as pessoas moram do nosso lado mas parecem mais distantes que, aquelas que nos falam pela internet do outro lado do oceano. Perdem tempo com observações idiotas. Perdem tempo a saber porque outro/a vizinho/a tem o carro que não podem ter ou, porque a casa é comprada enquanto a sua é alugada. A verdade é que todas estas preocupações são ninharias perante a solidão que o mundo vive. Tanta gente prefere ocupar-se da vida do alheio porque a sua está vazia, em vez de tratar de cuidar desse vazio e, preenchê-lo com o que realmente vale a pena.

Não creio que as palavras estejam gastas, creio pois, que as pessoas deixam que exista um muro cada vez maior, com a falta delas, com medo de as usar, com medo... quando o medo é a pior prisão do mundo, pois pode levar ao suicídio, como já o mundo averigou tantas e tantas vezes.

Existem olhares que só por si falam essas palavras, existem abraços que revelam o seu significado, existem amizades que crescem e se desenvolvem, tornando-se o melhor do mundo e, existem outras que simplesmente preferem fechar as portas a ter que chorar de novo. A vida é isto mesmo. O complexo entre as palavras bonitas e feias, a descoberta diária e a aceitação do outro e de si próprio. A vida é todo um conjunto de palavras e escolhas que se fazem. Há quem escolha bater a porta e não dar-se ao prazer de viver toda a complexidade desta vida, com as descobertas, a aceitação, os momentos bons ou menos bons. Fecham-se com portas de dor e de medo. Fecham-se para que o peito não mais sangre neste difícil crescer de almas que é a aprendizagem diária. Doi crescer, doi muito... não é pera doce para ninguém mas, é um processo que só passa quem tem o prazer de estar vivo e, saber aceitar todos os altos e baixos é uma benção do universo. Um simples pôr-do-sol, em toda a sua complexidade, pode ser fascinante. Molhar os pés no rio e deixar-se estar a beber da melodia das correntes é uma dádiva que poucos sabem apreciar. A amizade é como um rio, onde é preciso saber conduzir ou remar o seu próprio barco sem nos esquecermos dos outros que passam e agradecer os que param para apreciar-nos, mesmo que por momentos.

A amizade é um rio calmo e sereno. É o verdadeiro abrigo que nos acolhe nas horas incertas. Este tipo de amor partilha e aceita, abriga e compreende, acarinha e é leal. Está presente quando menos esperamos mas, tem variadíssmos graus de intensidade... mesmo o verdadeiro não é igual para todos, dando-se a todos com a mesma sinceridade. Reconhece em todos os elementos as suas diferenças e a melhor fórmula de, a cada um, chegar. No entanto este amor/amizade apesar de compensar muitas horas em muitos abalos, só se permite ficar nestes calmos lagos para não se perder. Nem sempre é bem entendido, nem sempre é aceite com calma ou serenidade... por vezes sente a frieza da desconfiança. Este tipo de laço que une muitas pessoas nem sempre é apertado da mesma forma e, a palavra amor, nem sempre é aqui entendida da melhor maneira. Há quem tenha medo desse laço, mesmo desejando atá-lo, e fuja constantemente contrariando assimo seu próprio desejo quase, incoscientemente.

Na verdade a amizade é um campo de amor lato, o facto de se dizer a alguém, amo-te, não quer dizer que ultrapasse a fronteira da amizade visto que esta é um tipo de amo ou laço de amor, como se queira entender mas faz parte das relações interpessoais, que tanta gente teme, considera confuso e, dentro de si nem sabe, por vezes resolver.

