Mostrando postagens com marcador preconceitos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceitos. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Paulo Ricardo - Dois
DOIS
Quando você disse nunca mais
Não ligue mais, melhor assim
Não era bem
O que eu queria ouvir
E me disse decidida
Saia da minha vida
Que aquilo era loucura
Era absurdo...
E mais uma vez você ligou
Dias depois, me procurou
Com a voz suave
Quase que formal
E disse que não era bem assim
Não necessariamente o fim
De uma coisa tão bonita
E casual...
De repente as coisas
Mudam de lugar
E quem perdeu pode ganhar
Teu silêncio preso
Na minha garganta
E o medo da verdade
Iêi!...
Eu sei que eu
Eu queria estar contigo
Mas sei que não
Sei que não é permitido
Talvez se nós
Se nós tivéssemos fugido
E ouvido a voz
Desse desconhecido
O Amor! O Amor! O Amor! O Amor!...
Essa voz que chega devagar
Prá perturbar, prá enlouquecer
Dizendo pr'eu pular
De olhos fechados
Oh! Oh!...
Essa voz que chega a debochar
Do meu pavor
Mas ao pular
Eu me vejo ganhar asas e voar
Oh!...
De repente as coisas
Mudam de lugar
E quem perdeu pode ganhar
Minha amiga, minha namorada
Quando é que eu posso
Te encontrar
Iêê! Iêê! Iêê!...
Eu sei que eu
Ah! eu queria estar contigo
Mas sei que não
Sei que não é permitido
Talvez se nós
Se nós tivéssemos fugido
E ouvido a voz
Desse desconhecido...
Eu sei que eu
Ah! eu queria estar contigo
Mas sei que não
Não, não, não, não
Não é permitido...
Composição: Paulo Ricardo & Michael Sullivan
Interessante quando o amor sussurra ao vento, livre, solto e sem amarras ou preconceitos... sem banalidades coloridas por um cinismo qualquer e, apresenta-se verdadeiro, generoso e muito consciente do que é ou quer ser, aceitando, contudo o que a realidade lhe traz com serenidade.
Marcadores:
aceitações,
amigos,
amores,
consciências,
generosos,
livres,
partilhas,
preconceitos,
realidades,
serenidades,
sussuros,
ventos
quarta-feira, 18 de março de 2009
John Lennon - Imagine
IMAGINA
Imaginem que já imaginei tudo isto e muito mais mas, a verdade é que não basta ser sonhadora apenas, não basta apenas imaginar mas, temos que colocar mãos à obra. Sim! A melhor forma de tornar parte da imaginação possível... se realmente for um sonho de mais alguém, é começar pela nossa casa, pelos nossos filhos, pelas escolas. As crianças são as fontes mais seguras e mais influentes junto dos seus pais, e restante família. Pensando isto, apenas posso deixar fluir a ideia de que é nossa responsabilidade como pais, educadores, professores - e outros "ores" que existam na vida das crianças sem o objectivo de as mutilar, castrar e violentar e, até descriminar - mudar as mentalidades através desses seres maravilhosos e puros... autênticos diamantes brutos para o bem e para o mal... desejo que o façam para o bem.
Trabalhar com as crianças é das coisas mais belas que existem no mundo! É a oportunidade de fazer a bola girar e avançar e, tornar o que se imagina e sonha em realidade. Eles não são uma tábua rasa... jamais os vejam assim porque muito se pode aprender com eles. Eles são a essência de um ser, onde restará no seu peito as influências que tiverem no mundo e, as que não tiverem também. É preciso que agarremos todos a ideia e, saibamos trabalhar com as crianças, incutindo o respeito pelos outros, independentemente das raças, dos credos, dos sexos... já abolimos a escravatura - parece que e, infelizmente, não na sua totalidade - já mudamos tanta coisa, apesar de ainda existirem tantas verdades bizarras por aí, porque não mudarmos um pouco e, aos poucos as mentalidades tacanhas e castradoras? Porque não ensinar aos filhos que marchem pela paz e pela igualdade em vez de darem murros em muros protegidos por cacos de vidro?
