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sexta-feira, 22 de maio de 2009

VIDAS REAIS - MAIS VALE PREVENIR QUE REMEDIAR...


Hoje, dia 25 de Maio, um dia especial para mim, "calhou" dar de cara com estes dois vídeos, um pouco, digamos que, desanimadores mas, vendo por outro lado, uma boa forma de lembrar que mais vale prevenir do que remediar.
Normalmente, ninguém pensar ou espera sequer alimentar no seu espírito que haja uma tragédia que venha tirar a sua paz, ou a de outros... no entanto, tal como os dias felizes, os outros também existem. Por este motivo, considerei importante revelar aqui estes vídeos para que haja que queira ver a realidade de frente, sem ter necessidade de se atirar do precipício mas, sim, prevenir-se contra eles.
Viver é um risco, todos os dias mas é algo maravilhoso. Como é fantástico o desejo de descobrir e abrir novos horizontes na nossa vida. É lindo quando, pela primeira vez os nossos pais nos deixam sair com os amigos ou em excursões, escolares ou desportivas...
Sentimo-nos mais independentes, confiantes...sentimos que eles também confiam em nós e, que somos capazes de fazer seja o que fôr. O facto dos pais nos abrirem essas portas, traz-nos confiança neles como nossos exemplos ou conselheiros de vida. Aconteceu comigo, por isso o sei. Mas, também sei que o facto de existirem pais que amarram os filhos junto a si porque gritam aos sete ventos
que é perigoso acordar no planeta terra mas não explicam porquê, rodeando os filhos de medos infundados e de desejos de extravasar ao seu primeiro descuido. Quantos jovens, se sentem injustiçadamente refreados na sua necessidade de explorar e conhecer o mundo? Quantas vidas presas se perdem depois porque não têm chance de se descobrir? Quantos pais nunca tiveram sequer essa chance?
A verdade é que é bom saber soltar, mostrando que nos jardins da vida há locais fantásticos para brincar e explorar mas, também há lugares que, por muito atraentes que possam parecer, pelo seu mistério, pelos seus falsos perfumes, ou facilidades de percurso, escondem, na maioria, grandes armadilhas de que todos podemos ser prevenidos. Sim, é natural que se deixe um filho crescer, que se deixe
força nas suas próprias asas para que possa esvoaçar por esse mundo fora mas, o dever de pais, ao contrário de castrar - comprando coisas caras para colmatar alguns não infundamentados - é de explicar que, nesses locais pode existir um buraco feito de propósito ou não, que se podem encontrar pessoas que se dizem nossas amigas mas que chegam com intenções de má índole. O melhor seria explicar
Que é bom nadar em águas calmas também mas, saber que algumas correntes fracas podem esconder perigos. É bom experimentar coisas radicais, formais, informais, mas saber que todas elas têm dois lados, aquele em que escapamos ilesos e nos sentimos conquistadores e, aqueles onde nos tornamos as presas e, sentimos o mundo desabar, ou nem sentimos nada porque nem houve tempo.
Por isso é bom aprender que atravessar a estrada da vida é bom, se for na passadeira melhor ainda mas existem riscos na mesma e, que mesmo nas passadeiras podem aparecer carros que não as respeitem, assim como podem aparecer pessoas que não nos respeitem. O importante é aprender que existem valores de vida que devemos transportar connosco. É importante cultivarmos e cativarmos a nossa própria
Auto-estima em qualquer momento e aprender a lidar com todos os momentos tirando daí as melhores lições possíveis. Fazer de filho rebelde é muito fácil, porque se sabe que qualquer coisa temos as costas quentes, mas há quem as não tenha e aprenda da pior maneira. Mas também há os bons filhos, cujos pais, às vezes apenas por esquecimento da prevenção, sofrem a falta de informação sobre este ou aquele assunto.
Quantas vezes uma simples diversão nos pode levar a caminhos sem retorno? Quantas vezes um acto inconsequente nos pode trazer consequências desagradáveis? Quantas vezes os pais e os filhos falam sobre esses factores? É importante para todos que se estimule o diálogo familiar, que se contem peripécias da nossa meninice - sei que muitos se recusam porque fizeram muita borrada - mas, mesmo assim, não
é necessário contar tudo, o especial é mostrar aos filhos que todos já os fomos e já sentimos na pele todos aqueles porquês, aquelas rebeldias, aquelas sentidas injustiças e, muitos de nós nem tinhmos quem nos explicasse os porquês. É importante fazer ver que todos somos humanos, todos temos defeitos e virtudes, todos erramos e aprendemos ou não com os nossos actos. Que estes actos, na maioria das vezes e,
são tidos de uma forma irreverente e revoltada com intenção de magoar os pais - e claro que os magoará sempre - mas o tempo mostrará que os maiores prejudicados somos sempre nós se, não pensarmos que todas as decisões têm dois lados consequentes a assumir, quer se queira, quer não.