O facto de eu dizer a alguém que conheço amo-te, pode-se entender de várias formas mas, jamais querendo ultrapassar fronteiras que nem foram visualizadas. Desde muito cedo que me apaixonei por esta palavra e, sinto que a humanidade precisa de a ouvir mais vezes sem preconceitos, banalizações ou, até sem conotações pré-concebidas. Sim, sei que não é perceptível para toda a gente mas, o amor não pode ser igual para com ninguém. Nós amamos os nossos pais de foram diferente da que amamos os nossos irmãos ou filhos. O amor é um terreno imenso de comoção, compaixão e, traz-nos sempre o consolo de nos entender, mesmo que por minutos. Amo várias pessoas que estão na minha vida e, todas de diferente forma mas aliádas com a verdade de saber que sou ou o que sou, sem problema de soltar o calor de um abraço. Normalmente, um acto que não é muito perceptível à maioria das pessoas. Existem as conotações, as falsas crenças, o tipo de educação que tudo difere, as culturas e tantos outros lugares comuns que, por vezes tente a banalizar essa dádiva. Jamais será banal dizer a alguém que se ama, mesmo que algum dia esse alguém despreze, por alguma razão o abrigo que já teve nele. Amo-te, é uma palavra que pode ter a intensidade que o lugar lhe der, por vezes só tem o que se quer ouvir e, nem sempre quem o diz fá-lo com a mesma intensidade do que sente quem o ouve - isto seja qual fôr o tipo de amor. Tenho sentido que mesmo entre entes familiares não me é permitido dizer amo-te, se o fizer publicamente porque há sempre aquele/a que teme que estranhos a ouçam proferir e pensem algo de mal mas, que mal poder ter esta palavra? Eu gosto dela, gosto de a usar, de a estragar, de a mimar...

O amor é um conceito muito incompreendido, acho que sempre foi porque as pessoas definem que falar de amor tem que ser entre casal e, pior, que o casal tem que ser constituídos por dois sexos diferentes. Apesar de ter sido educada com esses valores, há muito que os considerei demasiado descriminatórios e elitistas e, aceito que o amor, memo que seja o amor que arde sem se ver, como dizia Camões, não tem que ser restringido a um homem e uma mulher. Considero que este é o tipo de amor que tem uma outra química que não a amizade, apesar de se misturar por vezes. Neste tipo de amor existe o calor da paixão e, quando esta acaba, ficamos com a certeza que jamais poderia ter sido amizade, visto que esta raramente permanece. Por muita intimidade que haja entre duas pessoas que se amam desta forma, a experiência diz-me que não é possível manter o tal amor/amizade. Há quem tente e quem diga que sim. O que tenho observado até hoje é, que nestes casos onde alguém designa que o que os une é a amizade, revela-se quase sempre que, um dos elementos e normalmente o que aceita contrariado a situação mantém o interesse da química da paixão aceso e, é esta que os mantém juntos até que seque e, neste caso verifica-se a separação definitiva não sobrando seja o que fôr. Infelizmente, por vezes nem o respeito fica para manter a saudável convivência, não existe, ponto assente.
Estamos no século XXI mas tanto preconceito ainda ficou arreigado na nossa sociedade, continua-se a querer esconder o tal parente que se apaixonou por uma pessoa do seu sexo, porque não fica bem. O que ficaria bem seria que as pessoas entendessem que as pessoas em questão já passam por lutas interiores enormes e, não precisam de actos descriminatórios. Muitas pessoas têm-se por liberais e para a frente mas mediante um caso destes preferem calar, ignorar e, até fazer de conta que nunca souberam porque fica feio sequer dizer que se é parente ou amigo de alguém que seja gay. Tão feio e tão mediucramente provinciano mas, quem sou eu para julgar seja o que for, apenas tento perceber o que vai na mente de cada um mas, nem sempre consigo... também tenho os meus limites de percepção... que fazer? Da minha parte só posso entender e estar presente, acarinhar se necessário e, jamais abandonar um amigo por estas veleidades sociais. Estimarei sempre quem me estimar, ignorarei sempre quem não me suportar, ou simplesmente se sentir capacitado para criticismos. Aprendi que devo respeitar quem me respeita, amar quem me ama, e compreender quem me compreende mas, sei que nem sempre é assim e, há razões que a própria razão desconhece. No entanto, tento seguir a minha regra de lealdade, respeito, compreensão... sabendo sempre que a minha liberdade acaba onde começa a dos outros mas, nunca deixando que pisem os meus sentimentos ou julguem mal o que dou. Até hoje nada fiz por um amigo ou amiga que implicasse uma segunda intenção, fosse qual fosse. O que está sempre implícito acho que é o normal em qualquer relação interpessoal, a lealdade, o respeito e a aceitação de tudo o que somos. Será uma utopia minha?! Só sei que nada sei!