Então, imaginem que era possível... imaginem que de algum lugar vocês poderiam ver o mundo mudado - para o bem, sabendo que sempre existirá o reverso da medalha - que as mudanças vão-se dando com os tempos - mudam-se os tempos mudam-se as vontades, mas, as verdades também -que tudo vai ficando mais limpo nesta vida e que os vossos filhos, netos, sobrinhos, primos e afins vão sendo pessoas mais felizes e mais preenchidas. Vão sendo pessoas que passam valores, sem a castração de algumas tradições que se impõem e, pensem... pensem se no vosso peito não sentiriam também uma paz eterna? Mesmo que seja por momentos... enquanto é, será sempre sentida como eterna.
Será que é tão difícil? Será que juntos não conseguiriamos? Ah! Pois! Eu sabia! Alguns não querem e, infelizmente ainda têm o seu peso neste mundo. Mesmo que seja um ou dois, já vale a pena e, as crianças, serão sempre o caminho mais correcto para se fazer as mudanças. Por isso as devemos respeitar como pessoas que são e, fazê-las acreditar que vale a pena e, sempre valerá a pena construir. Não cruzem os braços! Não se neguem à partida o direito de trazer um sorriso à face dos vossos filhos, só porque o patrão vos pede mais horas de dedicacão. Porque para uma criança basta apenas uma ou meia hora por dia para se sentirem amadas e respeitadas. Basta uma atenção especial, lembrado-lhes que serão sempre parte integrante do mundo e, que serão sempre seres humanos muito importantes para mudar o que está mal no mundo.
Sei muito bem que nem sempre é fácil... claro que sei! Sei muito bem que existem muitas famílias separadas ou repartidas... isso pode ou não pesar, só depende dos projenitores. Há muitos pais juntos que estão tão distantes ainda das suas crianças... porque dão por certo elas estarem perto. E quando partirem para o seu mundo, que lhes restará? O vazio? A incerteza? A desconfiança? O medo de que não estejam felizes? Não lhes incutam o medo mas o companheirismo. E mesmo separados, os pais podem fazer milagres pelos seus filhos, se não decidirem viver para lançarem-nos como bombas de um lado para o outro. Porra! A relação não deu certo, ponto final! Agora existem seres mais importantes, fruto da nossa entrega, ou não, pouco importa, o que é interessante é fazer com que eles se saibam amados pelos dois. É difícil?! Claro que não! Hajam com responsabilidade perante eles e a vossa vida. Sintam que mesmo não dormindo no quarto ao lado vocês foram responsáveis por eles estarem no mundo e, isso acarreta deveres... sim, deveres! Quem julga que só tem direitos que esqueça essa palavra no momento que são pais. Quem faz um filho fá-lo por gosto mas, deve ter o gosto de os ver a crescer com o melhor deles próprios sem lhes faltar com o devido amor e carinho. Disso faz parte tudo o resto, não a compra das suas emoções e amor... jamais! Apenas a dádiva de os ter junto e, ensiná-los a respeitar o pai e a mãe da mesma forma, sem rancores ou represálias. Lembrem-se, quando um projenitor fala mal de outro ao seu filho está a magoá-lo friamente! Quando referem algo do género porque não olham os olhos dos vossos filhos? Verão a pupila a mudar de forma... essa sim, nunca aprenderá a mentir... essa é a fonte da verdade, por isso gosto de olhar as pessoas nos olhos. Pode-se aprender e ensaiar gestos, pode-se gesticular a mentira mas jamais gerar no olhar a mentira... façam a experiência e comprovarão. Quando se inventaram testes de medir a mentira ou a verdade, apenas se disse meia verdade porque, sinceramente, isso deixava com que as pessoas se esquecessem que o seu corpo iria revelar as melhores provas que alguém poderia conseguir.
Pensem nas crianças como o verdadeiro modo de mudar as coisas que estão mal neste nosso mundo e, melhorem o seu dia-a-dia.
Estou a fazer a minha parte o melhor que posso e sei... e você?
Luisa Abreu
17/03/09
sábado, 14 de março de 2009
GUERRA DOS SEXOS?!

GUERRA DOS SEXOS?!
