sábado, 18 de junho de 2011
E. Coli na Europa - Terrorismo "privado" ...
Cada um ajuizará segundo a sua consciência e sapiência…
Mas que esses “Iluminatti” e quejandos andam para aí a fazer as deles… lá isso andam!!
E. Coli na Europa:
Evidências Genéticas Mostram que a Super-Bactéria Foi Criada em Laboratório
Fonte: http://www.anovaordemmundial.com/
Posted: 07 Jun 2011 02:11 AM PDT
Escherichia Coli Criada em Laboratório
(NaturalNews) Enquanto deitam a culpa de um lado para o outro na Europa, onde uma cepa super resistente da bactéria Escherichia Coli (e. coli) está deixando as pessoas doentes e a encher os hospitais na Alemanha, quase ninguém está a falar sobre como a E. coli poderia magicamente ter se tornado resistente a oito diferentes classes de antibióticos e de repente começado a aparecer no fornecimento de alimentos.
Esta variação particular de E.coli é parte da cepa O104 e esta cepa quase nunca é resistente a antibióticos. Para que elas possam adquirir esta resistência, elas devem ser repetidamente expostas a antibióticos a fim de exercer uma "pressão de mutação", que as leva direção à imunidade completa contra os antibióticos.
Então, se está curioso em saber as origens de tal cepa, você poderia basicamente fazer uma engenharia reversa do código genético da E. coli e determinar, com bastante precisão, a que antibióticos foi exposta durante o seu desenvolvimento. Este trabalho já foi feito (leia mais abaixo), e quando se analisa a descodificação genética desta linhagem O104 que agora ameaça os consumidores de alimentos em toda a Europa, um retrato fascinante emerge de como ela pode ter sido criada.
O Código Genético Revela a História
Quando os cientistas no Instituto Robert Koch da Alemanha descodificaram a composição genética da linhagem O104, eles descobriram que ela é resistente a todas as seguintes classes e combinações de antibióticos:
• Penicilinas
• Tetraciclina
• Ácido nalidíxico
• Cotrimoxazol
• Cefalosporina
• Amoxicilina / ácido clavulânico
• Piperacilina-Sulbactam sódico
• Piperacilina-tazobactam
Além disso, esta linhagem O104 possui uma capacidade de produzir enzimas especiais que lhe dão o que poderia ser chamado de "super poderes bacterianos", conhecida tecnicamente como ESBLs:
"Beta-lactamases de Espectro Estendido (ESBLs) são enzimas que podem ser produzidas por bactérias tornando-as resistentes às cefalosporinas, como por exemplo: cefuroxima , cefotaxima e ceftazidima - que são os antibióticos mais utilizados em muitos hospitais", explica a Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido.
Ainda além disso, esta linhagem O104 possui dois genes, – TEM-1 e o CTX‑M-15 – que "têm feito os médicos tremerem desde a década de 1990", reportou o jornal londrino The Guardian.
E por que é que elas fazem os médicos estremecerem? É porque elas são tão mortais que muitas das pessoas infectadas com estas bactérias são vítimas de falha dos órgãos críticos e simplesmente morrem.
Criando uma Super-bactéria Mortal
Então como exatamente que uma bactéria aparece do nada, que é resistente a mais de uma dúzia de antibióticos em oito diferentes classes de medicamentos e ainda apresenta duas mutações de genes letais, além de capacidades da enzima ESBL?
Há realmente apenas uma maneira de isso acontecer: você precisa expor essa cepa de E. coli a todas as oito classes de antibióticos. Normalmente, isso não é feito ao mesmo tempo, é claro: primeiro precisa expô-la à penicilina e encontrar as colónias de sobreviventes que são resistentes à penicilina. Então pega nessas colónias sobreviventes e as expôe à tetraciclina. As colónias sobreviventes são resistentes à penicilina e tetraciclina. Em seguida, as expõe a um medicamento à base de sulfa e recolhe as colónias sobreviventes, e assim por diante. É um processo de seleção genética feita em laboratório, com um resultado desejado bem específico. Trata-se essencialmente como algumas armas biológicas são projetadas pelo Exército dos EUA no seu laboratório em Ft. Detrick, Maryland.
Embora o processo seja mais complicado do que isto, a conclusão é que a criação de uma cepa de E. coli que seja resistente a oito tipos de antibióticos requer repetidas e consistentes exposições a esses antibióticos. É praticamente impossível imaginar como isso poderia acontecer de forma espontânea no mundo natural. Por exemplo, se esta bactéria teve origem nos alimentos (como nos disseram), então onde é que ela adquiriu toda esta resistência aos antibióticos dado o fato que os antibióticos não são utilizados em vegetais?
Ao considerar a evidência genética que agora nos confronta, é difícil imaginar como isso poderia acontecer naturalmente. Embora a resistência a um antibiótico seja comum, a criação de uma cepa da E. coli que seja resistente a oito diferentes classes de antibióticos em conjunto simplesmente desafia as leis de permutação e combinação genética na natureza. Simplificando, esta cepa de super-bactéria E. coli não poderia ter sido criada na natureza. O que nos deixa com apenas uma explicação de onde ela realmente veio: de um laboratório.
Tríade Hegeliana: Problema, Reação, Solução
As evidências apontam agora que esta cepa mortal da E.coli foi projetada em laboratório, e em seguida, foi libertada no abastecimento de alimentos ou de alguma forma escapou de um laboratório e entrou na cadeia alimentar inadvertidamente.