O amor mais puro que conheci até hoje, aquele que nada pede em troca, que se dá livre, sem preconceitos, sem querer exigir muito mais mas dando-se naturalmente como se já estivesse implícito é o amor que senti aos primeiros movimentos dos meus filhos. Esse amor, ao princípio fragilijou-me, baralhou, deixou que surgissem incertezas, apesar de nenhuma se relacionar com eles mas, revelou-me muitos caminhos, e a verdade de ser humana. Fortificou depois tudo o que acreditava, tudo o que desejava dentro de mim, abrindo-me horizontes a outras percepções. Este amor é enorme, não conhece fronteiras que não sejam as fronteiras do respeito, tolerância e aceitação. A compreensão das nossas semelhanças e diferenças, o crescimento mútuo que respeita espaços e, reconhece a dimensão de todas as palavras. Sim, ser mãe foi um acto de amor para com a natureza, a criação de tantos caminhos que temos que escolher, foi a decisão mais acertada da minha vida, aquela de que nunca me arrependi e, aquela que me levou a enfrentar quem viesse e o que viesse. O amor mais forte que alguma vez me foi possibilitado experimentar foram na verdade os meus filhos. São os seus abraços que me acalentam nas horas menos doces da minha vida. O brilho dos seus olhos que me dizem para ir mais além e conquistar os meus sonhos.



AS PALAVRAS ESTÃO GASTAS

As palavras estão gastas
De lágrimas e vãs tentativas
Para entender o mundo neste rebuliço,
As palavras estão gastas
De sonhos e falsas verdades
Em ilusórias directivas
De quem conheceu outras liberdades
Mas, bendita seja eu por tudo o que não sei,
Bendita, porque bebo tudo com a intensidade

De quem sabe que há o sol,
Que se estende em asas de saudade
E vem em nome da luz e da vida, sei
Ou não sei o que é inscrito em rol
De palavras vãs e já gastas
De tanto serem empurradas para o castigo
De adornarem interesses e falsidades,
A palavra já está gasta
E, até o sonho que pode ser amigo
Deixa-se correr em cachoeira casta
Dos enganos da publicidade...

Quando menina sonhava com o mar,
Sonhava nas palavras poder rebuscar
Todos os significados da melodia,
Todas as certezas da harmonia,
Na adolescência gritava o sabe-tudo
E deixava correr palavras vãs no rio,
Agora desse tempo me rio
Pois passado tanto tempo já não me iludo,
Só sei que nada sei...
Só sei que nada sei.

Luisa Abreu
17/09/09

segunda-feira, 1 de junho de 2009

MELHOR SEGUIR EM FRENTE...


















MELHOR SEGUIR EM FRENTE...

Há alturas da nossa vida em que o melhor esquecer tudo e seguir em frente. Em que é melhor nem pensar se este ou aquele passo valeu a pena, porque as coisas valem o que valem para cada um de nós. No entanto, é muito triste chegar-se à conclusão de que há pessoas que entram na nossa vida, usam o nosso ombro, usam os nossos olhos como espelhos para se verem melhor, usam as nossas palavras para se encontrarem, usam os nossos abraços para se reconfortarem e depois... depois sentem-se com clareza suficiente de que nas nossas atitudes houve qualquer outra segunda intenção. Não está certo... não é correcto. Apesar de toda a minha experiência de vida e, talvez por isso, sou uma pessoa simples. Não uso subterfúgios para mostrar ou dizer quem sou, não uso quaisquer outras intenções quando escrevo ou digo algo a alguém ou mesmo a mim mesma. As palavras são o que são, significam aquilo que se escreve e se diz não o que os outros pensam que desejamos dizer com elas ou mostrar com elas. Cada um é livre de pensar o que quiser. 