Hoje, que é um dia especial para mim, porque faço aniversário, quero partilhar algo mais convosco:
Como toda a gente também já fui menina, sequiosa de aprender e descobrir os meus caminhos. Gostava de desbravar perigos - considerados para a altura, claro - gostava de ir sempre mais além e saber das coisas. Entender o porquê das estrelas lá estarem, do sol nos aquecer, da lua-cheia trazer tanta magia, de haver pessoas que sentissem prazer em magoar os outros e, porque a noite poderia ser mágica ou assustadora,
o dia poderia ser luminoso ou choroso. Lembro-me de ter ido brincar com os meus irmãos e uns amigos meus para a casa de um amigo nosso chamado Nilton. A casa dele era enorme. Tinha no quintal duas piscinas, umas pas pessoas e, outra cercada com ferros para jacarés bebés que o pai trazia não sabiamos de onde mas gostavamos de ver. Ali permaneciam até poderem regressar ao seu habitat. Para nós já era normal
vê-los por ali ou metermo-nos com eles, do lado de cá da rede, claro está. A mãe do Nilton tinha um papagaio lindíssimo - em África, dizia-se Jacóp - e por quem eu sentia uma enorme atracção. Tinha sempre um desejo enorme de o apanhar e dar-lhe festinhas. 
Naquele dia, nós tinhamos decidido ir brincar para o terraço o terraço era enorme. Estava protegido por umas grades de ferro até a altura certa para que as crianças não caíssem por algum descuido. Depois, haviam umas pequenas partes declinadas com pedras redondas encrastadas, o que lhe dava uma beleza natural. Ora o Jacop nesse dia parecia provocar-me. Estava a brincar por lá e ele aparecia-me entre os
pés e desatava a fugir numa corrida miudinha. Ele passou para o lado do varadim e fitou-me nos olhos. Senti-me desafiada e decidi que não iria deixar-me derrotar. Pensando isso, saltei o varandim e decidi agarrar-me com toda a força a uma das barras. Agachei-me e estiquei-me para o apanhar. O danado resolveu afastar-se um pouco mais. Para o alcançar e, estiquei-me tudo o que pude, tomando a precaução de 
sentir-me bem presa e segura.  No entanto, este resolveu mostrar que já era capaz de voar e lá foi. Fiquei estupefacta com o sucedido e com uma certa admiração pela esperteza da ave mas, no instante seguinte, olhei em volta e, para baixo para ver a distância dali ao chão e tive vertigens. Perdesse os sentidos e, acordasse horas mais tarde no chão, no meio de choros de desesperos dos meus irmãos e amigos. Doí-me a cabeça e o circundar desesperado deles, tal como os choros fez-me lembrar os índios - nunca soube porquê - com a pouca força que me restava pedi para chamarem alguém adulto, a mãe do Nilton talvez e,
perdi de novo os sentidos. Quando voltei a acordar já estava no colo dela com a minha a mãe a chorar e a querer agarrar-me em desespero e, lembro-me de lhe dizer para se acalmar que eu estava bem, perdendo de novo os sentidos.
Quando voltei a acordar lá estava eu na Clínica D. João II de Luanda onde, outras peripécias me aconteceram.