Se você não concordar com essa conclusão, então você é forçado a concluir que esta super-bactéria octobióticas (imune a oito classes de antibióticos) se desenvolveu de forma aleatória por si só... e esta conclusão é muito mais assustadora do que a explicação da "bio-engenharia" porque significa que super-bactérias octobióticas podem simplesmente aparecer em qualquer lugar a qualquer momento, sem justa causa. E esta seria com certeza uma teoria mirabolante.
Minha conclusão realmente faz mais sentido: Esta cepa de E. coli foi quase certamente criada em laboratório, e em seguida libertada no fornecimento de alimentos com uma finalidade específica. E qual seria o seu propósito?
É a velha tríade novamente sendo utilizada aqui: problema, reação e solução, conhecida também como “dialética hegeliana”: Primeiro causam um problema (a cepa mortal da bactéria E. coli no fornecimento de alimentos). Então, aguardam a reação do público (enorme clamor pois a população está aterrorizada pela E.coli). Em resposta a isso, decretam a sua solução desejada (o controle total sobre o abastecimento global de alimentos e interdição de brotos crus, leite cru e vegetais crus).
É disso que se trata, é claro.
A FDA baseou-se no mesmo fenómeno nos EUA, ao empurrar para o seu recente "Acto de Modernização da Segurança Alimentar", que basicamente criminaliza as pequenas fazendas orgânicas familiares ao menos que elas lambam as botas dos reguladores da FDA. A FDA foi capaz de esmagar a liberdade de agricultura nos EUA, utilizando-se do medo generalizado que seguiu os surtos de E.coli no abastecimento de alimentos dos EUA. Quando as pessoas têm medo, lembre-se, não é difícil fazê-las concordar com quase qualquer tipo de tirania regulamentar. E fazer as pessoas ficarem com medo de sua comida é uma questão simples... basta o governo enviar algumas notas pelo seu gabinete de imprensa por e-mail à mídia corporativa afiliada.
Primeiro Proíbem a Medicina Natural e Depois Atacam o Abastecimento de Alimentos
Agora, lembre-se: tudo isso está acontecendo na esteira da proibição de ervas medicinais e suplementos nutricionais na União Europeia – a proibição que descaradamente criminaliza terapias nutricionais que ajudam a manter as pessoas saudáveis e livres de doenças.
Agora que todas estas ervas e suplementos estão proibidos, o próximo passo é fazer com que as pessoas fiquem também com medo de vegetais frescos. Isso porque os vegetais frescos são medicinais, e enquanto o público tiver direito a comprar vegetais frescos, poderão sempre evitar doenças.
Mas se você pode fazer as pessoas terem medo de vegetais frescos, ou até mesmo proibi-los totalmente, então você pode forçar a população inteira a uma dieta de alimentos mortos e processados, que promovem doenças degenerativas e impulsionam os lucros das poderosas companhias farmacêuticas.
Verá que é tudo parte da mesma agenda: manter as pessoas doentes, negar-lhes acesso às ervas medicinais e suplementos, e em seguida, lucrar em cima do seu sofrimento nas mãos dos cartéis de drogas globais.
É claro que os transgénicos também desempenham um papel semelhante nesta história inteira: Eles são projetados para contaminar o abastecimento de alimentos com o código genético que causa infertilidade generalizada entre os seres humanos. E aqueles que são de alguma forma capazes de se reproduzir após a exposição aos transgénicos continuam a sofrer de doenças degenerativas que enriquece as empresas farmacêuticas durante os "tratamentos".
Lembra-se qual foi recentemente o país alvo da E.coli? A Espanha.
Por que a Espanha? Você deve se lembrar que os cabos que vazaram do Wikileaks revelaram que a Espanha resistiu à introdução de transgénicos no seu sistema agrícola, mesmo quando o governo dos EUA veladamente ameaçou com retaliação política por sua resistência. Esta falsa culpa da Espanha pelas mortes causadas pelo E.coli é provavelmente a retaliação pela falta de vontade da Espanha de entrar no "comboio" dos transgénicos.
Essa é a verdadeira história por trás da devastação económica dos agricultores de vegetais da Espanha. É um dos sub-roteiros que estão sendo seguidos paralelamente a este esquema da super-bactéria “escherichia coli”.
Alimentos como Armas de Guerra - Criados pela Indústria Farmacêutica?
Aliás, os culpados mais prováveis de terem criado esta cepa de E. coli são os grandes laboratórios farmacêuticos. Quem mais tem acesso a todos os antibióticos e os equipamentos necessários para gerir as mutações provocadas potencialmente a milhares de colónias de E.coli? As companhias farmacêuticas estão numa posição única para tanto executar esta tarefa quanto também lucrar com isso. Em outras palavras, eles têm os meios e as motivações para executar tais ações.
Além das empresas de remédios, talvez apenas os reguladores de doenças infecciosas têm este tipo de capacidade laboratorial. O CDC, por exemplo, provavelmente conseguiria fazer isto se eles realmente quisessem.
A prova de que alguém criou esta cepa de E. coli através de bio-engenharia está escrita no ADN da bactéria. Isto é evidência forense, e o que isto revela não pode ser negado. Esta cepa foi submetida a repetida e prolongada exposição a oito diferentes classes de antibióticos, e depois de alguma forma conseguiram fazer com que ela aparecesse no abastecimento de alimentos.
Como você consegue fazer isto se não for através de um planeamento bem feito realizado por cientistas desonestos? Não existe tal coisa como "mutação espontânea" para uma cepa que é resistente às 8 mais potentes classes de antibióticos que são vendidos pela indústria farmacêutica nos dias de hoje. Tais mutações têm que ser deliberadas.