No entanto, não lamento o que já fiz, lamento sempre tudo o que não fiz ou não me dei oportunidade de fazer por esta ou aquela razão. Nem lamento, quando abro a porta da minha vida, do meu peito, dos meus olhos e sentimentos para reconfortar e ajudar alguém a quem mostro na plenitude quem sou... a quem dou horas, dias, anos da minha vida com tudo aquilo que tenho e sinto que pelo menos isso, ajudou. Sim, ajuda sempre quando alguém se entrega com sinceridade mesmo que seja julgada em contrário. É isto que lamento, apesar de já não ter valor. Parece que tem porque o estou a escrever, no entanto, quando passo à fase de escrever ou falar de um assunto que já me magoou é porque é um assunto resolvido... algo que deixou as suas marcas é verdade mas, que já não faz diferença e já não implica com o percurso da minha vida porque todas as ilacções e aprendizagens já foram apreendidas e digeridas, decompostas e jogadas no lixo da vida. Apenas quis aqui registar neste meu simples espaço que o que lamento é perder tempo ou fazerem-me perder tempo... ou mesmo darem-me essa sensação, quando se dirigem a mim após terem tido a oportunidade de me conhecerem na íntegra, de que não sou quem sou ou quem fui. Porque sim, hoje já não sou quem fui. Quem fui acreditava muito mais, expressava-se com muito mais facilidade emotivamente nos sentimentos que tinha pelas pessoas. Mas o que fui, se hoje não sou foi porque algo ou alguém, ou vários motivos foram matando esse meu lado. Tudo o que entreguei sem mistérios nem enredos, acreditando que seria possível acreditar, mesmo no tipo de pessoas que não sabem nem aprendem a confiar, por muito que digam o contrário. Ninguém que faz uma pergunta e recebe uma resposta mas, tem necessidade de reter para si objectos pessoais como telemóveis ou remexer nas carteiras das outras pessoas, pode alegar a qualquer momento que confia. Está a mentir a si própria sem dúvida porque as palavras valem o que valem mas as acções trazem confirmações válidas e concretas. O que realmente lamento é ter sido acusada de ter tido interesses que nunca me passaram pela cabeça e, se acaso tivesse acontecido sei que o teria demonstrado na prática, sei que há sempre espaço e lugar para que se sinta e note que é o que se quer, até porque sempre assumi, tal como hoje, o que quis e quero da minha vida. Com muito mais evidência o que não quero. 

Muitas vezes, julgo que devo dar o benefício da dúvida e, que devo ser eu a enganada, mas, realmente estou a tentar enganar-me ao pensar assim porque não dou atenção à minha intuição que dificilmente me engana. A maioria das vezes que decidi dar esse benefício de dúvida, enganei-me e deixei-me ser enganada por pessoas dispostas a usar essa minha boa fé. É triste chegar a esta conclusão mas, é satisfatória a lição que fica. É duro pensar que não se deve ser autêntica com as pessoas, que se deve temer que nos entendam mal... mas muito mais duro é não dar o que sou e como sou com a espontaneadade com que me conheço, sem subterfúgios ou segundas intenções. Então prefiro continuar a ser, assumidamente quem sou, prefiro deixar que as vozes do vento se tropecem na sua própria língua e, talvez um dia... sim, talvez um dia descubram o inevitável. Talvez descubram que afinal aquelas palavras proferidas pela minha boca significavam apenas o que foi dito. Que aquele abraço dado com franqueza na hora do seu tormento, apenas era o cobertor do conforto que pretendeu aquecer a sua alma e acalmar os seus medos. Nunca lamento ter ajudado alguém, em tempo algum. Por vezes fico triste com o tempo perdido. Fico triste porque chego à conclusão que as pessoas acreditam no que querem acreditar e não na verdade. Que a verdade com que me dou pode muito bem não ser a verdade com que me recebem.