Anos mais tarde, primeira vez que saí até muito tarde tinha quinze anos. Saí com autorização da minha mãe porque ia para uma festa no clube onde era jogadora, tinha a recomendação de chegar à meia-noite e a palavra do meu treinador de que me traria. O facto é que a festa estava agradável, sem grandes dilemas ou cores desagradáveis.
O tempo passou o limite e pensei que já estava o caldo entornado e, claro está, sabia de ante-mão que iria haver um castigo. Então, resolvi assumir até ao fim e, responsabilizei-me perante o treinador sobre o que sofreria porque castigo por castigo o mais certo era adiá-lo. Eram seis da manhã quando cheguei a casa. O meu coração batia, numa explosão de medo mas satisfeito com tudo o que tinha vivido, aquela seria a paga 
pela diversão. Mas ao chegar e, pensando já ter ultrapassado todos os obstáculos, apareceu a minha mãe que me disse fixamente:
- Uma coisa, nesta vida é certa, se boa cama fizeres, nela te deitarás. Agora vai dormir e pensa no que andas a fazer e que tudo o que semeares hoje, colherás amanhã, sem gravo nem agrado. Virou-me costas e foi-se embora. Aquelas palavras tomaram conta do meu corpo, eram quase a minha respiração. Não era o que esperava ter acontecido. Durante algum tempo aquelas palavras
acompanharam-me. Depressa descobri que eu poderia tornar a minha vida mais ou menos agradável com as minha actitudes ou decisões. Fui sempre grata pela sua atitude naquele dia.

Isto apenas para dizer que o PERIGO às vezes está onde menos se espera. MAIS VALE MESMO PREVENIR DO QUE REMEDIAR!

Luisa Abreu
25/05/09

quarta-feira, 18 de março de 2009

John Lennon - Imagine




IMAGINA

Imaginem que já imaginei tudo isto e muito mais mas, a verdade é que não basta ser sonhadora apenas, não basta apenas imaginar mas, temos que colocar mãos à obra. Sim! A melhor forma de tornar parte da imaginação possível... se realmente for um sonho de mais alguém, é começar pela nossa casa, pelos nossos filhos, pelas escolas. As crianças são as fontes mais seguras e mais influentes junto dos seus pais, e restante família. Pensando isto, apenas posso deixar fluir a ideia de que é nossa responsabilidade como pais, educadores, professores - e outros "ores" que existam na vida das crianças sem o objectivo de as mutilar, castrar e violentar e, até descriminar - mudar as mentalidades através desses seres maravilhosos e puros... autênticos diamantes brutos para o bem e para o mal... desejo que o façam para o bem.
Trabalhar com as crianças é das coisas mais belas que existem no mundo! É a oportunidade de fazer a bola girar e avançar e, tornar o que se imagina e sonha em realidade. Eles não são uma tábua rasa... jamais os vejam assim porque muito se pode aprender com eles. Eles são a essência de um ser, onde restará no seu peito as influências que tiverem no mundo e, as que não tiverem também. É preciso que agarremos todos a ideia e, saibamos trabalhar com as crianças, incutindo o respeito pelos outros, independentemente das raças, dos credos, dos sexos... já abolimos a escravatura - parece que e, infelizmente, não na sua totalidade - já mudamos tanta coisa, apesar de ainda existirem tantas verdades bizarras por aí, porque não mudarmos um pouco e, aos poucos as mentalidades tacanhas e castradoras? Porque não ensinar aos filhos que marchem pela paz e pela igualdade em vez de darem murros em muros protegidos por cacos de vidro?