Mais uma vez, se você não concordar com essa conclusão, então o que está aceitando é que isto não foi feito deliberadamente... aconteceu acidentalmente! E neste caso, então eu digo que é ainda mais assustador! Porque isso significa que a contaminação por antibióticos do nosso mundo agora está em um nível tão extremo de exagero que uma cepa de E. coli na natureza pode ser saturada com oito diferentes classes de antibióticos ao ponto em que se transforma naturalmente em uma super-bactéria mortal.
Se as pessoas acreditam nisto, então isso é uma teoria mais assustadora do que a explicação da bio-engenharia!
Uma Nova Era Começou: Armas Biológicas na sua Comida
Mas em ambos os casos, não importa o que acredita, a verdade simples é que o mundo está enfrentando uma nova era global de novas estirpes de bactérias que não podem ser tratadas com qualquer farmacêutico conhecido. Elas podem, é claro, ser facilmente mortas com prata coloidal, que é exatamente a razão da FDA e os reguladores de saúde terem atacado violentamente as empresas de prata coloidal por todos estes anos: eles não podem deixar o público ter em suas mãos antibióticos naturais que realmente funcionam. Isso colocaria por terra todo o propósito de fazer todo mundo doente em primeiro lugar.
Na verdade, essas cepas de super-bactérias E. coli podem ser muito facilmente tratadas com uma combinação de antibióticos naturais de plantas como o alho, gengibre, cebola e ervas medicinais. Além disto, pro-bióticos podem ajudar a equilibrar a flora do trato digestivo e "expulsar" qualquer bactéria mortal que aparecer. Um sistema imunitário saudável e o bom funcionamento do trato digestivo podem combater uma infecção pela super-bactéria E. coli, mas isso é outro facto que a comunidade médica não quer que se saiba. Não podemos esquecer também da importância da Vitamina D em manter o sistema imunitário funcional. Eles preferem muito mais que você continue a ser uma vítima indefesa deitada no hospital, esperando para morrer, sem opções disponíveis além dos perigosos "remédios" da indústria farmacêutica. É isto que é a "medicina moderna". Eles causam os problemas que eles pretendem tratar, e então não vão nem sequer tratá-lo com qualquer coisa que poderia realmente curá-lo.
Quase todas as mortes agora atribuídas a este surto de E.coli poderiam ter sido evitadas rápida e facilmente. Estas são as mortes da ignorância. Mas também são as mortes de uma nova era de armas biológicas baseadas em alimentos desencadeadas por um grupo de cientistas malucos, ou por alguma uma instituição seguindo uma agenda específica que declarou guerra contra a população humana.
Atualizações Sobre este Surto de E.Coli
• 22 mortes até agora já foram relatadas, sendo que 2.153 pessoas já adoeceram e possivelmente estão enfrentando falência renal.
• O Ministério da Agricultura da Alemanha anunciou que mesmo sabendo que a origem do surto é uma fazenda alemã de alimentos orgânicos, eles ainda não retiraram as advertências para que as pessoas evitem comer tomate e alface. Em outras palavras, manter o povo com medo! Isto sem falar que agora ficou claro que o alvo desta armação são as fazendas de alimentos orgánicos. Será que veremos muito em breve a Monsanto anunciar que criou sementes de vegetais imunes à esta bactéria? ;)
• "A variante alemã da E. coli, conhecida como O104, é uma híbrida das cepas que podem causar diarreia sanguinolenta e danos nos rins chamada síndrome hemolítico-urêmica", relatou o Jornal The Independent.
• Um total de dez nações europeias registou surtos da cepa de E. coli, principalmente por pessoas que haviam visitado o norte da Alemanha.
• Esta história é de um jornal alemão, e que sugere que o surto de E. coli pode ter sido um ataque terrorista. Sim, um ataque terrorista pelas companhias farmacêuticas em cima de pessoas inocentes, como de costume...
Fontes:
- Natural News: Forensic evidence emerges that European e.coli superbug was bioengineered to produce human fatalities
- Agência de Proteção de Saúde do Reino Unido: Extended-Spectrum Beta-Lactamases (ESBLs)
- The Guardian: The reason why this deadly E coli makes doctors shudder
- G1: Superbactéria pode ter saído de fazenda de alimentos na Alemanha
- The Independent: German beansprouts to blame as E coli death toll reaches 22
- Aerzte Zeitung: EHEC und das RKI - Behörde in der Kritik
- Wikileaks Brasil: EUA força França e Espanha a aceitar transgênicos
domingo, 29 de maio de 2011

HINO PORTUGAL
Heróis do mar, nobre Povo
Não vos deixeis enganar,
Levantai-vos de novo
P’lo esplendor de Portugal!
Entre as falhas de memória,
Ó Pátria, calam-te a voz
E a demagogia atroz
Já não sabe guiar-te à vitória!
São mamões, são mamões
Os que te dizem governar,
São mamões, são mamões
Pela Pátria não te deixes enganar
Contra os ladrões marchar, marchar!
Luisa Abreu
29/05/11
Ando um pouco cansada de ouvir a palavra "CRISE", da forma como as revistas e jornais aproveitam para ganhar dinheiro e aumentar tiragens... da forma como os telejornais alimentam medos e geram inseguranças, especulam e sempre a favor da derrota. Andei a pesquisar jornais antigos e, ao longo dos tempos sempre se alimentou a palavra "CRISE", sempre bebeu desse veneno.
Como é que os políticos do nosso País conseguem sorrir demagogia, gritar palavras de luta vãs...
Eu queria mesmo poder acreditar na classe política deste país mas é triste ver a forma como lavam roupa suja em publico e depois como alimentam falsas imagens e deixam crescer as mentiras como crescem árvores.