Vá não pensem mal, só porque viram este título! Não vou dar pancada em ninguém em especial e, vou falar de uma maneira geral. Pretendo sim falar de homens e mulheres mas num sentido lacto. Por vezes chateia-me ver alguns tipos a falar à boca cheia, tanto de quem têm lá em casa como de quem anda por fora de uma forma desrespeitosa. Podem dizer, há pois e elas não falam não? Claro amigos! Calma! Elas também falam... dizem que eles são uns chatos que não as entendem. Que só servem para dar trabalho e tal. Muitas referem o marido como um segundo ou terceiro filho... cada um é para o que nasce. A verdade é que também algumas estimulam tais situações. Mas, a bem da verdade! Nunca ouvi falar da forma que eles falam...isso chamem-me nomes! Não há problema, nem os oiço e sei do que falo porque trabalhei o tempo suficiente num gabinete só com homens. Sortuda! Pensarão algumas ou alguns...bem, nem por isso...infelizmente, se fosse eu a escolher talvez pudesse ter melhor. Eles deviam pensar o mesmo de mim, acredito. Mas cada um vale o que vale e de perfeita também não tenho nada, felizmente... Não que sejam assim tão péssimos como isso mas pá é um pouco chato estares no meio de vários tipos e de repente um abrir a internet e gritar pelos outros, de uma forma histericamente excitada para que vejam uma boazonas nuas que lhes mandaram... e olhem que nem falo de nus artísticos...não! Estes são mais o tipo de nús do chamado karaté alentejano. Uma expressão muito usual para a pronografia. Pior ainda é quando se está a fazer algo e nem se dá conta do que se passa quando se ouve uma voz a dizer pa não olhar para o écran porque vão passar cenas indecorosas... claro que isto para mim é dizer: - Olha lá para o écran para ver o que achas disto! Ou tipo: - É pá! Vou-me vestir não olhes. Vocês não olhavam? Nada tenho contra gostarem de ver pronografia...cada um come com o que mais se pode sustentar. Há gostos para tudo mas, irem para o local de trabalho abrirem este género de coisas e depois andarem com piadas amorfas... é de bradar aos céus. Mas como tudo, isto não tem sexos pá. Toda a gente tem o direito de gostar seja do que for e onde for desde que não incomodem mais ninguém e, olhem que nem me sinto incomodada porque me passa ao lado.
No entanto, o que me leva a escrever são precisamente outros ítens. Certamente toda a gente já ouviu alguém dizer que as mulheres são complicadas e os homens pessoas simples e mais à vontade. Não é verdade! Isto não existe desta forma... existem pessoas simples, pessoas complicadas, pessoas invejosas, pessoas arrogantes, pessoas que se julgam acima de outras pessoas, pessoas racistas, pessoas, pessoas... pessoas... não existem sexos. Ups! Ou melhor não existe a divisão de sexos que se quer, na maioria das vezes fazer. A guerras dos sexos é muitas vezes estimulada, pelas desigualdades, pelas descriminações, e, pela vontade que existe num sistema de dividir para governar. Também se verifica quando se sente que existe competição... por acaso uma estupidez que anda a alargar-se em todas as áreas, sem regras nem bom senso.
Então, posso garantir que depois de ouvir imensas vezes que a mulher é um ser extremamente complicado, devo dizer também que alguns homens gostam de fazer avaliações precipitadas sem olhar o espelho... e reparem, disse alguns, não todos... mas pode-se aplicar também a algumas mulheres, pois as há tão complicadas ou tão simples como eles...não é uma questão de sexo, continuo a afirmar. Apenas o vou dizer no masculino, porque realmente foi no masculino que o ouvi vezes sem conta, apesar de ter consciência que, infelizmente, algumas mulheres avaliam outras da mesma forma...passando à frente. Bom, depois de alguns, que já são muitos, anos a ouvir que as mulheres são seres não muito fáceis de se aturar. Ora, quantas vezes não ouvi e ouço eu que: - Ah! Viste aquela gaja? Bem amandada, faz-se como gente grande. E o outro vai e diz-lhe: - Há bem piores pá! A amiga dela tem a mania que é difícil. Um gajo faz-se e tal e nada de nada. Que estupidez! Claro está que é decepção atrás de decepção para este tipo de pessoas e, que complicação. Mas não se ficando por aí... sim, que isto de estar entre homens tem o que se lhe diga e, aprende-se muito. Mas o mais interessante é vê-los a combinar para uma noite de engate na discoteca e tal, lá vão com as suas armas e bagagens a toda a força e, no dia seguinte os belos dos comentários: - E ontem man? Caraças! Sempre foste pa cama com aquela gaja? – ao que o outro respondia – Claro pá, aquela gaja é muito fácil, dei-lhe três sem tirar (nem pôr, esqueceu-se ele de dizer, lol). Foi um ver se te avias mas, pá, não quero nada com ela... fácil demais...achas que aquilo é para mais de uma noite? Como foi comigo vai com outro. – cá para nós que ninguém nos lê, na melhor das situações passaram a noite a conversar mas ele quer manter a boa aparência social. Nisto as mulheres são mais sinceras e abertas, ou fizeram ou não e acabou-se...digo eu!