Então, imaginem que era possível... imaginem que de algum lugar vocês poderiam ver o mundo mudado - para o bem, sabendo que sempre existirá o reverso da medalha - que as mudanças vão-se dando com os tempos - mudam-se os tempos mudam-se as vontades, mas, as verdades também -que tudo vai ficando mais limpo nesta vida e que os vossos filhos, netos, sobrinhos, primos e afins vão sendo pessoas mais felizes e mais preenchidas. Vão sendo pessoas que passam valores, sem a castração de algumas tradições que se impõem e, pensem... pensem se no vosso peito não sentiriam também uma paz eterna? Mesmo que seja por momentos... enquanto é, será sempre sentida como eterna.

Será que é tão difícil? Será que juntos não conseguiriamos? Ah! Pois! Eu sabia! Alguns não querem e, infelizmente ainda têm o seu peso neste mundo. Mesmo que seja um ou dois, já vale a pena e, as crianças, serão sempre o caminho mais correcto para se fazer as mudanças. Por isso as devemos respeitar como pessoas que são e, fazê-las acreditar que vale a pena e, sempre valerá a pena construir. Não cruzem os braços! Não se neguem à partida o direito de trazer um sorriso à face dos vossos filhos, só porque o patrão vos pede mais horas de dedicacão. Porque para uma criança basta apenas uma ou meia hora por dia para se sentirem amadas e respeitadas. Basta uma atenção especial, lembrado-lhes que serão sempre parte integrante do mundo e, que serão sempre seres humanos muito importantes para mudar o que está mal no mundo.

Sei muito bem que nem sempre é fácil... claro que sei! Sei muito bem que existem muitas famílias separadas ou repartidas... isso pode ou não pesar, só depende dos projenitores. Há muitos pais juntos que estão tão distantes ainda das suas crianças... porque dão por certo elas estarem perto. E quando partirem para o seu mundo, que lhes restará? O vazio? A incerteza? A desconfiança? O medo de que não estejam felizes? Não lhes incutam o medo mas o companheirismo. E mesmo separados, os pais podem fazer milagres pelos seus filhos, se não decidirem viver para lançarem-nos como bombas de um lado para o outro. Porra! A relação não deu certo, ponto final! Agora existem seres mais importantes, fruto da nossa entrega, ou não, pouco importa, o que é interessante é fazer com que eles se saibam amados pelos dois. É difícil?! Claro que não! Hajam com responsabilidade perante eles e a vossa vida. Sintam que mesmo não dormindo no quarto ao lado vocês foram responsáveis por eles estarem no mundo e, isso acarreta deveres... sim, deveres! Quem julga que só tem direitos que esqueça essa palavra no momento que são pais. Quem faz um filho fá-lo por gosto mas, deve ter o gosto de os ver a crescer com o melhor deles próprios sem lhes faltar com o devido amor e carinho. Disso faz parte tudo o resto, não a compra das suas emoções e amor... jamais! Apenas a dádiva de os ter junto e, ensiná-los a respeitar o pai e a mãe da mesma forma, sem rancores ou represálias. Lembrem-se, quando um projenitor fala mal de outro ao seu filho está a magoá-lo friamente! Quando referem algo do género porque não olham os olhos dos vossos filhos? Verão a pupila a mudar de forma... essa sim, nunca aprenderá a mentir... essa é a fonte da verdade, por isso gosto de olhar as pessoas nos olhos. Pode-se aprender e ensaiar gestos, pode-se gesticular a mentira mas jamais gerar no olhar a mentira... façam a experiência e comprovarão. Quando se inventaram testes de medir a mentira ou a verdade, apenas se disse meia verdade porque, sinceramente, isso deixava com que as pessoas se esquecessem que o seu corpo iria revelar as melhores provas que alguém poderia conseguir.
Pensem nas crianças como o verdadeiro modo de mudar as coisas que estão mal neste nosso mundo e, melhorem o seu dia-a-dia.

Estou a fazer a minha parte o melhor que posso e sei... e você?


Luisa Abreu
17/03/09

sábado, 14 de março de 2009

A HOMOSSEXUALIDADE NÃO É NORMAL?!





















A HOMOSSEXUALIDADE NÃO É NORMAL?!