NUNCA PERGUNTES O QUE O TEU PAÍS PODE FAZER POR TI MAS O QUE TU PODES FAZER PELO TEU PAÍS! Esta é uma frase que me diz muito. No entanto, aquando da minha educação, do meu crescer e aprender, sempre me foi dito que o exemplo vem de cima. Diz-se que os filhos acabam por fazer o que vêm os pais fazerem e a frase "faz o que te digo não faças o que faço" nunca resultou. É verdade hoje sou mãe e concordo que o exemplo tem que vir sempre de cima.
TENHO UMA PROPOSTA PA "TROIKA":
1- Que os políticos que forem para o parlamento dormir, tenham falta de comparência por estarem ausentes e paguem uma taxa.
2- Que os políticos que faltem tenham falta como acontece nas escolas e, ao fim de umas faltas sofram a paguem por isso deixando parte do seu ordenado no estado.
3- Que quem governa este país ou ambiciona fazê-lo tenha "tomates" para doar parte do seu ordenado, digamos que em 10 mil euros, dispensem 3 mil - não lhes deve fazer falta nenhuma, digo eu...- acreditem se todos partilhassem um pouquinho da sua riqueza para recuperar este país não era preciso perguntar: - Tens para a troika?
4- Que fosse proibido destruir ou fazer desaparecer regalias sociais que foram conquistados com a bandeira do 25 de Abril.
5- Aproveitar o lado fortemente solidário de todos os portugueses para levantar Portugal. Seria fácil, tal como se faz para tantos actos solidários, dava-se um nib que teria que ser controlado para que não fosse mais uma aldrabice e, cada português contribuía com o pouco que conseguisse... já vi muitas coisas realizarem-se com este pequeno esforço porque não começar a ser solidário pelo nosso país?
UM À PARTE:
Fez-se o 25 de Abril, com defeitos e virtudes, porque somos seres humanos. Esquecemo-nos de ensinar os africanos a saber aceitar a presença dos portugueses que já lá viviam e faziam a sua vida. Muita coisa foi feita aos tropeções e tanta gente sofreu perdas mas seguiu em frente. Houve revoltas mas Portugal foi-se compondo de todas as suas maleitas. Os políticos fizeram-nos crer que o caminho seria sempre a subir e foram embolsando o que puderam, criando fundações para poderem resguardar as suas riquezas entre uma e outra dádiva. Andaram milhares de anos a dizer que a educação poderia dar-nos caminhos com mais cores positivas. Hoje voltou-se a pintar o céu de incertezas e, continuamos a assistir a gastos dos políticos em campanhas que já aborrecem mais do que esclarecem porque parecem cassetes quardadas ao som do bolor. Os Cravos que tanto saltaram na rua e taparam a voz das armas para que Portugal podesse cantar liberdade. Mas que liberdade?... Que liberdade é esta que nos quer roubar todos os benefícios que Abril conquistou? Voltar a ter leis inseguras existentes antes do povo sair à rua para garantir uma vida melhor... e em nome de quê? DEMAGOGIAS FEITAS À MANEIRA FORAM COMO QUEIJO NAS RATOEIRAS e todos nós caimos nessas ratoeiras quando, orgulhosamente, entramos na CEE, ou melhor Europa - como se já não fizessemos parte da Europa - O mais grave foi não sabermos entrar de cabeça erguida e, então, o ideal foi pagar para não se produzir. Criar subsídios vindos de fora para que Portugal pudesse passar mais tempo ao sol e, como resposta deixou-se de produzir em algumas áreas e abriu-se as fronteiras marítimas a barcos vindos de fora e reduzindo o que já existiam cá dentro. O ideal era importar, importar, comprar feito... até que o sonho rodopiou e, alguém lembrou-se que Portugal precisa de produzir mais. CONTRADIÇÕES NÃO?! Mas os políticos hoje a sorrir dizem-nos que temos que produzir mais e que se acabou o recreio, quando o recreio foi-nos imposto por eles quando aceitaram esmolas para não se produzir neste país, coisa que nunca me agradou muito porque já sabia que um dia "o macaco iria pedir de volta (como na história do macaco de rabo cortado que a minha mãe me contava)". Não há mais dinheiro para doces, temos que os fabricar e, se não pudermos ou soubermos, chuchamos no dedo. ERA TÃO BOM QUE SE SOUBESSE APRENDER COM OS ERROS DO PASSADO E APROVEITAR O QUE DE BOM FOI EFECTUADO! Mas não me parece... Na realidade o que vejo é gente que tudo faz para chegar ao poder, para alimentar falsas imagens e que continuam a enganar quem podem. Os políticos continuam a esbanjar o que não temos. É verdade que sim, porque nós bem sabemos que andaram anos a fio a mandar dinheiro para ajudar nem sei bem o quê em África... Foi belíssima e digna a ajuda que deram a Timor e outros investimentos que se fizeram com o dinheiro do povo para agora lhe dizer que estamos na Banca Rota - criada por eles claro e pelos negócios que foram enchendo alguns bolsos (eu não vi nenhum) - Mesmo quando se sabia que já não havia dinheiro mandou-se milhões para ajudar a Grécia. Mas nós somos generosos e esbanjadores, damos tudo... ainda não recebi nada;)...Depois o mais lindo foi ver a posição da Filandia, ou quarenta e tal por cento deles a querer que Portugal saísse porque não tava a dar lucro, quando na verdade se encontravam na merda Portugal deu-lhes a mão - chama-se a isso "cuspir no prato em que se come"
Na história tivemos um alemão que quis dominar o mundo, tivemos um francês que quis se dono da Europa... esses não conseguiram mas parece que quem manda hoje na europa é a Alemanha e a França em "falsa?" parceria... Parece que o que não se conseguiu com vinagre foi conseguido com mel... primeiro ofereceram-nos brindes e foguetes, depois tiram tudo pela janela e dizem que já chega e, como que a castigar crianças preguiçosas e mal habituadas, aumenta-se os juros... depois chama-se os seguranças que pedem a senha: Tens para a TROIKA?