Nestes casos, o melhor é mesmo seguir em frente e colocar um ponto final em tudo o que ficou por dizer ou entender. O melhor é pensar mais em mim, cuidar mais de mim, aprender a proteger-me de quem sente ter o direito de me sugar as energias, os carinhos, as atenções, os abraços para se poder levantar, para se poder entender e encontrar e, depois, achar que tem o direito de dizer que usei uma capa, que tudo o que dei não foi verdadeiro, não foi amizade, não foi um amor abre as portas apenas para apoiar sem quaisquer segundas intenções. Às vezes penso que perco tempo demais a dizer quem sou e o que quero, porque não são essas as palavras que são ouvidas e digeridas mas outras, as que as pessoas querem ouvir e digerir... o que realmente é uma pena. Na minha essência continuo a ser aquela pessoa que não temia chegar a um baile ou a uma discoteca e convidar um rapaz para dançar se assim me apetecesse. Que quando esse pedido era mal entendido, colocava os pontos nos "is" e parava a dança. Tudo isso faz parte dos valores que fui recebendo ao longo da minha vida. Se estou apaixonada, sou mulher para dizê-lo mas é triste que pensem que estou a fazer teatro ou que estou a tentar enganar para tirar quaisquer outros dividendos. Eu sei. Por vezes aparecem pessoas no meio, ou situações que podem fazer com que aquilo que me sai em espontaneadade não seja a verdade, mas caramba, quem me conhece só aceita esses factos se quiser ou, então porque realmente não me conhece e não me tem em conta como tantas vezes apregoa. Ok, fui ou sou muitas vezes um óptimo bote de salvação e, então não como haver alguém que se agarre... mas, furar o bote quando não se precisa dele é degradante e de muito mau gosto. Usar da bondade das pessoas e rotularem-se como otárias é decepcionante. Não acreditar quando digo que tenho também um lado negro é ingenuidade. Porque o tenho, ele é gélido, distante, céptico e indiferente fazendo-me afastar, secretamente, sem quaisquer explicações. Explicar o quê se as pessoas não ouvem? Deixar as portas abertas para quê se as pessoas não confiam? O melhor mesmo nestas situações é bater a porta. Porque hoje fecha-se uma porta e logo se abre outra... os resultados vão mudando segundo as aprendizagens e experiência de vida e então...então não lamento o que ficou para trás e agradeço todas as lições prosseguindo serenamente. Continuo de consciência tranquila perante tudo o que já fui acusada de fazer ou ajudar a fazer porque continuo a saber quem sou e a decidir se mudo ou não o rumo da minha vida, se tenho ou não esta ou aquela experiência. Continuo a ser eu quem decide se deve ou não mergulhar no rio ou no mar, sabendo sempre que tudo o que decidir trará o seu lado negativo e positivo mas será assumidamente a minha decisão. Qual é a dúvida dessa gente afinal? Não há dúvidas, há falta de conhecimento porque a sua preocupação em encontrarem-se e serem reconfortados foi mais importante do que me conhecer tal como me dei ou dou. Até hoje, as minhas atitudes e decisões na vida foram assumidas de cabeça levantada... sem papas na língua, ultrapassando todos os medos e todas as desilusões, vivendo com a intensidade de tudo o que sou e dou. Que não haja dúvidas para ninguém porque se me apetecer dançar, dançarei, seja numa discoteca, num café ou mesmo na rua sem ter problemas se me estão a observar ou o que estarão a pensar. Porque nestes casos até sou quem mais se diverte. Sim eu sei... as pessoas reclamam a verdade, dizem que amam a verdade mas, preferem viver a mentira e ouvir a mentira. Só por isso tudo o que digo não lhes soa a verdade mas, desculpem qualquer coisinha, a minha verdade será sempre a minha verdade assumida em casa, na rua ou no jardim. Quem me conhece sabe isso, quem esteve comigo e não se deu ao trabalho de me conhecer duvida disso... puta que pariu para quem duvida porque nem merece a minha atenção.

Então, é mesmo melhor seguir em frente... em direcção à luz e deixar para trás todas as sombras dos medos que não fazem parte do que sou. Não posso nem devo assumir sombras que nunca foram minhas, às minhas acrescento luz e em direcção a ela sigo calmamente, na minha serenidade de ser quem sou.

p.s. Quem ler este texto... seja lá quem fôr, não o imagine, apenas o leia porque só significa o que está escrito não o que queiram ler... mas ok, exite sempre o livre-arbítrio e então são livres de fazerem o que acharem melhor.

Luisa Abreu
02/05/09