18 de Fevereiro de 2009. Nascia um dia radioso de sol, as canções bailavam no meu peito e, mil pensamentos me iam deixando divagar enquanto conduzia até ao trabalho. Chegada ao local, deparei-me com uma notícia que estava de chapa no site sapo, para quem a quisesse ler. Minutos depois a Rádio já comentava e deixava que as palavras completassem o que tinha lido. A notícia intitulava-se A homossexualidade não é normal, isto dito pela boca do cardeal D. José Saraiva Martins que, até defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não permitia às crianças ter uma educação normal.

O primeiro impacto foi de revolta, inquietude, admiração por ter sido algo dito por alguém de alguma senão total influência no meio religioso, na sociedade e, não só. Isto, só por si, já merecia que o cardeal pensasse um pouco mais antes de falar, fosse o que fosse sobre a questão e antes de mais, reflectisse sobre o mundo de uma forma geral. Comecei a escrever ciente de que tentaria dar o meu melhor para fazer com que as pessoas entendessem de uma vez por todas as diferenças que fazem parte e completam o nosso mundo. Bom, na verdade desisti... já é tempo, após séculos de lutas e conquistas, de acabarmos com tanta descriminação e subjugação dos valores humanos. Posteriormente pensei nos meus filhos, nos vossos filhos, nos meus irmãos, nas vossas irmãs, amigos, amigas e por aí em diante...claro está, que resolvi pesquisar um pouco mais para que não caísse numa encruzilhada desconhecida.

Mais tarde resolvi fazer diferente. Para quê investigar? Para quê justificar, se o mundo não quer entender? Então, resolvi por bem deixar apenas que cada uma das pessoas que lessem o meu texto pensassem e reflectissem, na realidade, sobre questões inerentes ao nosso dia-a-dia.

Alguém destaca-se por poder, conhecimento e posição social e, resolve dizer que a homossexualidade não é normal. Resolvi colocar todos os seres encaixotados no meu cérebro e, encaixotar valores, dilemas, questões próprias do ser humano... Optei por transcrever o que borbulha na minha cabeça e na cabeça de muitos mas, que a maioria prefere calar ou nem sequer comentar, cá para fora. Esta coisa do ser normal dá muito que pensar por isso...Quero colocar-vos algumas questões:

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A homossexualidade é um problema genético? Um problema cultural? Um problema recente no mundo? Será mesmo um problema? Para quem?

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Ser heterossexual é normal? Quem o definiu? Com que critérios? Se de uma mulher e um homem podem ser gerados filhos que não sejam heterossexuais que fazer? Queimá-los como se fazia antigamente? Jogá-los em vagões de gás?

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Ser bissexual é moda? É um defeito genético? É uma decomposição de moléculas? Porque existem pessoas que se definem como “normais” e, que depois procuram no sussurro da noite uma terceira pessoa para entrar na sua cama?

A monogamia é normal? A bigamia é normal? A poligamia é normal? Se não juntemos todos às deficiencias motoras, visuais, auditivas e, outras, encaixotemos tudo e mandemos para a via láctea. Quem ficará cá? Talvez o cardeal... talvez??? Ou talvez não...

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O casamento será assim tão importante para a raça humana? Porquê? Para quê? Como aliança? Como sentimento de posse? Como alienação? Então se é, porquê o aumento do número dos divórcios?

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A procriação é algo acima de todos os valores humanos? Onde fica o sexo? Onde cabe o amor? Em que valores se baseiam todos os conceitos criados pelo Homem?

- Quem faz um filho, fá-lo por gosto...alguém cantou há uns anos atrás – a Grande Simone, claro! Concordo plenamente. Senão, se for apenas por dever social. Se esse valor bastar. Porque se abandonam filhos? Porque se matam crianças?
Porque se violentam crianças? Porque se mata o futuro com preconceitos tão violentos como a frase, A homossexualidade não é normal, ou se diz não ao uso do preservativo para que se continue a procriar a raça humana? Será que uma criança não nos merece mais respeito que isto? Não merece ser amada, acarinhada e encaminhada na sua vida? Quem tem mais direito de o fazer? O Pai? A mãe? Os dois? O abandono? A violação? O tráfico de menores? O uso e abuso das suas fragilidades? Quem deve decidir se devemos ou não ter filhos? Nós? O estado? A igreja? A política?