AI PORTUGAL, PORTUGAL... NÃO TE DEIXES ASSIM VESTIR!
Era uma vez uns políticos, vestidos de fatos amorfos e demagogos que ao longo da história nos foram querendo impingir regras que nunca cumpriam. Trabalhavam que nem umas formigas... ainda hoje trabalham assim os pobres. Ele era viagens para locais difíceis de conviver e negociar, às vezes nem água tinham para beber, por isso mandavam vir dos charcos o belo do champanhe francês e a bela da Lagosta já para não falar do (tó)Caviar. O povo a bem ou a mal lá os foi fintando e tal. Já farto de tanta trabalheira e cansaço por parte desses políticos jogaram um molho de cravos que loucamente iam derrubando qualquer tentativa de imposição. Ups! LIBERDADE... Uma gaivota voava, voava, asas de vento, coração de mar. E o povo tomou o pulso do seu país... apesar de ter cometido algumas gafes mas... errare humano es. Houve quem tivesse que voar quase despido de África para Portugal mas, mesmo assim deu para compreender o porquê mas não o modo de como tudo se processou. Negócio vai, Negócio vem... mais umas viagens sensaboronas e embaraçosas. Mais umas festas aborrecidas de lá para cá e de cá para lá... dinheiros que circulavam porque toda a gente ia dizendo que o "dinheiro não trazia felicidade" ... que pena da trabalhosa vida de um político que tem de deixar a sua família toda em Portugal e andar sozinho por esse mundo fora a vender vinho do Porto e a prometer que se recebesse uns papéis chatos que não lhes traria felicidade poderiam assim dar uns rebuçados aos produtores para abandonarem a vida aborrecida dos campos e deixar os Espanhóis virem plantar nas nossas terras e pescar nas nossas águas porque a malta já andava farta de bulir para aquecer e assim de mansinho fomos vestindo roupas de idiotas, enquanto os nossos políticos iam sorrindo de feira em feira e gastando todo o suor que lhes poderiamos dar. Mas o povo como é generoso e até sobrava pa caraças nas suas casas não se importavam de dar... mas pá! Dar tem limites. E isto quem dá a mão querem logo roubar o braço... foi o que se viu, mandaram tudo para a puta que o pariu! Agora, digamos a verdade - TENS PÁ TROIKA?? - sejam quais forem os tipos que subirem ao pedestal que nos pedem tanto vão ter que aceitar as regras que não aceitaram vindas de dentro porque agora tem que ser de fora... porque verdade seja dita as dívidas são para ser pagas. É por isso que nós pagamos juros a dar com um pau e por vezes morremos e quem pensa que vai herdar algo bom... pimba tem que pagar! C'um Camandro pá! Nunca o meu pai ou a minha mãe me falaram neste tipo de valores, tá tudo trocado? Ó PÁ, DESTROCA-SE! - Nunca soube o que queria dizer "destrocar" para mim era voltar a trocar, tipo se tenho notas troco por trocos e destroco por notas outra vez... mas não, tantas vezes me disseram: - Destroca isso pá! E quando eu voltava perguntavam: - Então e o troco? Eu pensava...xi... não era pa destrocar? - Voltando ao que interessa... SERÁ QUE INTERESSA?! Sempre soube que a liberdade de expressão era uma ilusão, porque ao mesmo tempo que era apregoada, se a usava levava logo uma ferroada. Ou seja, se tu só podes escrever de acordo com o que o teu patrão quer, então não estás a ser livre... estás a expressar o que interessa ao patrão não o que tu pensas. Quanto à LIBERDADE que tanto se apregoou no 25 de Abril, enquanto houve tanta gente em tendas à espera de embarcar de volta para um país livre... hoje depara-se com um logro e mais... os nossos políticos não dizem nós viajamos demais, comemos demais à vossa custa... não... o que eles dizem é que o povo não produz, esquecendo a dízima que deram para que o povo não o fizesse... o que eles dizem há tantos anos é que temos que apertar o cinto - por causa disso deixei de usar cintos - AH! Senhores políticos tenham dó! É muito depreciativo ver aplaudir as capacidades do povo português só depois dos estrangeiros o fazerem. Daniela Ruah ganhou um prémio em NY, eita, está numa grande produção de Holiwood... Daniela é uma Portuguesa de gabarito. Por acaso até é... o que está mal é que usem o facto de que foi reconhecida fora do país para depois cá dentro se repor a verdade...como se fez já com tantos outros de várias áreas. Vai sendo um orgulho ser português. Na verdade sou Portuguesa de coração e alma e por isso canto..."Ai Portugal, Portugal... não te deixes assim vestir"
MANDELA AO PODER!