Mas nem tudo é um mar de rosas e, há sempre um dia em que ouvimos dizer: Ah! Pá as mulheres são mesmo umas complicadinhas e não sabem o que querem. Nós ao menos sabemos e dizemos na lata - mas afinal qual a lata que dizem... elas nem de lata são! E lá continua – Lembras-te daquela loira que estava no café ontem? Essa então man, esquece! É um cú-doce de primeira, diz sempre que não quer nada e tal... ainda tou para ver...e tu?
- Eu é naquela... não tarda deixo a minha, já me xateia com as limitações, ainda a mando passear. Tem a mania que é autoritária e controla mas troco-lhe as voltas. – disse com ar desiludido. Ao que o amigo respondeu.
- Deixa lá cada um com a sua cruz, a minha é uma tonta sem opinião nenhuma, até chateia...concorda sempre com tudo o que lhe digo. Mas, olha pior ainda é a do Carlos pá... aquele gajo tem uma sorte dos diabos. Imagina que a mulher dele resolveu que ia continuar a estudar...para quê? Para lavar os taxos não precisa de estudos. Tem a mania que tem ambições... Mas ele diz que a apoia...um corno manso é o que é. Na volta a tipa quer é laurear a pevide.
Bom conversas à parte as coisas pareciam rondar sempre sobre o mesmo esquema. Se não era sobre mulheres era sobre carros ou motas mas, nenhum destes mais interessante que o outro. Via-se um na janela a chamar os outros: - Olha pá, venham ver! Vai ali a dondoca, tem a mania que não liga a nada, aquela gaja, a nada nem a ninguém... mania de importante é o que é! Os outros riam-se e lá vinham de novo as opiniões mais diversificadas sobre a mulher. – Sim tens razão estas mulheres são mesmo complicadas. Imagina tu, meti conversa com uma morenaça daquelas que é de apertar e chorar por mais. Depois desenvolveu-se conversa. Eu a ver se a levava no bico e a tipa falava em politica, desporto, o sistema, a educação... ai que nervos eu já tinha. Querem lá ver que me tinha saído uma feminista de um raio e eu a perder o meu tempo? Ainda por cima vimos uma barata no chão e o raio da mulher desata a matá-la. Mas que falta de chá pá! Que vergonha, nada feminina pá. Gosto delas mais femininas.- Enquanto dizia isto o amigo avançou: - Ah ok! Tu querias uma daquelas que sobem a mesa e desatam aos gritos, uma medrosa do caraças que dá nervos! Pior, pior é a gaja do Manel que tem a mania que não aceita tudo... uma fresquinha é o que é! E, além disso, ainda por cima ganha mais que ele, uma humilhação é o que é... o gajo deve ser humilhado por ela.
- Ó pá! Humilhado eu até queria era mesmo uma dessas. Pior está o meu primo que tem que sustentar a dele que se encosta pa caraças, ganha menos que ele e tá sempre na pedincha. E a tipa só quer é cosméticos pá. O homem gasta um dinheirão com ela... havia de ser comigo. Narcisista é o que ela é... só pensa nela e nos produtos de beleza. E não quer fazer nenhum... nem sei como consegue mas sai sempre muito cedo do trabalho, aquilo nem deve trabalhar, sequer...Não era para mim! – Disse indignado. Ao que o outro retorquiu:
- Migo, antes isso que a bota da tropa que o Félix anda... desleixada até dizer chega. Nem sei como ele anda com aquilo. Ainda por cima sai sempre tarde do trabalho, cá para mim anda metida com o chefe... é assim que elas sobem! Bem, nem sei quem quer aquilo além dele... se calhar nem é bem assim. Ela é que é uma gananciosa e só quer é ganhar horas extras. Mas pior para mim pá... é o tipo de mulher que um gajo quer ver o desporto e ela só quer tar com a televisão para ver novelas e programinhas fúteis... é logo uma discussão do caraças. E a panhonha que acena que sim a tudo o que queres...ah...não...submissa demais, não presta! Disse-o convicto de que era expert no assunto. E o amigo acrescentou:
- Não, não... há bem pior! Pior que isso é aquela que anda sempre de livro na mão e tem a mania que é intelectual. Opa a gente quer lá saber de tipas inteligentes para alguma coisa? E depois têm a mania que sabem tudo e são umas mandonas de primeira, porque se dizemos ai, logo aborrecem-se connosco. Se não levantamos a tampa da sanita é logo outro sarilho. Caraças pá! E as gajas que gostam de rock, altas malucas! Nem te passa pela cabeça... mas até acho melhor que as brejeiras...sempre a ouvir música romântica e a pensar no principe encantado...pobres! Mas a ciumenta dá-me cabo da cabeça pá, são bem neuróticas estas mulheres e apetece-me logo é fugir... ele há de tudo nesta vida pá...as gajas que nos enganam bem e nada fazem para que nos sintamos amados...parecem umas insonsas. As loucas que adoram os martelinhos das músicas electrónicas, se fôr preciso o dia todo. Há um tipo que me chateia também que é aquela tipa que fala alto parece que está sempre descontrolada ou então a que fala quase nem se ouve...uma subserviente de merda!