-
Até hoje poderemos dizer que será melhor deixar uma criança ao abandono do que adoptá-la? Que critérios se usam para a adopção no nosso País e nos outros? Só os casais – homem e mulher – podem criar e educar crianças? Então porque os abandonam? O que priva alguém de acarinhar a infância? O facto de não ser casado/a? O facto de ser ou não ser gay? O facto de ser homem ou mulher? E a história do Lobo e o Menino que ouvimos na nossa infância, lembram-se? Sim, a mim contaram-na e, no seu resumo apenas se via um menino perdido cuja loba acarinhou amamentou e criou com o maior dos carinhos? Se a minha gata pode sozinha amamentar dois filhotes de cães, porque se continua a descriminar, disfarçadamente o facto de existirem mães solteiras? Pior, porque é mais provocativo se for opção da mulher? Porque a sociedade tem mais carinho pelas mulheres que são abandonadas pelos homens? Porque se acusam mulheres e homens de tomarem decisões que só dizem respeito às suas vidas? O que é o socialmente correcto? Será o mesmo que ser normal? E o que é a normalidade?

Após todas estas questões soltarem-se espontaneamente do meu peito, olhei os meus filhos a dormir e, prometi a mim mesma amá-los sempre, fossem quais fossem as pisadas que dariam no seu futuro. A minha presença na vida deles é tão somente de protecção, encaminhamento e esclarecimento, jamais a castração ou a imposição de algo que os acorrente à infelicidade de não saber ser. Proteger, não é colocar uma redoma de vidro nas crianças. É explicar-lhes o mundo e, fazê-las acreditar por actos que vale a pena acreditar no futuro, vale a pena dar uma chance à humanidade, à paz, à igualdade de direitos e, ao amor. Vale sempre a pena, caro leitor. Vale a pena acreditar no amor, tenha ele a cor que tiver, tenha ele a forma que tiver... vale a pena dizer que a vida é válida em todos os sentidos. Viver e saber deixar viver não é uma ilusão...é apenas uma opção. Essa sim, uma opção que se pode ou não tomar, pensando sempre que, seja qual for o caminho a seguir, traz sempre consequências a acarretar. Mas, pelos próprios não para outros, quando cai ou recai em cima de outros é injusto. Digo isto porque se eu assumir um sim ou um não, sou responsável por esse acto nas boas ou más consequências que me possam trazer.

As voltas que o mundo dá ou deu é descomunal. Primeiro criaram-se regras para aprisionar e meter medo à mulher, às diferentes raças, às crianças e, a tantas outras diferenças. O mundo abriu os seus caminhos e, a mulher que antes não podia votar já vota, pensaram já porquê? Por respeito a ela como ser humano, ou porque os políticos viram-se a mãos sem poder de voto, visto que os homens eram mandados para a guerra? E os seres humanos libertados da escravatura, porquê? Já pensaram? As prostitutas metidas num local próprio e depois deslocadas para a liberdade de estar? Estarão estes valores já todos assegurados? Porque se continua a fazer tráfico de seres humanos? Porque se continua a sangrar países? Porque se continuam a violar vidas.
Porque se castram vontades? Porque se amarram ideologias? Porque se finge? Porque se alimenta a hipocrisia e o cinismo, a falsidade? Como é bom ser normal...saber o que é ser normal.

MEUS SENHORES ISTO É A NORMALIDADE? Se é, EU NÃO SOU NORMAL! E VOCÊS SERÃO TODOS NORMAIS?!

Luisa Abreu
23/02/09

http://www.youtube.com/watch?v=kxjQ2m_VQTE