Tenho que confessar que este é o tipo de homem que eu gostaria de ver mandar neste país. Endireitavamos logo. O preto mais inteligente que eu conheço. Digo-o apenas - e sem qualquer depreciação para outros porque não faço descriminações - porque foi um homem que apesar de tudo o que realmente sofreu, aprendeu a dar valor ao mais importante. Às pessoas e ao bem estar do povo, à colaboração entre todos desprezando valores como ideiais de cor e outros estúpidos ideiais que só servem para nos ludibriar. EU TENHO UM SONHO! QUERO CONHECER MANDELA PESSOALMENTE E DAR-LHE UM ABRAÇO E, QUEM SABE ATÉ APRENDER COM ELE TUDO O QUE ME PUDER ENSINAR. YES I CAN! Se alguém ler este texto e tiver capacidades para me ajudar a realizar este sonho AGRADEÇO... ou se chegar ao próprio Mandela e ele quiser vir até cá, também o RECEBEREI! Sim, já estou a ver alguns políticos nossos a ler este texto e a dizer que está uma bela merda... e espera aí sentada que já vais ter o sonho realizado e tal... e achas que o Mandela tá para te aturar? Ó pá, não se preocupem com isso tanto como se andam a preocupar em ocupar os mercados ou os locais onde a população procura ter um pouco de lazer e partilha com os seus para fazerem campanhas demagogas. VOTAR É UM DIREITO! Sim é bem verdade e, com ele devemos dizer ou deixar marcado o que pensamos e sentimos. No entanto, já algum tempo que tenho vindo a ver que a abstenção cresce tanto como o meu desanimo sempre que oiço um político dizer que estamos em crise e que precisamos todos colaborar - menos ele - para que tudo se recomponha. Julgava eu na minha mais humilde ignorância que eles saberiam ler essa percentagem de abstenção e saber como dar a volta de forma positiva. Afinal vem um e diz: - Vá vão votar no dia 5, senão a TROIKA vai papá-los. Depois vem outro e diz: - Amigos, eu estou e sofro convosco - isto se não votarem em mim - votem com consciência mas votem em mim porque afinal de contas o pacote que não quiseram aceitar vai-lhes sair na rifa na mesma. Outro ainda se dá ao trabalho de dizer: - Meus amigos comigo no prazer o país vai crescer. Começo por cortar nos Ministros (shhiuuu, não digam a ninguém mas uns acessores vamos ter que ter) vamos cortar nos vossos salários porque da última vez contribuíram pouco. Os velhotes bem podem morrer que só andam a gastar dinheiro ao estado - como se não tivessem trabalhado já a vida inteira para encherem o papo ao governo - então corta-se nas pensões porque já ganham demasiado para quem não viagem e come uma sopinha por dia porque não se pode abusar na comida para não engordarem senão o corpo estoira.
QUE DIZER?!
Tou farta de escrever e escrever... às vezes penso que é o meu lado político a dizer: - Vou fazer um breve texto...la, la, la...
LEMBREM-SE SEMPRE QUE O EXEMPLO VEM DE CIMA, por isso devemos exigir a quem governa este país que mostre obra e corte primeiro no seu casaco para depois vir cortar as nossas t-shirts... senão em vez do rei ir nu, vai a multidão e isso dá muito mau aspecto. BASTA DE MENTIRAS! BASTA DE DEMAGOGIAS! BASTA DE FALSAS PROMESSAS! BASTA DE TANTA ÓRGIA DE SORRISOS E PALAVRAS NAS FEIRAS! NÃO GASTEM O NOSSO DINHEIRO EM VÃO... QUEM VAI VOTAR JÁ SABE O QUE E EM QUEM VAI VOTAR. QUEM ESTÁ INDECISO, VAI CONTINUAR ASSIM E PASSA EM BRANCO...É QUE JÁ NÃO HÁ PACHORRA NEM PALAVRAS PA VOS MANDAR PASSEAR ENTÃO HÁ SEMPRE QUEM SE ABSTENHA para dizer isso mesmo!
Luisa Abreu
29/05/2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
WE ARE THE WORLD

http://www.youtube.com/watch?v=xQOeDYDOCKc&feature=player_embedded
(Um vídeo que me fez rir e sentir ternura)
Para que o próximo ano não nos deixe esquecer as lições dadas neste ano. Para que cresçamos com o sabor dos elos, das pontes, que se fazem de todos os géneros e gostos mas que marcam épocas, encontros e desencontros mas, especialmente lições que nos chegam numa lágrima ou através de um abraço quente do olhar mais distraído.
Para que a vida se continue a fazer com esperança, apesar de todos os confrontos e desencontros, de todos os inquientantes momentos que nos fazem sentir menos ou mais motivados para prosseguir. Para que nunca esqueçamos que apesar dos anos que passam e dos que chegam, o mundo somos todos nós nas nossas diferenças e igualdades. Que o mundo é feito de defeitos e virtudes, de imperfeições que se tentam aperceiçoar dia-a-dia e crescer com um sorriso que vai crescendo nos passos dos nossos filhos, na partilha e na comunhão da solidariedade.
Para que esse mundo saiba crescer com todas as partes que dele fazem parte e nunca se esqueça dos colos da sua infância, das partidas dos irmãos(ãs), das letras que se refrescam em cada ano escolar, dos porquês que nos invadem cada vez que damos um passo em frente. Para que os medos não nos acorrentem mais do que o tempo do porquê e, para que se chegue sempre à vontade de seguir e colocar em prática tudo o que aprendemos.
Seremos sempre um mundo que grita e se revolta perante injustiças e desigualdades. Seremos sempre um mundo com capacidade de ser solidário por boas causas. Seremos sempre um mundo que quer acreditar que é possível. Seremos sempre o colo de outros mundos que são particulas do mundo que somos de cada vez que nos levantamos para enfrentar a batalha do dia-a-dia e incitar a que seja possível evoluir. Seremos sempre um mundo onde apesar de tantas revoltas e injustiças, se levantará a voz da revolta e do desejo de endireitar o que nos parece fora do caminho.