Também posso dizer-vos que de algumas mulheres já ouvi falarem mal de algumas coisas ou pessoas mas de quem, este tipo de mulheres, tem mais gosto em falar é mal de si próprias. Ora vejamos, quantas vezes já ouviram algumas mulheres – continuo a dizer algumas – falar mal de outras ou a colocarem-se numa posição ingrata. Devem estar a perguntar-se o que será uma posição ingrata. Pois passo a dizer que um destes dias, em que foi preciso tomar uma atitude assertiva sobre um assunto que dizia respeito ao grupo onde estava inserida e, em reunião, fiquei estupefacta quando ouvi comentar que para escolher alguém que levasse o caso mais longe e de forma mais definitiva, deveriam todas escolher um homem porque impunha mais respeito. Isto dito por uma mulher é uma coisa hilariante porque, são elas que depois reclamam para si próprias esse respeito. Claro que não foi um caso grave porque até foi dito meio na brincadeira mas, quantas e quantos não pensarão assim? Ora o respeito como qualquer outro conceito não tem sexo. São formas de estar na vida e de mostrar de forma assertiva o que se pretende. Mas infelizmente, na brincadeira, ou não, devo dizer que conheço muito boa gente que pensa seriamente que esta é uma grande e única verdade. Diálogos como estes são muitos e ouvidos diáriamente: - Pois, pois, eles são mais sinceros. Elas cravam a unha por tràs. Além do mais detesto os ambientes das Fábricas, é só mulheres e parece que se comem vivas com tanto disparate, não há paciência para tanta rivalidade.
Bem, caro leitor, nem me vou alongar mais pois nem sei se conseguiram ler até aqui, nesta leitura desgarrada do disse que disse, do que é e não devia ser porque sinceramente, o ser humano nunca está satisfeito e, como sempre disse isto no seu todo é algo que nem tem a ver com o facto de ser masculino ou feminino. Pelo menos não acredito nisso, apesar de ouvir constantemente as mesmas lenga-lengas. Mas, para aqueles que se julgam simples e descontraídos, digam-me lá, afinal como podem dizer que a mulher é complicada? Porra! Claro está que não é a mulher nem o homem, é o ser humano de uma forma geral que adora complicar. Nada disto tem a ver com sexos ou com guerras de sexos...haja paz neste mundo que de guerras já estou eu farta. Melhor mesmo é saber dialogar e viver lado a lado reconhecendo que todos nós temos os nossos defeitos e virtudes e, a todos nós cabe saber ceder e fazer ceder de acordo com o crescimento de cada um e em conjunto como pessoas que somos. Guerra dos Sexos?! Ah! Isso é coisa para quem não tem mais que fazer. Mas, convenhamos...tanto se ouve, tanto se ouve que chega uma altura as coisas ficam enraizadas. Por isso o melhor mesmo é arejar as ideias com pessoas diferentes E agradecer as lições.