Luisa Abreu 29/12/2010terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
QUANDO A IDADE FÍSICA... NÃO SE COADUNA COM A IDADE INTERIOR...

terça-feira, 2 de março de 2010
CONTINUA VIVA E BEM VIVA!

Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas eincompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo.
Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.
Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como
verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.
E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).
Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de
baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.
Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.
Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.
Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves. Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com
palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora
do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).
Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos.
Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução
que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.
Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a
Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.
Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).
Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens.
Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.
Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e
sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.
Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e,
no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.
Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.
Encontramo-nos no meu próximo romance."
A verdade é que CONTINUA VIVA E BEM VIVA... e ainda bem para todos nós.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
DIZEM QUE DEPOIS DA TEMPESTADE...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
PARA QUE SERVEM OS JOGOS DE PODER?
sábado, 21 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
OS POUPADINHOS DA EUROPA

OS POUPADINHOS DA EUROPA
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
TRIBUTO A FERNANDO PESSOA

http://www.youtube.com/watch?v=eOTHlK_4goQ
PARA SER GRANDE SÊ INTEIRO
Para ser grande sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui,
Sê todo em cada coisa,
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim em cada lago, a lua toda brilha,
Porque alta vive.
Ricardo Reis
HETERÓNIMO DO GRANDE FERNANDO PESSOA
É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, e o seu valor
é comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o,
juntamente com Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter
vivido a maior parte de sua adolescência na África do Sul, a língua inglesa
também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo,
trabalhando e estudando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou
no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura,
onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como seus
heterónimos, Ávaro Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. A figura enigmática
em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre as suas vida e obra,
além do fato de ser o centro irradiador da heteronímia, auto-denominando o autor
um "drama em gente".
Morreu de cólica hepática aos 47 anos na mesma cidade onde nasceu, tendo a sua
última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring...
" ("Não sei o que o amanhã trará").
Manuel Vilhena de Carvalho, um seu leitor infatigável de Fernando Pessoa, devotado
coleccionador das suas obras que se debruçava sobre questões em aberto na vida
e obra do Poeta, onde propunha algumas soluções. Este grande Poeta exercia para
alguns um fascínio que implicava a total fidelidade de uma vida, ora na busca da obra, do primeiro livro, de tudo o que de alguma forma pudesse falar do poeta. É um fascínio por vezes começado na escola, onde cuidadosamente fora cultivado, permanecendo assim, na tentativa da descoberta da personalidade do poeta e daqueles pequenos pormenores que não interessam aos críticos. Há um grande interesse pela sua obra, devido à riqueza da obra repartida por outros poetas e escritores, seus heterónimos.
Referiu que em 1950, aparece uma obra de valioso e reconhecido mérito, cujo autor
é João Gaspar Simões, intitulado Vida e Obra de Fernando Pessoa, no entanto é fulcral
as suas notas repletas de inexactidões e erros. Estes não aparecem por acaso, são factores
dados por outros ensaístas e críticos mas que foram aceites como verdadeiras certas afirmações
ou até interpretações mas maior exactidão teria se a sua obra fosse repensada por ela mesma,
no seu todo. As obras conhecidas foram publicadas após a sua morte, se o tivesse efectuado
em vida, Fernando pessoa talvez nem tivesse tempo para os organizar a todos, visto que a sua
obra era composta por mais de duas plaquettes, 35 sonetos em inglês, o Antínous também em inglês,
a Mensagem em Português, de tantas obras que se possa debruçar ou discutir, é difícil tirar uma
resposta concreta. No entanto em vida ele publicou centenas de poesias e também textos em prosa
espalhadas por várias dezenas de revistas e jornais. Fernando Pessoa foi o seu primeiro grande
seleccionador, visto que publicou aquilo que considerava ter maior interesse. Ficou no ar respostas
como o porquê dele não ter publicado toda a sua obra, visto que não lhe seria difícil conseguir
editor como faziam muitos dos seus contemporâneos e, como ele próprio obteve para publicar
a Mensagem e as duas edições dos seus poemas em inglês. Será que ele pensaria que a sua
obra só seria entendida muitos anos depois? Andou no ar a ideia de que o autor fez alguns planos
de organização da sua obra. É do conhecimento geral a polémica existente entre Gaspar Simões
e Jorge Nemésio quanto à divergência de apreciação das indicações para a organização da edição
existente no próprio espólio de Fernando Pessoa. A sua personalidade era complexa, obscura, tortuosa
e, manifestava o drama da sua própria existência que, encontrou a resolução nos seus heterónimos,
um todo dividido e unido ao mesmo tempo. Pensa-se que a história dos heterónimos de Fernando Pessoa
marca, não o desdobramento de personalidade mas, uma atitude intelectual de multiplicação das diferentes
facetas de si próprio. É paradigmático o episódio do anúncio a amigos da existência de um poeta da Galiza
que dava pelo nome de Alberto Caeiro perante o que um deles afirmava conhecer muito bem, levando a que
Pessoa tenha dado vida àquele poeta inventado.
Mensagem é o poema controverso que deu origem a variadíssimas interpretações e, a algumas tentativas
de aproveitamento político. No entanto, ao contrário do que queriam fazer parecer querer, não se tratava
de um livro nacionalista pois os seus poemas datavam de um tempo muito afastado do tempo em que fora editado
e, reflecte apenas a ideia que Pessoa tinha da projecção de Portugal no Mundo, sendo por isso um livro muito
mais messiânico do que nacionalista.
Fernando Pessoa era também um estudioso da astrologia e, pretendeu até abrir um consultório em Lisboa. Augusto Ferreira Gomes, um seu amigo e escritor, no seu livro No Claro/Escuro das Profecias escreve como dedicatória “À memoria do astrólogo Fernando Pessoa”. E do conhecimento de muitos que Pessoa traçou o horóscopo dos seus heterónimos, entre outros o de Orpheu, o de Sá-Carneiro e o de Portugal. De personalidade multifacetada o poeta ressalta com frequência um ou outro episódio onde o humor domina, onde Pessoa parece querer ser o centro de uma história, o motivador de uma qualquer situação interessante. Ele não seria apenas uma pessoa séria e introspectiva mas tinha também do seu lado um sentido de humor notável. Formou-se em seu redor a ideia de um homem só, no entanto Pessoa cultivou ao longo da sua vida muitas amizades, sendo a mais conhecida a que travou com Mário de Sá-Carneiro. Fernando Pessoa correspondia a essa amizade a ponto de nem se furtar ao encargo de tarefas menores como aquela em que vai ter com a ama de Sá-Carneiro e lhe pede o cordão, o empenha e, envia o produto do penhor ao amigo. Manuel Vilhena de Carvalho desejava poder ter na sua biblioteca todo o espólio da obra de Fernando Pessoa, considerada por aquele como a riqueza do conhecimento.
Curiosidades
Armindo Freitas-Magalhães, professor universitário criou um inédito programa de literacia
emocional, inspirado no verso de Fernando Pessoa Se às Vezes as Flores Sorriem (2009).
Após ter combinado um encontro com José Régio Pessoa apareceu declarando ser Álvaro
de Campos e pedindo perdão por Pessoa não ter podido comparecer ao encontro.
Ele trabalhou como correspondente comercial, num sistema que hoje denominamos free lancer. Assim,
Fernando Pessoa podia trabalhar apenas dois dias por semana, dedicando os demais, exclusivamente,
à sua grande paixão: a literatura.
Cecília Meireles, poetisa, professora e jornalista brasileira, veio a Portugal em 1934, para proferir
conferências na Universidade de Coimbra e na Universidade de e realizar o seu grande desejo de conhecer
o poeta, de quem se tinha tornado admiradora conseguindo comunicar com ele através de um dos escritórios para
os quais Fernando Pessoa trabalhava, e marcar um encontro para o meio-dia, mas esperou inutilmente até às duas
da tarde sem que Pessoa desse um ar da sua graça. De regresso ao hotel, Cecília teve a surpresa de encontrar um
exemplar do livro Mensagem e um recado do misterioso poeta, justificando que não comparecera porque consultara
os astros e, segundo o seu horóscopo eles não se deveriam encontrar. Realmente, não se encontraram nem houve
muito mais oportunidades para tal, pois no ano seguinte Fernando Pessoa faleceu.
Em homenagem ao poeta, foi criada a Universidade Fernando Pessoa (UFP), com sede no Porto.
Fernando Pessoa foi o primeiro português a figurar na Plêiade, prestigiada colecção francesa de
grandes nomes da literatura.
(Collection Bibliothèque de la Pléiade). Ofélia Queiroz, sua namorada, criou um heterônimo para Fernando Pessoa:
Ferdinand Personne. "Ferdinand" é o equivalente a "Fernando" em alguns idiomas e "Personne" significa "ninguém"
em francês, residindo a curiosidade deste trocadilho no fato da possibilidade de Fernando ao criar outras personalidades,
não se sentir com um eu definido.
Nos Mal-Amados (2008), Fernando Dacosta relata uma conversa com Agostinho da Silva, onde refere que conhecera
pessoalmente Fernando Pessoa em Dezembro de 1934 e que o poeta confidenciara-lhe, envergonhado, que estava
muito arrependido por ter escrito as cartas de amor a Ofélia. Vira-se obrigado a fazê-la devido ao factor da irremediável
fantasia heteronímica. Como tal e para saber como seria o romance entre um vulgar empregado de escritório e uma sua
colega de trabalho, carente de afecto manteve e disfrutou do jogo durante algum tempo, mas, quando se apercebeu
da monstruosidade da coisa, decidiu por fim ao romance fictício, para não fazer sofrer uma mulher real e apaixonada.
Foram várias as formas de homenageadas encontradas por artistas nossos conhecidos como: Caetano Veloso, cantor
brasileiro que compôs a canção Língua, em que existe um trecho inspirado num artigo de Fernando sobre o tema
A minha pátria é a língua portuguesa, o trecho é: A língua é minha Pátria / E eu não tenho Pátria: tenho mátria
/ Eu quero frátria; o compositor Tom Jobim transformou o poema O Tejo é mais Belo em música; tal como Vitor
Ramil, cuja música Noite de São João tem como letra a poesia de Alberto Caeiro; a cantora Dulce Pontes musicalizou
o poema O Infante; o grupo Secos e Molhados musicalizou a poesia Não, não digas nada; os portugueses Moonspell
cantam no tema Opium um trecho da obra Opiário de Álvaro de Campos; o cantor Renato Braz traz no seu cd
Outro Quilombo duas poesias musicadas: Segue o teu destino, de Ricardo Reis, e Na ribeira deste rio,
de Fernando Pessoa.
Na área empresarial e a nível artístico, o jornal Expresso e a empresa Unisys criaram, em 1987,
o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa ou às pessoas de nacionalidade portuguesa que,
durante o ano transcorrido e na sequência de actividade anterior, se tenham distinguido na vida científica,
artística ou literária. A empresa Unicre, lançou em 2006, um cartão de crédito intitulado A palavra com
o intuito de dar oportunidade a cada um dos titulares, de poder gravar, à escolha, uma de 6 frases de Fernando
Pessoa ou dos seus heterônimos.
09/10/09