Luisa Abreu
05/03/09
A TODOS O QUE VÊM O MUNDO SEM RÓTULOS, SEM DESCRIMINAÇÃO SECTÁRIA E DE SEXOS MAS ONDE NOS POSSAMOS COMPLETAR, COMO SERES HUMANOS, E CONTRIBUIR PARA MELHORAR ALGO NO NOSSO DIA-A-DIA, SENÃO NA RUA, PELO MENOS NA NOSSA CASA.
http://www.youtube.com/watch?v=Qx_9aQRzSC8&feature=channel_page
Marcadores:
descriminações,
diferenças,
educação,
guerras,
humanidade,
humanos,
lições,
mudanças,
preconceitos,
raízes,
rótulos,
sexos
A HOMOSSEXUALIDADE NÃO É NORMAL?!

A HOMOSSEXUALIDADE NÃO É NORMAL?!
18 de Fevereiro de 2009. Nascia um dia radioso de sol, as canções bailavam no meu peito e, mil pensamentos me iam deixando divagar enquanto conduzia até ao trabalho. Chegada ao local, deparei-me com uma notícia que estava de chapa no site sapo, para quem a quisesse ler. Minutos depois a Rádio já comentava e deixava que as palavras completassem o que tinha lido. A notícia intitulava-se A homossexualidade não é normal, isto dito pela boca do cardeal D. José Saraiva Martins que, até defendeu que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não permitia às crianças ter uma educação normal.
O primeiro impacto foi de revolta, inquietude, admiração por ter sido algo dito por alguém de alguma senão total influência no meio religioso, na sociedade e, não só. Isto, só por si, já merecia que o cardeal pensasse um pouco mais antes de falar, fosse o que fosse sobre a questão e antes de mais, reflectisse sobre o mundo de uma forma geral. Comecei a escrever ciente de que tentaria dar o meu melhor para fazer com que as pessoas entendessem de uma vez por todas as diferenças que fazem parte e completam o nosso mundo. Bom, na verdade desisti... já é tempo, após séculos de lutas e conquistas, de acabarmos com tanta descriminação e subjugação dos valores humanos. Posteriormente pensei nos meus filhos, nos vossos filhos, nos meus irmãos, nas vossas irmãs, amigos, amigas e por aí em diante...claro está, que resolvi pesquisar um pouco mais para que não caísse numa encruzilhada desconhecida.
Mais tarde resolvi fazer diferente. Para quê investigar? Para quê justificar, se o mundo não quer entender? Então, resolvi por bem deixar apenas que cada uma das pessoas que lessem o meu texto pensassem e reflectissem, na realidade, sobre questões inerentes ao nosso dia-a-dia.
Alguém destaca-se por poder, conhecimento e posição social e, resolve dizer que a homossexualidade não é normal. Resolvi colocar todos os seres encaixotados no meu cérebro e, encaixotar valores, dilemas, questões próprias do ser humano... Optei por transcrever o que borbulha na minha cabeça e na cabeça de muitos mas, que a maioria prefere calar ou nem sequer comentar, cá para fora. Esta coisa do ser normal dá muito que pensar por isso...Quero colocar-vos algumas questões:
- A homossexualidade é um problema genético? Um problema cultural? Um problema recente no mundo? Será mesmo um problema? Para quem?
- Ser heterossexual é normal? Quem o definiu? Com que critérios? Se de uma mulher e um homem podem ser gerados filhos que não sejam heterossexuais que fazer? Queimá-los como se fazia antigamente? Jogá-los em vagões de gás?
- Ser bissexual é moda? É um defeito genético? É uma decomposição de moléculas? Porque existem pessoas que se definem como “normais” e, que depois procuram no sussurro da noite uma terceira pessoa para entrar na sua cama?
A monogamia é normal? A bigamia é normal? A poligamia é normal? Se não juntemos todos às deficiencias motoras, visuais, auditivas e, outras, encaixotemos tudo e mandemos para a via láctea. Quem ficará cá? Talvez o cardeal... talvez??? Ou talvez não...
- O casamento será assim tão importante para a raça humana? Porquê? Para quê? Como aliança? Como sentimento de posse? Como alienação? Então se é, porquê o aumento do número dos divórcios?
- A procriação é algo acima de todos os valores humanos? Onde fica o sexo? Onde cabe o amor? Em que valores se baseiam todos os conceitos criados pelo Homem?
- Quem faz um filho, fá-lo por gosto...alguém cantou há uns anos atrás – a Grande Simone, claro! Concordo plenamente. Senão, se for apenas por dever social. Se esse valor bastar. Porque se abandonam filhos? Porque se matam crianças? Porque se violentam crianças? Porque se mata o futuro com preconceitos tão violentos como a frase, A homossexualidade não é normal, ou se diz não ao uso do preservativo para que se continue a procriar a raça humana? Será que uma criança não nos merece mais respeito que isto? Não merece ser amada, acarinhada e encaminhada na sua vida? Quem tem mais direito de o fazer? O Pai? A mãe? Os dois? O abandono? A violação? O tráfico de menores? O uso e abuso das suas fragilidades? Quem deve decidir se devemos ou não ter filhos? Nós? O estado? A igreja? A política?
- Até hoje poderemos dizer que será melhor deixar uma criança ao abandono do que adoptá-la? Que critérios se usam para a adopção no nosso País e nos outros? Só os casais – homem e mulher – podem criar e educar crianças? Então porque os abandonam? O que priva alguém de acarinhar a infância? O facto de não ser casado/a? O facto de ser ou não ser gay? O facto de ser homem ou mulher? E a história do Lobo e o Menino que ouvimos na nossa infância, lembram-se? Sim, a mim contaram-na e, no seu resumo apenas se via um menino perdido cuja loba acarinhou amamentou e criou com o maior dos carinhos? Se a minha gata pode sozinha amamentar dois filhotes de cães, porque se continua a descriminar, disfarçadamente o facto de existirem mães solteiras? Pior, porque é mais provocativo se for opção da mulher? Porque a sociedade tem mais carinho pelas mulheres que são abandonadas pelos homens? Porque se acusam mulheres e homens de tomarem decisões que só dizem respeito às suas vidas? O que é o socialmente correcto? Será o mesmo que ser normal? E o que é a normalidade?
Após todas estas questões soltarem-se espontaneamente do meu peito, olhei os meus filhos a dormir e, prometi a mim mesma amá-los sempre, fossem quais fossem as pisadas que dariam no seu futuro. A minha presença na vida deles é tão somente de protecção, encaminhamento e esclarecimento, jamais a castração ou a imposição de algo que os acorrente à infelicidade de não saber ser. Proteger, não é colocar uma redoma de vidro nas crianças. É explicar-lhes o mundo e, fazê-las acreditar por actos que vale a pena acreditar no futuro, vale a pena dar uma chance à humanidade, à paz, à igualdade de direitos e, ao amor. Vale sempre a pena, caro leitor. Vale a pena acreditar no amor, tenha ele a cor que tiver, tenha ele a forma que tiver... vale a pena dizer que a vida é válida em todos os sentidos. Viver e saber deixar viver não é uma ilusão...é apenas uma opção. Essa sim, uma opção que se pode ou não tomar, pensando sempre que, seja qual for o caminho a seguir, traz sempre consequências a acarretar. Mas, pelos próprios não para outros, quando cai ou recai em cima de outros é injusto. Digo isto porque se eu assumir um sim ou um não, sou responsável por esse acto nas boas ou más consequências que me possam trazer.
As voltas que o mundo dá ou deu é descomunal. Primeiro criaram-se regras para aprisionar e meter medo à mulher, às diferentes raças, às crianças e, a tantas outras diferenças. O mundo abriu os seus caminhos e, a mulher que antes não podia votar já vota, pensaram já porquê? Por respeito a ela como ser humano, ou porque os políticos viram-se a mãos sem poder de voto, visto que os homens eram mandados para a guerra? E os seres humanos libertados da escravatura, porquê? Já pensaram? As prostitutas metidas num local próprio e depois deslocadas para a liberdade de estar? Estarão estes valores já todos assegurados? Porque se continua a fazer tráfico de seres humanos? Porque se continua a sangrar países? Porque se continuam a violar vidas. Porque se castram vontades? Porque se amarram ideologias? Porque se finge? Porque se alimenta a hipocrisia e o cinismo, a falsidade? Como é bom ser normal...saber o que é ser normal.
MEUS SENHORES ISTO É A NORMALIDADE? Se é, EU NÃO SOU NORMAL! E VOCÊS SERÃO TODOS NORMAIS?!
Luisa Abreu
23/02/09
http://www.youtube.com/watch?v=kxjQ2m_VQTE
Marcadores:
abandono,
amor,
bigamia,
bissexualidade,
casamentos,
conquistas,
crianças,
decisão,
genética,
homossexualidade,
lutas,
monogamia,
normalidade,
poligamia,
preconceitos
Assinar:
Postagens (Atom)